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Polícia Federal refaz inquérito que levou Dantas à prisão

A Polícia Federal está refazendo todo o inquérito relativo à operação Satiagraha, que causou a prisão do banqueiro Daniel Dantas. A informação foi dada nesta segunda-feira (10/11) pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, durante visita à sede da instituição, no Rio de Janeiro (RJ).

Segundo o ministro, o trabalho é refeito em sigilo por uma equipe de delegados, agentes e peritos, com o auxílio do Ministério Público, para evitar possíveis irregularidades que acabem causando a nulidade do processo criminal. Tarso Genro tentou atenuar o impacto de que a investigação, de fato, é sobre o comportamento do delegado. A investigação é conduzida pela Corregedoria da PF.

O inquérito original foi instaurado pelo delegado Protógenes Queiroz, que acabou sendo afastado do caso. “Eu não o estou prejulgando, mas está sendo feito um trabalho técnico, profundo e sério, vinculado aos maiores padrões técnicos e tecnológicos. Está se investigando para ver se no trabalho do delegado Protógenes houve erros, equívocos, ou ilegalidade”, disse o ministro.

O criminalista Celso Sanchez Vilardi, do escritório Vilardi & Advogados Associados, explica que provas colhidas ilegalmente, por exemplo, podem causar a anulação do julgamento em 1º grau pelo Tribunal de Justiça, a pedido da defesa.

Investigação da investigação

A Superintendência da Polícia Federal em Brasília negou, nesta segunda-feira (10/11) que o delegado Protógenes Queiroz vá ser indiciado no inquérito policial que investiga o vazamento de informações durante as investigações da Polícia Federal sobre as atividades do banqueiro Daniel Dantas. Segundo informações da Agência Brasil, citando a assessoria de imprensa da Polícia Federal, o delegado Amaro Viera Ferreira, da Corregedoria da PF, ainda não relatou o inquérito e que por essa razão ainda não é possível indiciar nenhuma pessoa.

Reportagem do jornal O Globo, desta segunda-feira afirma que Protógenes será indiciado ainda esta semana pelos crimes de quebra de sigilo funcional, desobediência, usurpação de função pública, prevaricação, grampos e filmagens clandestinas. O jornal também afirma que o delegado pode responder pelo uso de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sem conhecimento de seus superiores e de ter informado com antecedência a uma emissora de TV e a outros policiais os nomes das pessoas que seriam presas durante a Operação Satiagraha.

Das suspeitas que pesam sobre Protógenes, a mais crítica é a de que ele tenha aceitado ajuda da iniciativa privada para investigar Daniel Dantas — sob o pretexto de que o comando da PF não lhe deu apoio suficiente. A Corregedoria da PF concluiu que o delegado conduziu a operação de fora das instalações da Polícia Federal. Quer-se saber agora onde e com quem Protógenes estava.

Revista Consultor Jurídico, 10 de novembro de 2008, 21h21

Comentários de leitores

29 comentários

O mais engraçado de tudo vai ser ver o sherif, ...

Comentarista (Outros)

O mais engraçado de tudo vai ser ver o sherif, depois de preso, depender de um HC do GM para sair da cadeia... E não adianta reclamar, pois o próprio veneno costuma ser doce como mel. Chupa que é de uva!

Huummm!!!Pelo sim, pelo não, é bom tirar as cri...

Mig77 (Publicitário)

Huummm!!!Pelo sim, pelo não, é bom tirar as crianças da rua.Esse negócio pode virar.Não sei porque, mas estou vendo fumaça sair do banheiro.É... tirem as crianças da rua.Elas podem ser julgadas e condenadas pela Justiça.E se cuida Protógenes, talvez ele te ponham no pau na JTrabalho.Não tem nada ver?É!!Talvez!!Mas é bom se cuidar!PÔ J.Trabalho não tem nada a ver com Daniel Dantas!!Sei não!!Sabe como é?País de Gilmar Mendes pode tudo!!Criançada, sai da rua ja!!!

Quem se lembra das denúncias de corrupção e esc...

PEREIRA (Contabilista)

Quem se lembra das denúncias de corrupção e escândalos, pelo excelentíssimo procurador da República, o Dr. Luiz Francisco Fernandes de Souza? Pois bem, esse agente do MPF, fora excluído de várias frentes de trabalho que pudesse incomodar os corruptos da República brasileira na era FHC. Hoje não é diferente. No fim de todo esse imbróglio, vão inocentar o DD e imputar os crimes praticados, ao delegado da PF o Dr. Protógenes e ao meritíssimo juiz, o Dr. Fausto De Sanctis. Não precisa entender de hermeneutica jurídica para entender que reformar um inquérito policial, é coisa nada mais nada menos, um arrumadinho para limpar a barra de quem está sujo até o pescoço.Tem sinal de impunidade à vista!

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