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Revisão da ditadura

Juiz chileno decreta prisão de 98 ex-agentes do regime Pinochet

O juiz Víctor Montiglio, da Justiça do Chile, determinou a prisão de 98 ex-agentes da polícia secreta que participaram da Operação Colombo durante a ditadura do general Agusto Pinochet (1973-1990). Em 1975, 119 pessoas foram mortas na operação. Essa é a mais ampla ordem judicial expedida no Chile por violação dos direitos humanos. No país, há cerca de 400 processos abertos por este motivo.

Segundo as agências de notícias internacionais, Montiglio também abriu novo processo contra 13 militares, três deles membros da cúpula da Direção de Inteligência Nacional. São eles, o ex-general Manuel Contreras, o chefe da polícia política da ditadura, e os brigadeiros Miguel Krassnoff Martchenko e Marcelo Moren Brito, que já estão presos, condenados por outras violações de Direitos Humanos. Os presos serão levados para a penitenciária especial de Punta Peuco e para o presídio de Santiago 1.

A maioria dos corpos das 119 vítimas já foi encontrada, mas pelo menos 42 deles nunca foram localizados. Apesar disso, o juiz defende que eles sejam considerados vítimas de seqüestro.

O advogado de defesa Jorge Balmaceda, que representa o coronel da reserva Pedro Espinoza, disse que a acusação de seqüestro é uma "ficção jurídica".

Pinochet, morto em dezembro passado, foi condenado a prisão domiciliar por este caso de violação dos Direitos Humanos. Durante o regime do general, 3 mil pessoas foram mortas pela repressão. A Operação Colombo foi um plano para encobrir as denúncias internacionais de que a ditadura do país desapareceu com centenas de opositores.

Segundo informações oficiais, publicadas na imprensa controlada pelos militares, os corpos de 119 membros do MIR e de outras organizações haviam aparecido na Argentina e no Brasil depois de combates entre os próprios grupos de esquerda.

A notícia apareceu pela primeira vez no único número de uma revista chamada Lea, que circulou na Argentina em 15 de julho de 1975. Com o título "La vendetta de la izquierda chilena" (A vingança da esquerda chilena), o texto informava que 60 membros do MIR haviam sido mortos.

Revista Consultor Jurídico, 27 de maio de 2008, 12h34

Comentários de leitores

4 comentários

Dá vontade até de mudar de país. Não é? Cons...

seduvim (Outro)

Dá vontade até de mudar de país. Não é? Considerando que a doutrina moderna entende que os crimes de tortura praticados durante a ditadura são tidos como imprescritíveis, não sei o que o Ministério Público espera para ajuizar as ações competentes. Que vergonha!

Beleza, então todos os que participaram da dire...

jose brasileiro (Outros)

Beleza, então todos os que participaram da direita e esquerda, vão ser julgados. No brasil, a historia mostra a luta foi entre os comunistas e capitalistas, cada um tentando implantar o regime. Muitos que lutaram fizeram cursos em cuba e na URSS, e de outro lado nos estados unidos. Vai ser uma lavação de roupa suja. As proporções dos crimes praticados no chile e argentina, perto do que ocorreu no brasil, e gritante. Entretanto neste periodo existe poucos santos.

é isso aí Armando, pena que no nosso país isso ...

Claudio Pereira (Advogado Autônomo)

é isso aí Armando, pena que no nosso país isso não irá acontecer, pobre país.

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