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Reitor denunciado

MP-SP pede prisão de reitor da Fundação Santo André

O Ministério Público de São Paulo denunciou à Justiça, nesta quarta-feira (18/6), o reitor da Fundação Santo André, Odair Bermelho e ainda o Pró-Reitor de Administração e Planejamento da Fundação, Paulo Cesar Rosa, e o auditor da instituição, Afonso Rodrigo de David.

A denúncia é pela prática dos crimes de peculato qualificado e uso de documentos falsos. Os promotores do Grupo de Atuação Especial Regional de Prevenção e Repressão ao Crime Organizado de Santo André também pediram à Justiça a prisão preventiva de Bermelho e David.

A Fundação Santo André, criada em 1962, pela prefeitura de Santo André, é a mantenedora da Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas. De acordo com a denúncia, o reitor da Fundação Santo André apropriou-se indevidamente de pouco mais de R$ 18 mil da instituição, utilizando os recursos para o pagamento de despesas pessoais sob o pretexto de participação em um congresso realizado em julho de 2005, em Fortaleza.

Os promotores pediram a prisão preventiva de Odair Bermelho e Afonso Rodrigo de David porque, segundo a denúncia, eles tentaram inviabilizar as investigações: demitiram funcionários da Fundação para dificultar a coleta de provas, bem como destruíram documentos. “Diante de tudo isto, certamente permanecendo em liberdade durante a instrução, outros meios de coação a testemunhas e ocultação de provas serão empregados com o desiderato de turvar a colheita de provas em juízo”, escreveram os promotores no pedido endereçado ao juiz da 1ª Vara Criminal de Santo André.

roteiro de viagem

Segundo a denúncia, Odair Bermelho viajou dia 9 de julho a pretexto de participar do congresso que, no entanto, só iniciava no dia 17. Com as passagens custeadas pela Fundação, passou primeiro por Recife e, a seguir, Fernando de Noronha. Passado o evento em Fortaleza, rumou ainda, em companhia do auditor David, para São Luís do Maranhão, onde, alegou depois, ter participado de uma jornada sobre educação realizada pela Universidade Federal local.

A investigação realizada pelo Ministério Público comprovou que o evento em São Luís jamais aconteceu e que o recibo de inscrição no evento era falso. Os promotores descobriram também que o reitor da fundação apresentou notas fiscais de despesas realizadas em cidades cearenses como Sobral, Jericoacoara e Caucaia, durante o período de realização do congresso em Fortaleza, e notas fiscais relativas a despesas realizadas em Olinda (PE), bem antes do evento no Ceará. A Fundação pagou, ainda, despesas de locomoção de 22 viagens de táxi e notas fiscais de restaurantes apresentadas pelo reitor — todos comprovadamente falsos.

Segundo os promotores, Paulo Cesar Rosa e Afonso Rodrigo de David prestaram “auxílio moral e material” para Odair Bermelho, ao assinar documentos que autorizavam saque de dinheiro da Fundação e ao defender publicamente a legalidade das viagens.

Revista Consultor Jurídico, 18 de junho de 2008, 21h59

Comentários de leitores

1 comentário

Essa matéria do Conjur deve estar em local erra...

Marcelo Bona (Outros)

Essa matéria do Conjur deve estar em local errado! Ela tinha que estar era no caderno de Turismo, será que o reporter não errou? Agora cá prá nós, eles sabem o que é bommm, não? Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativa? Isso é faculdade de Turismo amigo! Tem certeza que é Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativa? I, me desculpem! Foram lá prá ver como funcionam as econômias dos lugares visitados, como funcionam os meios de transportes, como andam as vendas nos quiosques e como são administrados!Procede! Procede e uma imensa falta de vergonha! O Santo Apóstolo André, deve estar estarrecido com mais essa!

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