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Moral das instituições

Poder Judiciário está em sexto lugar na confiança do povo

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O Poder Judiciário esta em sexto lugar entre 17 instituições no ranking nacional de confiança popular. A colocação não vale um troféu, mas tem uma atenuante: entre os três poderes, o Judiciário é o que mais merece a confiança do povo, à frente de Executivo e Legislativo. A posição foi divulgada nesta terça-feira (10/6) no “Barômetro de Confiança nas Instituições Brasileiras”, estudo apresentado pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros). Os campeões de confiança são: Forças Armadas, Igreja Católica, Polícia Federal, Ministério Público e Imprensa.

O estudo também revela que o Poder Judiciário é pouco conhecido pela população. Apenas 8% dos entrevistados afirmam conhecer bem o Judiciário. Algumas áreas específicas do Poder Judiciário, como a Justiça do Trabalho, a Justiça Eleitoral e os Juizados Especiais são mais conhecidas. Um contingente de 45% “conhece mais ou menos”, e outros 46% “conhecem só de ouvir falar” ou “não conhecem”. Segundo o estudo, a confiança no Judiciário não está associada ao grau de conhecimento da população.

Ou seja, confia, mas não conhece. Os dados mostram que, apesar das tentativas de aproximar a Justiça da população, a grande maioria das pessoas desconhece sua estrutura. “Esse é o nosso grande desafio, levar ao conhecimento da opinião pública o que é o Poder Judiciário e qual sua missão constitucional”, declarou Mozart Valadares Pires.

As Forças Armadas ficaram com o primeiro lugar do ranking e 79% da confiança do povo. O Judiciário obteve 56% -- dois pontos percentuais abaixo da imprensa e um ponto acima dos sindicatos de trabalhadores. Os Partidos Políticos foram os últimos da lista – apenas 22% dos entrevistados disseram confiar. No estudo as instituições também são avaliadas e receberam notas de zero a dez. O Judiciário aparece com média de 6,1. A instituição mais bem avaliada foi novamente as Forças Armadas com 7,4.

As piores avaliações e notas ficaram na política – os partidos políticos, com 22%, a Câmara dos Deputados, com 24% e as Câmaras de Vereadores, com 26%. A Câmara dos Deputados, o Senado Federal, as Câmaras de Vereadores e os partidos políticos aparecem no estudo com notas abaixo de cinco. O presidente da AMB, Mozart Valadares, acredita que o quadro reflete a maior exposição do Legislativo do que os outros poderes. Ele também considerou os recentes escândalos envolvendo parlamentares e as renuncias dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

O estudo feito pela AMB em parceria com Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas deverá ser renovado a cada três meses.

Para ler a entrevista clique aqui

 é correspondente da Revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 10 de junho de 2008, 20h56

Comentários de leitores

16 comentários

Aí está a prova de que a maior parte do povo ai...

Directus (Advogado Associado a Escritório)

Aí está a prova de que a maior parte do povo ainda é composta de gente honesta. Gente que não se ilude com as propostas canalhas de eleições populares para o Judiciário. Gente que, ao contrário de alguns pseudo-advogados, entende a importância de juízes imparciais, ocupantes de seus cargos por mérito próprio, à custa de seus conhecimentos (testados em concurso onde a maioria de concorrentes é de advogados) e da ficha limpa na polícia e na Justiça. Gente que sabe que oito em cada dez políticos não prestam. Os juízes brasileiros, principalmente os de primeira instância (e no estado de São Paulo), são os que mais trabalham no mundo. Há mais de dezessete milhões de processos para dois mil juízes em São Paulo. Já os advogados brasileiros (mais de 600.000) só perdem, em número de inscritos, para os Estados Unidos da América (temos mais advogados do que a China). Os números não mentem, ao contrário de certas pessoas.

Em sexto lugar? Está MUITÍSSIMO bem colocado, p...

Zerlottini (Outros)

Em sexto lugar? Está MUITÍSSIMO bem colocado, pela "presteza" com que dá seus resultados. Ainda bem que está à frente do legislativo e do executivo (estes são, sem a menor sombra de dúvidas, os piores de toda a História do Brasil). Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.

Malgrado possa parecer que a pesquisa não tem i...

José Inácio de Freitas Filho. Advogado. OAB-CE 13.376. (Advogado Autônomo)

Malgrado possa parecer que a pesquisa não tem importância real [repousando no terreno das questões acadêmicas], em verdade os números são preocupantes, pois denotam a fragilidade das instituições democráticas pátrias, abrindo espaços [ainda que a idéia possa parecer ingênua] para investidas personalistas, no viés como o das figuras de Hugo Chávez e Evo Moralez Estejamos atentos, evitando que quadros como este [inclusive quanto às vergonhosas pretensões de "terceiro mandato"] se imiscuam na imatura [ainda que promissora] democracia brasileira. ________________________ José Inácio de Freitas Filho {Advogado - OAB/CE n.º 13.376}

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