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Comentários de leitores

5 comentários

Não adianta um "modo inteligente de investigaçã...

olhovivo (Outros)

Não adianta um "modo inteligente de investigação" nas mãos de abelhudos despreparados ou, não raro, mal intencionados. Disse-o bem o presidente da AJUFE: interceptação telefônica é um "modo" de investigação. Mas a maioria dos juízes adota a "pacífica jurisprudência" da Colenda Polícia, qual seja, a de que conversa interceptada é prova. E bastante em si mesma. Essa é a princípal praga de que foi contaminado esse meio de busca de provas. A outra praga é a chamada investigação prospectiva. A maioria - ou talvez quase todas - das operações "reality show" da PF, amparadas em grampos, teve característica prospectiva. Intercepta-se para "achar alguma coisa" incriminadora. Prova disso é a inclusão de vários tipos penais não interligados com o objeto da "terrível organização criminosa" e a inclusão de dezenas de "suspeitos" inocentes. Conclusão: a culpa, quase que exclusiva, dessa degeneração é dos juízes. O papel do estado-juiz é dizer ao estado-administração: "faça assim, senão não vale". É algo como educar. Simples. Mas é o estado-administração que "educou" o estado-juiz.

É pouco. Dá uma medida da quantidade de bandi...

Luismar (Bacharel)

É pouco. Dá uma medida da quantidade de bandidos em atuação no Brasil. É a lei penal fragilizada. É a justiça penal debilitada. É o crime compensando.

Qual o fim dado ao conteúdo dos grampos?

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

Qual o fim dado ao conteúdo dos grampos?

Se cada um dos pedidos foi feito de acordo com ...

MUDABRASIL (Outros)

Se cada um dos pedidos foi feito de acordo com a lei (e se não foram que recorram os advogados dos interceptados)não há que se estranhar os números. Já as interceptações clandestinas devem ser rigorosamente combatidas.

Se os verdadeiros formadores de opinião, não to...

HERMAN (Outros)

Se os verdadeiros formadores de opinião, não tomarem as rédeas para refrear esse turbilhão insano e marcado pela pura irracionalidade, caminharemos para o autoritarismo que, ademais, por falta de uma ordem previamente estabelecida, pode-se transformar tudo numa anarquia. Não se pode olvidar que quando na história da humanidade "o fim justificava os meios", produziram-se as maiores injustiças e atropelos da dignidade da pessoa humana, podendo-se citar o Código Processual Civil italiano de 1940 (fascista), que se baseou no Código Processual alemão de 1937 (nazista) e na Ordenação Processual austríaca de 1985 (totalitarismo). A imparcialidade do Juiz é qualidade exigida de todo Magistrado e, ao participar do procedimento da coleta de provas (interceptação), ele está prejudicando essa qualidade de imparcialidade. Por fim, se assim persistir, é o mesmo que adotar o sistema judiciário inquisitorial abominado pela Constituição Federal, sacrificando o devido processo legal e o contraditório no processo penal.

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