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Segundo mandato

Cristina Gonçalves fica na Defensora Pública de São Paulo

Cristina Guelfi Gonçalves terá o seu segundo mandato à frente da Defensoria Pública do estado de São Paulo. Nesta quarta-feira (7/5), o governador José Serra (PSDB) a reconduziu ao cargo de defensora pública-geral. O mandato é de dois anos.

No dia 28 de abril, 390 defensores públicos votaram em três nomes para compor a lista que foi enviada ao governador. Os nomes indicados pela categoria foram: Vitore André Zílio Maximiano, Pedro Giberti e Cristina Guelfi Gonçalves — a mesma composição da primeira eleição.

“Os dois primeiros anos da Defensoria Pública foram destinados prioritariamente à estruturação básica da instituição”, explica a defensora pública-geral. Ela menciona as ações que alavancaram essa estruturação: concursos que completaram o quadro de 400 defensores, aluguel de 14 novos prédios para instalação de Regionais da Defensoria na região metropolitana e no interior, aquisição de mobiliário, computadores e infra-estrutura básica e contratação de consultorias para orientar a gestão da Defensoria e modernizar seu sistema de atendimento.

“Daremos continuidade a este processo de estruturação, mas agora com o desafio de expandir a instituição”, explica Cristina. Segundo ela, um novo concurso, para a contratação de 333 funcionários administrativos, será aberto ainda este ano. “É fundamental ainda que sejam criados novos cargos de defensores públicos”, afirma a defensora, lembrando que, proporcionalmente, São Paulo é o estado com menor cobertura territorial de sua Defensoria — apenas 7% de suas comarcas.

A Defensoria Pública do estado de São Paulo foi criada em janeiro de 2006 e é responsável pela assistência jurídica integral e gratuita à população de todo o estado que não pode pagar por esse serviço. Desde 1947, esse trabalho era feito pela Procuradoria de Assistência Judiciária, órgão da Procuradoria-Geral do Estado.

A instituição atua nas áreas cível, família, consumidor, criminal e infância e juventude e está presente tanto na prevenção de conflitos como na defesa judicial.

Perfil

Cristina, formada pela USP em 1993, é especialista em Direito de Família. Sempre atuou na assistência judiciária, tendo trabalhado no Foro Regional de São Miguel Paulista, Santana, Jabaquara e no Foro Central na área de família.

Atuou como conselheira da Procuradoria-Geral do Estado de 2002 a 2004 e participou desde o início do Movimento pela criação da Defensoria Pública, que reuniu 440 entidades da sociedade civil. Em 2006, foi nomeada a primeira defensora pública-geral do estado para o mandato de dois anos e em 2007 foi eleita presidente do Conselho Nacional de Defensores Públicos Gerais (Condege).

Notícia alterada para correção de informações, às 15h21, de sexta-feira (8/5).

Revista Consultor Jurídico, 7 de maio de 2008, 19h16

Comentários de leitores

1 comentário

Os pobres e usuários do serviço votaram ?? Os s...

analucia (Bacharel - Família)

Os pobres e usuários do serviço votaram ?? Os servidores de apoio votaram ?? Entáo é uma instituiçao da elite e diz que irá romper as desigualdades sociais ...

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