Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Crime e castigo

Jovens que espancaram doméstica no Rio seguem presos

Por 

Há um ano, no dia 23 de junho de 2007, a doméstica Sirley Dias Carvalho Pinto saía do prédio onde trabalhava na avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, quando foi brutalmente espancada por cinco jovens de classe média, num crime que chocou o país.

Embora tenham ingressado nesse período com 23 pedidos de Habeas Corpus, todos foram negados e os cinco rapazes acusados permanecem presos no Rio de Janeiro. São eles o estudante de Direito Rubens Arruda Bruno, 19 anos; o estudante de Administração Felippe de Macedo Nery Neto, 20; o técnico de informática Leonardo Andrade, de 19; o estudante de Gastronomia Júlio Junqueira, de 21; e o estudante de turismo Rodrigo Bassalo, de 21 anos.

Em entrevista ao site ConJur, o advogado da vítima, Ricardo Mariz, diz que os agressores foram denunciados pelo crime de roubo e lesão corporal grave com concurso de pessoas. No entanto, a primeira instância só reconheceu o crime de roubo, porque um imprevisto técnico (falta de exame de corpo de delito em tempo hábil) impediu que os jovens fossem enquadrados pelo crime de lesão corporal grave.

O juiz de primeira instância condenou os réus, Leonardo Andrade e Rodrigo Bassalo a cumprir a pena em regime fechado, enquanto os demais envolvidos receberam penas em regime semi-aberto, por não ter sido comprovado o envolvimento similar de todos os acusados na agressão.

Apelação

Ricardo Mariz disse que o Ministério Público do Rio de Janeiro já recorreu ao Tribunal de Justiça para enquadrar todos os jovens tanto pelo crime de roubo, quanto pela agressão.

Os procuradores sustentam na apelação que a deficiência técnica dos laudos não impede a comprovação da agressão grave, uma vez que a vítima tem seqüelas do incidente até hoje.

A doméstica Sirley Dias Carvalho Pinto não conseguiu voltar ao trabalho até hoje, de acordo com o defensor Ricardo Mariz. “Ela já está na terceira licença do INSS. Provavelmente ela vai precisar de uma cirurgia reparadora. Ela ainda sente muitas dores no antebraço e tem limitação de movimentos”, destaca o advogado.

O caso está com a 8ª Câmara do Tribunal de Justiça fluminense e poderá ir a julgamento em setembro. Nesta segunda-feira (23/6), uma missa na capela do Instituto Isabel, na Barra da Tijuca, relembrou o episódio.


 é repórter do site Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 23 de junho de 2008, 20h40

Comentários de leitores

7 comentários

Coitadinhos!

Armando do Prado (Professor)

Coitadinhos!

Caros colegas, em qualquer lugar do planeta Ter...

Juridico (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Caros colegas, em qualquer lugar do planeta Terra onde convivem pessoas, existiram, existem e existirão os psicopatas. Talvez os complexos ininteligíveis de uma ilusão utópica engastados nos descrentes de uma nação verdadeiramente cidadã e justa não os façam crer num país de humanos. E onde estará a ordem e o progresso do Brasil??? Compaixão e justiça à moça agredida covardemente. Justiça Penal ao bando de agressores!!! Glórias!! Homens da lei lutem pelo que vieram, atem ao Direito e tentem alcançar a harmônica Justiça. Desideratum. Pois, enquanto os "issos", O uLa, o inha e os compadres manipulam com o direito, os nossos milhões. JURIS PRAECEPTA SUNT HAEC HONESTE VIVERE, ALTERUM NON LAEDERE SUUM CUIQUE TRIBUERE. SOUBRASIL.

Os sempre pontuais e construtiv...

hammer eduardo (Consultor)

Os sempre pontuais e construtivos comentarios do Dr.Carlos Rodrigues ajudam a elucidar duvidas como essa do crime de Brasilia. Tenho certeza que como Eu , varias pessoas perderam o fio da meada daquela barbaridade cometida na cidade das "outras" barbaridades. Lembro na epoca que foi um crime covarde , um ser Humano foi morto com requintes que não se dedicam sequer a uma ratazana. Novamente teve a figura do Cidadão que foi atras , anotou a placa e a Policia teve seu trabalho muito facilitado. Pena que naquela terra do "nunca" , terminaram soltando os VAGABUNDOS pouco tempo depois pois eram "filhinhos de papai" importantes e a coisa foi de solução rapida para eles e ruim para a Sociedade. Triste Pais em que parte da População se comporta de maneira primitiva enquanto a estrondosa maioria se limita a ver as coisas acontecerem enquanto as ditas "otoridades" nada fazem a respeito. Nossas leis são da epoca em que os crimes se limitavam a roubos de bicicletas desassistidas ou roupas no varal , hoje temos guerrilha urbana como é o caso do Rio de janeiro e as "otoridades" fingem que nem é com eles , tambem pudera , cada poder em separado dispõe de sua guarda pretoriana. Triste Pais o nosso.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 01/07/2008.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.