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Comentários de leitores

10 comentários

Sistema de cotas: solução ou demagogia? O proj...

xxx (Funcionário público)

Sistema de cotas: solução ou demagogia? O projeto sofreu alterações e alguns melhoramentos, mas me pergunto, essa é a solução para algum problema? Qual o critério para definir-se “identidade étnica”, considerando que a idéia de “raça” é anacrônica e altamente questionável ante as últimas contribuições da Genética e da Antropologia Cultural? A lei, s.m.j., padece de uma falha fundamental: Ela não atinge a raiz do problema que, longe de ser de natureza racial, é um problema crônico de “qualidade de ensino” aliado à má distribuição de renda (que afeta a todos os brasileiros de baixa renda, e não “grupos étnicos” específicos). A lei não aborda a causa do problema, mas tão somente seus efeitos; e o que é pior, baseia-se no falacioso pressuposto de que a injustiça social no Brasil decorre de discriminação racial. É fato que o afrodescendente não está devidamente representado na sociedade brasileira: basta avaliar a quantidade de negros/índios universitários ou detentores de cargos de destaque. A lei falha porque: 1o) não diminui o preconceito; pelo contrário, pessoas que antes se viam como iguais, agora passam a se ver como “diferentes”. A questão da “igualdade jurídica abstrata” (que jamais se implementou) não afeta apenas o negro. O grande abismo social existente não está na questão “cor de pele”, mas na “desigualdade social” e “má distribuição de renda”. Não se discute a grave dívida social que o Estado brasileiro tem para com o negro ou para com o índio que aqui viveu ou vive. Porém, o sistema de cotas coloca brasileiros contra brasileiros; é, portanto, e em si mesmo, discriminatório e gerador de desigualdade

Decisões hipócritas como essa mostra que estamo...

servidor (Funcionário público)

Decisões hipócritas como essa mostra que estamos na contra-mão do desenvolvimento, pois isso leva à ruína de algumas intituições que, apesar das intempéries, ainda conseguem se manter, como algumas universidades públicas. Forçar a entrada numa faculdade, desprezando critérios objetivos, democráticos, é puxar para baixo o nível de qualidade dos profissionais egressos. O que a sociedade espera são profissionais "os melhores e mais competentes possíveis", e não aquele branco ou preto ou amarelo. Resta esperar que alguém do Senado tenha um mínimo de responsabilidade e trabalhe para bloquear essa insensatez.

OH FAMOSA HIPOCRISIA, "devemos ajudar nossos ir...

Paulo (Servidor)

OH FAMOSA HIPOCRISIA, "devemos ajudar nossos irmãos de cor"... Será que é isso que se esta fazendo, ou na verdade é só uma migalha para os pássaros... Em vez de uma educação de qualidade, nossos congressistas que tantos roubam dinheiro público, preferem esconder a real intenção dessa nova lei que é apenas domar a fúria da pobreza face as mazelas da corrupção. Simplesmente preferem desviar o foco.

todo mundo que estuda em escola pública e gratu...

analucia (Bacharel - Família)

todo mundo que estuda em escola pública e gratuita deveria ser Obrigado a prestar serviços ao Estado ou indenizar, pois haveria distribuiçao de renda.

Não é verdade que os descendentes de escravos a...

Plinio Gustavo Prado Garcia (Advogado Sócio de Escritório - Tributária)

Não é verdade que os descendentes de escravos africanos representem 49% da população brasileira. Quem afirma esse percentual se esquece da ocorrência de miscigenação. Onde ficam os mulatos? Não seriam também luso-brasileiros ou uma mistura entre negros e outros não-negros? O Brasil é um caso típico de sociedade miscigenada. Não se sociedade formada em guetos raciais. Uma miscigenação que une, ou contrário de qualquer defesa desta ou daquela pureza étnica ou racial O sistema de cotas é, em si mesmo, discriminatório. Não importa o argumento utilizado na tentativa de justificá-lo. É odiento. Criar cizânia. Cria conflitos e desigualdade. A igualdade deve ser medida pela igualdade de oportunidades, pelo mérito do talento e pelo oferecimento de melhores condições de ensino nas escolas públicas. A nota de aprovação em provas escolares é critério objetivo. Não olha para a cor, a origem, a etnia nem para a nacionalidade ou origem do aprovado. O reprovado que trate de buscar condições de aprimoramento de seus talentos. O primado do mérito estabelece uma linha de igualdade entre os concorrentes. Fora disso, só haverá privilégios inadmissíveis e contrários a um regime de respeito ao princípio constitucional de igualdade perante a lei. O projeto de lei em questão peca por inconstitucionalidade. Plinio Gustavo Prado Garcia advogado em São Paulo www.pradogarcia.com.br

