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Tombo de cliente

Justiça inglesa nega indenização por queda em supermercado

Um contador inglês não conseguiu receber da rede varejista Marks & Spencer uma indenização 300 mil libras (R$ 1 milhão). Ele reclamou de uma queda que sofreu por causa de uvas espalhadas pelo chão. A informação é da agência Reuters.

Alexander Martin-Sklan, 55 anos, processou a loja porque quebrou a bacia na queda. Disse que depois do incidente, em 2004, não conseguiu mais jogar tênis. O contador afirmou que ficou depressivo, o que atrapalhou seu desenvolvimento profissional.

No entanto, a Justiça da Inglaterra recusou o pedido de Martin-Sklan por entender que não ficou provado que as uvas causaram a queda. “Na minha opinião, foi um desses acidentes que poderia acontecer a qualquer pessoa", afirmou o juiz.

Martin-Sklan, que foi seu próprio advogado, foi condenado a pagar custas legais de 20 mil libras.

No Brasil

A Justiça brasileira já teve posicionamento contrário a da inglesa. O juiz João Batista da Silva, titular da 1ª Vara Cível de Natal, condenou o Carrefour ao pagamento de indenização por danos morais e materiais a Paulo Lopes dos Reis, marido de uma cliente. Maria de Lourdes Cançado Reis morreu tempos depois de escorregar dentro da loja por causa de uvas espalhadas pelo chão.

A empresa terá que pagar pensão mensal de R$ 1.382,67 pelo período correspondente de 2003 a 2024, quando a vítima completaria 65 anos. A indenização por danos materiais é de R$ 4.357,78 e a de danos morais é de R$ 30 mil.




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Revista Consultor Jurídico, 13 de março de 2008, 19h41

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