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Água no leite

Produtores acusados de adulterar leite são denunciados

O Ministério Público Federal em Uberaba (MG) denunciou 18 pessoas por crime contra a saúde pública e formação de quadrilha. Os fatos que resultaram na denúncia foram objeto da Operação Ouro Branco, que investigou a adulteração do leite produzido por duas cooperativas mineiras: a Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Copervale), com sede em Uberaba, e a Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil), sediada em Passos.

De acordo com o MPF, a fraude vinha ocorrendo há aproximadamente dois anos. O leite era recebido dos produtores rurais e, no beneficiamento, uma solução química composta por soda cáustica, ácido cítrico, citrato de sódio, sal, açúcar e água era adicionada ao produto para aumentar seu volume e o prazo de validade.

“A fórmula química, desenvolvida pelo denunciado Pedro Renato Borges, era adicionada ao leite cru na proporção de 8% a 10% e permitia, a um só tempo, aumento do volume e do prazo de validade do leite, na medida em que, com a adição de todas as substâncias, além de diminuir a respectiva acidez, mantinha-se inalterada a densidade e o ponto de congelamento do produto, sem que o exame de crioscopia constatasse a quantidade de água inserida no leite”, relata a denúncia.

Foram denunciados o diretor-presidente da Copervale, Luiz Gualberto Ribeiro Ferreira, o engenheiro químico Pedro Renato Borges, o fiscal agropecuário federal Afonso Antônio da Silva, o gerente industrial da Copervale Romes Monteiro da Fonseca Júnior, responsável por supervisionar o processo de adulteração, além dos funcionários da cooperativa que, segundo o MPF, tinham conhecimento da fraude.

Em relação à maioria dos funcionários, o MPF requereu a aplicação dos benefícios da delação premiada, em virtude de sua colaboração para o esclarecimento dos fatos.

Revista Consultor Jurídico, 19 de maio de 2008, 18h18

Comentários de leitores

1 comentário

Esses bandidos deveriam ser punidos com urgênci...

Murassawa (Advogado Autônomo)

Esses bandidos deveriam ser punidos com urgência, assim como, deveriam pagar caro pela adulteração com perda inclusive de propriedades se fosse o caso.

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