Julio, seu comentário é desproporcional. Primei...

Advogado Santista 31 (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Julio, seu comentário é desproporcional. Primeiro lugar: os negros vindos do continente africano não vieram de boa vontade para o nosso país na época da colonização: vieram como mercadoria e forçados a trabalhar até a morte. Segundo: quando mencionam afro-brasileiros, é modo como encontraram para se reafirmarem não só quanto as suas raízes mas também em relação a população brasileira. Terceiro: não é discriminatória e muito menos segregacionista eles se auto-intitularem assim, pois eles não tem do que se envergonharem, muito menos sobre suas raízes. Creio que dar ares de atitudes segregacionistas as formas como os negros (uma parcela) se identificam, é segregacionista no seu núcleo. Vale lembrar que quase todos os negros se consideram brasileiros. Para eles, ser chamado de afro-brasileiro soa racista entre eles. Então creio que todos que são contra a instituição de cotas deveriam pelo menos voltar a lerem os livros de história do Brasil e reverem seus conceitos antes de opinar sobre algo que todos estamos carecas de saber sobre como até hoje as oportunidades dadas aqui no Brasil só são dadas aqueles que são brancos.

A discriminação já começa pelos próprios "afro-...

Gaberel (Funcionário público)

A discriminação já começa pelos próprios "afro-descendentes". Por que se auto-intitulam de "afro-brasileiros" e não de BRASILEIROS? Sendo assim, também quero ser chamado de "euro-descendente" ou "euro-brasileiro".

O projeto não trará segregação porque em si já ...

 (Advogado Autônomo - Civil)

O projeto não trará segregação porque em si já é segregatício. Já existe em seu âmago a segregação. As pessoas não conseguem enternder que tudo que separa em casta, raça, tipo, qualidade, gênero, etc., já está direcionando, e, tudo que direciona é autoritário, delimitador. Por si só o projeto provoca a desilusão, o constrangimento, o desejo de rompimento. Os homens não conseguem viver com bitolas sem que delas se auto-analise, em seu contexto, e se coloque dentro ou fora delas. Isso é segregação.

louvável o projeto de lei, mas talvez não resol...

chico moss (Advogado Autônomo)

louvável o projeto de lei, mas talvez não resolva. melhor seria criar escolas públicas de segundo grau de qualidade onde somente entrariam os oriundos de escolas públicas de primeiro grau, além de prever um percentual para os comprovadamente pobres. os oriundos destas escolas concorreriam, então, aos 50% de vagas das faculdades públicas, de igual para igual. a universidade deve servir para criar uma elite técnica nacional baseada na inteligência das pessoas, pobres, médias ou ricas, não em suas cores. talvez eu esteja equivocado, sei lá, mas acho que isso não auxiliará o desenvolvimento do país, apenas diminuirá a culpa de alguns. o problema deve ser resolvido na raiz. os professores não são estimulados e alguns só estão na escolha porque é a única coisa que sabem fazer o que acaba desqualificando os bons. é só uma idéia, pequena.

Conclusão certeira do artigo acima. A política ...

adv criminal (Advogado Autônomo)

Conclusão certeira do artigo acima. A política de cotas deve ser efêmera, visando apenas corrigir uma distorção absurda entre a realidade vivenciada por negros e brancos. Porém, eu não seria tão otimista a ponto de pensar que em 10 anos a democracia racial será alcançada...

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