Consultor Jurídico

Imigrantes ilegais

Cresce número de brasileiros nos EUA que esperam deportação

Reportagem do portal Estadão informa que o departamento de imigração americano fechou o cerco contra os imigrantes ilegais brasileiros. Segundo informação do Consulado-Geral do Brasil em Boston, o número de brasileiros presos no estado de Massachusetts esperando para ser deportados cresceu 25% nos últimos 12 meses.

De acordo com o cônsul-geral, Mário Saad, no começo do ano passado havia uma média de 150 brasileiros presos esperando deportação. No início deste ano, a média subiu para 200. Do segundo semestre para cá, o número médio de brasileiros deportados por mês passou de 37 para 45 no estado.

De acordo com a reportagem, o grande aperto na fiscalização recomeçou em junho, quando o projeto de reforma das leis de imigração não passou no Congresso. A lei previa um caminho para legalização dos mais de 12 milhões de ilegais — cerca de 1,2 milhão de brasileiros. Depois que a lei foi rejeitada, a polícia de imigração começou a fazer grandes batidas em vários estados, com a prisão de centenas de imigrantes em fábricas, frigoríficos e locais de construção.

“A comunidade brasileira está assustada por causa da falta de um horizonte para a legislação de imigração e por causa da deterioração das condições econômicas daqui”, diz o embaixador Mário Saad. A maioria está ganhando menos e ainda perde na taxa de câmbio, diz Saad. “Diante da pressão, muitos estão se questionando se vale a pena ficar aqui.”

“É o fator medo. Eles começam a ver muita gente deportada e resolvem ir embora antes que algo aconteça”, diz Ted Welte, presidente da Câmara de Comércio Metrowest, que cuida dos estabelecimentos da região de Framingham. “Temos 12 milhões de imigrantes ilegais, poucos são criminosos e precisam ir para a cadeia, mas nós precisamos dos outros, que são trabalhadores”, afirma Welte.

Para Fausto da Rocha, diretor-executivo do Centro do Imigrante Brasileiro (CIB), toda vez que há crise econômica, os imigrantes são perseguidos.

A reportagem informa, ainda, que tramitam no Congresso americano vários projetos de endurecimento na perseguição aos ilegais, entre eles o projeto que vai exigir de 6 milhões de empregadores a verificação dos documentos de 130 milhões de empregados. Enquanto a legislação não passa no Congresso, muitos estados estão baixando leis próprias, punindo empregadores que não demitirem imigrantes ilegais e impedindo que tirem carteira de motorista.




Topo da página

Revista Consultor Jurídico, 16 de março de 2008, 14h43

Comentários de leitores

3 comentários

"O primeiro passo foi dado por Oklahoma, que ap...

futuka (Consultor)

"O primeiro passo foi dado por Oklahoma, que aprovou a lei antiimigrante mais completa do país. Agora os congressistas de pelo menos oito outros estados estão propondo medidas para frear a imigração ilegal e pressionar os indocumentados que já estão na América a deixar o país. Ao todo foram mais de 350 propostas relacionadas ao tema desde o início do ano. Até na Flórida, local que sempre foi aberto a receber imigrantes, os parlamentares já apresentaram mais de dez projetos de lei desfavoráveis aos imigrantes, em janeiro e fevereiro deste ano. " Esta é uma das matérias do semanário brasileiro 'acheiusa'. O interessante é que os 'indocumentados' continuam a seguir os seus patrícios!!! -"É muito complexa a situação desses brasileiros que imigram por imigrar" sem qualquer preparo ou consulta prévia legal! Sugiro que haja um 'chamamento'(via mídia) ou sejam criadas 'barreiras' (não punitivas e sim proporcionando informações ou orientações aos desejosos)a partir daqui, ao final (penso)vai sair mais barato.

É Sr. Fausto Rocha, ingenbuidade pensar que ser...

Edy (Consultor)

É Sr. Fausto Rocha, ingenbuidade pensar que seria diferente né!... Nos Estados Unidos as queixas são similares — que os estrangeiros competem por empregos que os cidadãos locais necessitam. A maior parte da crescente animosidade é dirigida contra os indo-chineses e os estrangeiros da América Latina. Uma pesquisa realizada por um economista da Cidade Universitária de Nova Iorque revelou que metade de todos os novos empregos criados no país no fim da década de 70 foram ocupados por estrangeiros, com permanência legal ou ilegal. Outro estudo de 2.000 trabalhadores da construção civil em Houston, Texas, revelou que 40 por cento não eram cidadãos locais. Autoridades locais e estaduais se queixam que seus orçamentos não os permitem continuar a prover milhões de dólares de ajuda a estrangeiros em forma de educação, serviços médicos e assistência pública. Uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos em junho de 1982, porém, determinou que os estados não podem negar o ensino público gratuito a filhos de estrangeiros ilegais. Quando fiscais da imigração realizaram batidas em numerosas empresas em todos os Estados Unidos, em maio de 1982, e deportaram os trabalhadores estrangeiros ilegais, houve multidões de americanos desempregados que tentaram preencher as suas vagas. Em certa fábrica, em que a batida deixou 50 vagas, houve 1.000 pretendentes. Uma fábrica de alimentos industrializados, em Chicago, ficou com 60 vacâncias, para as quais receberam 600 pedidos. Mas, muitas vezes os cidadãos locais não se agradam do serviço e o largam. Edmur Gutierrez egnngutierrez@hotmail.com Estive ai Sr. Fausto, e o centro me defendeu contra irlandeses, mas ainda não recebi meus $- 3.500,00...

Sou brasileiro com extremo orgulho, mas temos q...

JA Advogado (Advogado Autônomo)

Sou brasileiro com extremo orgulho, mas temos que reconhecer que é uma vergonha o que está ocorrendo. Espanha e Portugal estão infestados de prostitutas e batedores de carteira brasileiros (isso dezenas de pessoas me disseram quando estive nesses dois países em outubro passado). Em Lisboa um garçom chegou a dizer que 90% das prostitutas e 90% dos ladrões em Lisboa são brasileiros. Claro que deve ser exagero, mas fiquei com muita vergonha. Temos que analisar bem isso tudo. O Brasil teria que fazer um filtro na saída, no embarque, evitando esses constrangimentos.

Comentários encerrados em 24/03/2008.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.