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Alegações finais

Defesa de Daniel Dantas pede novo interrgatório de Protógenes

Depois de duas horas de audiência com o juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, a defesa do banqueiro Daniel Dantas, acusado de corrupção ativa pela Polícia Federal, pediu novo interrogatório do delegado Protógenes Queiroz, que conduziu as investigações e foi afastado do caso, e o depoimento do diretor-geral afastado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e delegdo da Polícia Federal Paulo Lacerda.

Segundo o site G1, o advogado de Dantas, Nélio Machado, também pediu ao juiz que seja anexado ao processo o áudio gravado na reunião da PF em que se decidiu pelo afastamento de Protógenes das investigações da Operação Satiagraha. A Folha Online colocou em seu site a íntegra do áudio da reunião. (Clique aqui para ouvir)

De Sanctis recebeu nesta quarta-feira (19/11) as alegações finais no processo que investiga tentativa de suborno envolvendo Dantas. O juiz também recebeu a defesa do ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz e do professor universitário Hugo Chicaroni, também envolvidos no caso.

Caso os pedidos sejam negados, as alegações finais estarão concluídas e De Sanctis terá dez dias para dar a sentença.

Segundo o advogado de Dantas, a gravação da reunião da Polícia Federal é “altamente comprometedora”. Nélio Machado está esperançoso com o fato de o juiz não ter negado de imediato seus pedidos. “Hoje eu saio com um mínimo de esperança, no sentido de que possa ocorrer um julgamento justo. O juiz, em vez de agir de forma precipitada, pediu tempo”, declarou.

A defesa de Daniel Dantas preparou um documento de 300 páginas em que argumenta que o banqueiro é inocente. Há ainda 100 páginas de documentos anexados, segundo a defesa do banqueiro. O advogado Nélio Machado afirmou que as alegações finais são “uma radiografia da perseguição”. “Meu cliente é uma espécie de troféu de caça”, declarou.

Revista Consultor Jurídico, 19 de novembro de 2008, 15h43

Comentários de leitores

42 comentários

De toda essa confusão a única certeza que tenho...

Mauro (Professor)

De toda essa confusão a única certeza que tenho é que a mídia mostra apenas a ponta do iceberg. O máximo que dá para fazer é desconfiar de certas falácias por ela produzidas. No entanto, essas falácias levam inclusive gente culta a produzir bobagens tais como "f) A Constituição é o que sente o povo e o que o povo brasileiro sente é aquilo que diz o juiz Sanctis, assim como na Alemanha era o que dizia Hitler". É uma bobagem mesmo considerando sua ironia.

Seria 'trágico se não fosse ilário', cidadãos u...

Salealves (Consultor)

Seria 'trágico se não fosse ilário', cidadãos utilizarem desse espaço, para divulgarem suas duvidosas e/ou factíveis preponderantes opiniões.. Comentários enfadonhos, baseados em legislação nada realista, bases utilizadas visando disputas mesquinhas e ideologias voltadas ao bem próprio, ou seja, nada se oferece ou contrói, apenas duelos de opiniões sem objetivo conjunto algum. A impressão que se têm é da total deficiência em entender algo objetivo e lógico, apesar dos "prováveis" diplomas. Como diz um promotor conhecido de SPO 'quanto maior a "graduação", mais burra é a percepção e sua opinião...' Salve os algozes que atuam em conjunto para o bem da minoria, deixem os graduados, pois eles mesmos destruirão a si próprios...

queria lembrar que as discussões aqui são sobre...

macedo (Professor Universitário)

queria lembrar que as discussões aqui são sobre um assunto jurídico, mesmo que pessoas coloquem ideologias em suas críticas o diálogo deve ser mantido em um nível respeitável. De preferência sem ofensas pessoais.

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