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Rainha das provas

Excesso de grampos enfraquece denúncia, diz presidente da ANPR

Comentários de leitores

8 comentários

Bom dia a todos, Se começarmos a aplicar ess...

patriotabrasil (Contabilista)

Bom dia a todos, Se começarmos a aplicar essas essas modalidades de colhimento de provas e nos esquecermos das demais vamos conseguir gerar sim um caós social com um novo pânico nacional. Hoje em dia todos temem as escutas no país, muitas vezes não por cometer atos criminosos más por simplesmente por querer manter sua vida privada de forma privada pelo seu direito constitucional. Temo que em futuro próximo criem-se identificadores que serão inseridos no nosso corpo ao nascermos.

Dr. Toron, um dos luminares da advocacia paulis...

HERMAN (Outros)

Dr. Toron, um dos luminares da advocacia paulista, sabe com propriedade o desastre que significa investigação lastreada tão-só em grampos. Ele mesmo, e eu sou testemunha disso, corrigiu inúmeros abusos decorrentes de escutas. É louvável também, a postura do Sr. Procurador Antônio Carlos Bigonha, indo de encontro ao pensamento, de muitos, dos seus pares. Esta semana, a Polícia Federal de São Paulo, apreendeu mais de uma tonelada de cocaína, sem nenhum alarde midiático, sem exposição de grampos à imprensa, que, ao contrário, deu pouca importância ao grande volume de droga apreendida, mas, se tivesse passado parte de grampos à imprensa, esta teria repetido centenas de vezes, e os incautos teriam aplaudido inexoravelmente.

Luismar, meu caro ! Muitas vezes namoro e sexo ...

Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal)

Luismar, meu caro ! Muitas vezes namoro e sexo mudam a vida de um cidadão. Tudo o que é gravado deve ser visto pela defesa e seus clientes. Tudo. Otavio Augusto Rossi Vieira, 41 Advogado Criminal em São Paulo

É lamentável esse excesso.

Educação Financeira para Todos (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

É lamentável esse excesso.

Claro que tem que editar, né, Rossi Vieira? A...

Luismar (Bacharel)

Claro que tem que editar, né, Rossi Vieira? A maior parte do material interceptado é de conversas irrelevantes, grande parte sobre namoro e sexo. O importante é levar aos autos o que for relevante para as partes. A acusação faz a sua edição e a defesa pode fazer a sua também.

O problema, ao meu sentir, é a edição das grava...

Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal)

O problema, ao meu sentir, é a edição das gravações. A gravação, como tudo na vida, tem começo, meio e fim. Prova vinda ao processo editada ao bel prazer ( e lazer ) do policial não pode e nem deve ser validada. Precisamos saber, o tempo da gravação, a data, o início, meio e fim. E há juízes, infelizmente, indeferindo a vinda da totalidade das gravações . E há quem diga que advogados somente criam casos em juízo... Parabéns à Comissão que investiga tais abusos, de relatoria do culto delegado de polícia federal e atual deputado federal Marcelo Itagiba. Otavio Augusto Rossi Vieira, 41 Advogado Criminal em São Paulo.

Rainha, na certa, entre aspas. Primeiro, porque...

olhovivo (Outros)

Rainha, na certa, entre aspas. Primeiro, porque é prova inquisitiva que, se não confirmada no contraditório, deve ser considerada inócua. Segundo, porque não é transcrita como manda a lei, o que vem sendo convalidado pelos tribunais em homenagem à "lei" da conveniência. E, por não ser transcrita, é interpretada ao sabor do humor ou falta de pudor do policial. Os exemplos de pessoas presas, injustiçadas ou simplesmente difamadas são inúmeros. Essa "prova" provou ser cruel nas mãos de despreparados ou mal intencionados.

Rica e feliz a alusão que Antônio Carlos Bigonh...

toron (Advogado Sócio de Escritório)

Rica e feliz a alusão que Antônio Carlos Bigonha fez em relação à prova mediante interceptação telefônica: a nova rainha das provas. Se outrora prestigiou-se a confissão, agora ela reaparece com o Estado devassando a vida privada, a intimidade. Embora o cidadão, quando acusado, possa ficar calado e, como corolário, não fazer prova contra si, com a interceptação isso perde, de certa forma, o significado. É que o acusado já foi ouvido com antecedência, longamente, meses a fio. O processo, no mais das vezes, acaba virando algo parecido com o "cumprimeto da tabela". Por outro lado, tem razão o Dr. Bigonha ao alertar para os perigos da utilização da escutas como prova única. Não é apenas o problema da eventual declaração de ilicitude. Pior são os erros que levam inocentes ao cárcere. Alberto Zacharias Toron, advogado, Secretário-Geral Adjunto da OAB e Presidente da Comissão Nacional de Prerrogativas.

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