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Justiça coreana anula pena de prisão do presidente da Hyundai

A Justiça coreana anulou, pela segunda vez, a pena de 3 anos de prisão a que foi condenado o presidente da Hyundai Motor, Chung Mong-koo, acusado de desvio de fundos e transferência fraudulenta de ações. Por determinação Tribunal de Apelação da Suprema Corte de Seul, na Coréia do Sul, Chung terá apenas de cumprir 300 horas de serviços comunitários. A informação é da agência de notícias EFE.

A agência informa, ainda, que num outro julgamento de apelação feito no ano passado, a Procuradoria sul-coreana reiterou seu pedido de seis anos de prisão para Chung Mong-koo ao considerar que a pena de três, à qual foi condenado em fevereiro de 2006, não era suficiente.

Em abril de 2006, Chung Mong-koo chegou a ser detido sob acusação de desvio ilegal de fundos e suborno a funcionários públicos. O presidente ficou apenas dois meses em prisão preventiva e ganhou liberdade após pagar uma fiança de US$ 1,4 milhão.

Com a decisão, Chung só volta à cadeia se pratica alguma nova ilegalidade. Para suspender a pena, o juiz Kil Ki-bong, que presidiu o julgamento, alegou que Chung Mong-koo não se beneficiou pessoalmente com as supostas fraudes. O juiz levou em consideração, também, a promessa do empresário de doar 1 trilhão de wons (US$ 985 milhões) para obras assistenciais.

Em nota, a Hyundai afirmou estar aliviada com o fim do caso: “Podemos agora focar nossas energias em fazer do Grupo Hyundai-Kia um líder global”. A decisão permite também que Chun Mong-Koo reassuma todas suas funções e atribuições na empresa. As ações da empresa tiveram, no dia, uma queda de 4,9% na bolsa.

Antecedentes

Chung Mong-koo foi condenado com a acusação de ter se apropriado de fundos no valor de 90 bilhões de wons (US$ 87 milhões) e de tr causado à companhia danos no valor de 210 trilhões de wons (US$ 205 milhões) ao transferir ações da empresa para seu filho a preços menores que os de mercado.

A Hyundai Motor é o segundo maior grupo industrial sul-coreano, com faturamento superior a 25 trilhões de wons (US$ 25.000 bilhões) e mais de 50 mil empregados. A empresa é também o sétimo maior fabricante de automóveis no mundo, com filiais nos Estados Unidos, na Índia, na Turquia e na China.

Revista Consultor Jurídico, 3 de junho de 2008, 21h03

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