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Duas operações

PF combate furto de senhas e produção ilegal de carvão

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (20/5), duas grandes operações em Mato Grosso do Sul e na Bahia. A primeira foi para combater a exploração ilegal de carvão de vegetação nativa. A segunda fechou o cerco contra uma quadrilha que se apropriava indevidamente de senhas bancárias.

Em Mato Grosso do Sul, segundo a PF, a operação batizada como “Diamante Negro” abrangeu as cidades de Dourados e Três Lagoas. Foi apurada a participação de servidores do Ibama e de policiais rodoviários federais no caso.

Na Bahia, a Polícia Federal, em operação conjunta com o Ministério Público Federal de Feira de Santana, desarticulou quadrilha que fraudava operações bancárias com a captura de senhas. A operação foi nomeada como “Senha de Acesso”. Foram cumpridos três mandados de prisão temporária e 17 mandados de busca e apreensão.

O acusado de liderar a quadrilha é gerente da Caixa Econômica Federal de Feira de Santana. Ele foi preso em São Paulo. As operações bancárias fraudulentas feitas pelo grupo causaram um prejuízo aos cofres públicos de cerca de R$ 1,5 milhão, em 2007, segundo a PF.

Diamante Negro

Segundo a Polícia Federal, “a quadrilha designava um “gato” que arregimentava mão de obra barata, inclusive menores de idade, sob o pretexto de realizarem limpeza de pastos em fazendas, quando na verdade instalavam carvoarias clandestinas. A devastação na madeira nativa, inclusive em áreas de preservação ambiental, era iniciada. A venda e o transporte eram feitos sem a obrigatória utilização do documento de Origem Florestal (DOF) e garantidos pela conivência de servidores públicos lotados nas cidades de Paranaíba e Três lagoas”.

A PF sustenta, ainda, que “a atividade delituosa do grupo se estende por crimes contra administração pública, ordem tributária, ao meio ambiente e corrupção de servidores públicos federais e estaduais. As investigações referentes ao envolvimento de policiais rodoviários federais, principalmente do Posto de Paranaíba (MS) foram acompanhadas e confirmadas pela corregedoria do órgão no estado”.

A operação deve cumprir, até o fim do dia, cinco mandados de busca e apreensão e 34 mandados de prisão temporária nos estados de Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais e São Paulo. Todas as ordens foram expedidos pela Justiça Federal de Três Lagoas (MS).

Com a participação de 140 policiais federais e 30 policiais rodoviários federais, as diligências ocorrem simultaneamente em Campo Grande, Costa Rica, Alcinópolis, Paranaíba – Mato Grosso do Sul. E ainda: em Imperatriz, no Maranhão, em Divinópolis, em Minas Gerais, e Votuporanga, Magda, Pereira Barreto e Assis, no estado de São Paulo. Os presos serão conduzidos para as unidades da PF em Campo Grande e em Três Lagoas.

Revista Consultor Jurídico, 20 de maio de 2008, 17h11

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