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Comentários de leitores

6 comentários

Juízes cada vez mais despreparados, loucos, ins...

Cleylton Mendes (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Juízes cada vez mais despreparados, loucos, insanos! Imaginemos que a esposa do magistrado que proferiu essa brilhante sentença, tivesse passado por igual constrangimento, chegando a ficar 2 dias presa. Tenho certeza que ele nem sequer procuraria o judiciário, julgo eu. Ele, mais do que ninguém, sabe que seus colegas são tão incoerentes e malucos quanto a si.

O "Estado de Direito" serve apenas a banqueiro....

Quintela (Engenheiro)

O "Estado de Direito" serve apenas a banqueiro... o que não é o caso dessa senhora. Mais uma vez nosso grandioso Judiciário deixa claro o quanto é incompetente e injusto.

Só gostaria de saber uma coisa: no relato é inf...

Baratinha (Contabilista)

Só gostaria de saber uma coisa: no relato é informado que a Sra. foi levada à uma sala, fato este reconhecido pelo mercado, alegando ser uma sala envidraçada, o que nao diminui, mas aumenta a exposição e o vexame. Foi também leva à delegacia onde permaneceu 2 dias presa. Se isto não é motivo de indenização, o que poderia causá-lo. A Sra. deveria ter sido morta pelos seguranças para poder ter direito à indenização?

Aconteceu comigo um episódio que mostra como um...

Pinheiro (Funcionário público)

Aconteceu comigo um episódio que mostra como um estabelecimento com um mínimo de decência trata um cliente e um ser humano. Há alguns meses, saí da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, e o alarme da porta tocou. A segurança fora da loja gentilmente perguntou se eu ia embora e disse que o colega dela poderia vir para ver o que estava acontecendo. Disse que aguardaria lá, pois queria saber se havia algo em minha pasta que fazia o alarme tocar, ou se o alarme tocou por outro motivo, e ela chamou o colega. O outro funcionário chegou, me convidou para entrar na loja (não em uma sala, mas na loja, em público), me entregou um aparelho, explicou como o aparelho funcionava e que ele poderia identificar se havia algo em minha pasta que fizesse o alarme soar. Eu passei o aparelho ao redor da pasta e descobrimos que havia um livro que comprei em 2007 cuja etiqueta que faz tocar o alarme não havia sido desativada. Eu disse que o livro era de 2007 e ele disse para eu não me preocupar com isso, que eu não estava sendo acusado de nada. Ele se ofereceu para desativar a etiqueta e o fez. Em nenhum momento houve qualquer tipo de constrangimento. A segurança desde o começo deixou claro que eu poderia ir embora. Se decidisse ter ido, não tenho dúvidas de que seria bem-vindo outras vezes lá. É assim que se trata uma pessoa com moral, observando as leis, a Constituição e os Direitos Humanos.

Cárcere privado é CRIME! Se é público e notório...

Pinheiro (Funcionário público)

Cárcere privado é CRIME! Se é público e notório que há roubos, como disse o desembargador, a loja deveria ter encontrado algum jeito para coibir os roubos sem prender em uma sala ilegalmente, CRIMINOSAMENTE e imoralmente uma cliente. Que pare de vender batons e outros produtos pequenos, se a loja for incompetente a ponto de não conseguir inventar estratégia melhor, mas não prenda CRIMINOSAMENTE os clientes! Já não comprava nesse supermercado, mas definitivamente nunca comprarei. Como disse o comentarista João Bosco Ferrara, seria legítima sim a resistência do consumidor que recusasse a fazer qualquer coisa que os seguranças mandassem. Eu chamaria a polícia imediatamente se algum segurança me constrangesse dessa maneira.

Essa é mais uma prova da total inversão de valo...

João Bosco Ferrara (Outros)

Essa é mais uma prova da total inversão de valores que medra em nossa sociedade. Não é mais quem acusa que deve provar a culpabilidade, mas as pessoas sobre as quais paira suspeita ou acusação é que devem provar serem inocentes. Absurdos como esse só podem provir de quem não conhece os conceitos jurídicos que estão na base de nosso ordenamento. Hoje em dia, seguranças de loja, pessoas sem nenhuma qualificação ou conhecimento profundo sobre esses conceitos e princípios, julgam o cliente consumidor e o submetem a uma situação verdadeiramente vexatória, praticam um ato que a lei lhes proíbe, qual seja, a busca pessoal, e o tribunal de São Paulo ratifica tudo isso. De três uma: ou os magistrados possuem um conhecimento equiparável ao dos seguranças, ou não conhecem o sistema de proteção do consumidor disciplinado no CDC, ou propositadamente deixaram de aplicá-lo. Em minha opinião, seria legítima a resistência do consumidor que recusasse submeter-se à revista pessoal pelos seguranças, apenas afirmando sua inocência. De acordo com o art. 244 do CPP, a busca pessoal prescindirá de mandado quando houver fundadas suspeitas de que a pessoa esteja na posse do corpo de delito. A desnecessidade de mandado, no entanto, não se estende a que a busca possa ser realizada por qualquer pessoa. Há que ser a autoridade policial ou agente investido em autoridade delegada, como são os detetives aqui no Rio ou os PMs. Não se defere ao particular essa possibilidade. A consumidora poderia ser indagada, nunca revistada nem compelida a demonstrar sua versão dos fatos. Caso não acreditassem nela, à loja restaria a opção, por sua conta e risco, de chamar a polícia para averiguação. Submetê-la a situação vexatória causa dano moral indenizável, sim.

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