Consultor Jurídico

Primeira partida

Procon de Mato Grosso do Sul começa a recolher jogos proibidos

Por 

O Procon começou a recolher, nesta terça-feira (22/1), em Campo Grande (MS), os jogos Counter Strike e EverQuest. A venda dos jogos foi proibida em todo território nacional pelo juiz da 17ª Vara Federal de Minas Gerais, Carlos Alberto Simões de Tomaz. O Procon de Goiás, na última sexta-feira (18/1), já fazia uma operação para apreender os jogos nos locais de distribuição e venda.

O juiz afirmou que os jogos “trazem imanentes estímulos à subversão de ordem social, atentando contra o estado democrático de direito e contra a segurança pública”. Estão vetadas a distribuição e comercialização de “livros, encartes, revistas, CD-ROM, fitas de videogame (sic) ou computador” de tais jogos. A multa estipulada, em caso de descumprimento, é de R$ 5 mil.

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, órgão ligado ao Ministério da Justiça, enviou um ofício aos Procons estaduais e municipais pedindo que os órgãos fiscalizassem a venda e distribuição dos jogos.

Os dois jogos foram proibidos em Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Federal em Belo Horizonte.

Jogos em detalhes

O Counter Strike simula guerra entre bandidos e policiais, com reféns, bombas, fuga, assassinato, armas, técnicas de guerra, táticas de guerrilha, nada que não se veja em filmes da sessão da tarde na televisão. O jogo foi criado nos Estados Unidos e adaptado para o Brasil. Na versão brasileira, traficantes do Rio de Janeiro seqüestram e levam para um morro três representantes da ONU. A Polícia invade o local e é recebida a tiros. A trilha sonora é a música Funk Proibido. Cada um escolhe suas armas: pistolas, fuzis e granadas. Os melhores jogadores são os que têm conhecimento sobre técnicas de guerra.

No Everquest, o jogador pode receber tarefas boas ou más. As más vão de mentiras, subornos e até assassinatos, estas coisas que os brasileiros se acostumaram a ver em sessões de CPIs transmitidas em rede nacional. Muitas vezes depois de executadas as tarefas, o jogador fica sabendo que era apenas uma armadilha para ser testado para entrar em um clã (grupo).




Topo da página

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 22 de janeiro de 2008, 14h41

Comentários de leitores

2 comentários

Complementando o que disse, esse Brasil Legal é...

Marcelo Hagah (Funcionário público)

Complementando o que disse, esse Brasil Legal é imoral e ficcional. Deixem nossos jovens se divertirem. Deixem eles usarem Orkut, MSN... ora bolas, se querem ver revista pornográfica ou assistir qualquer coisa imprópria para a hora, que seus pais julguem isso. O que é o Estado para decidir o que devo pensar, o que me alegra, o que me diverte...?

O texto do Sr. Cláudio Júlio Tognolli tem,por d...

Marcelo Hagah (Funcionário público)

O texto do Sr. Cláudio Júlio Tognolli tem,por desfecho, opinião pessoal. Concordo com isso. Com o direito de um jornalista se manifestar favorável ou contrariamente a decisões, expressando opinião popular ou análise dos fatos. Primeiro a notícia, depois a opinião. No fato, concordo que a decisão judicial é irresponsável e má-intencionada. Qual é o problema de os jovens jogarem tais jogos? Acaso ficarão mais violentos? A um juiz cabe essa análise? Pediram um estudo pedagógico ou psicológico dos jovens jogadores? O que aconteceu nas atitudes deles? No Brasil Legal, só "profissionais" podem usar armas ou brincar com elas (mesmo fictícias): policiais e bandidos.

Comentários encerrados em 30/01/2008.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.