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Sinais da crise

Aumenta número de empresas que pedem recuperação judicial

O agronegócio em Mato Grosso já começou a sentir os sinais da crise econômica que afeta não só o Brasil como os principais mercados do mundo. Só a ERS Advocacia, banca especializada em recuperação judicial, já entrou com recuperações judiciais para 22 empresas em quatro anos: uma em 2005; duas em 2006; oito em 2007 e 11 em 2008.

"Estes números são reflexos da crise. Só no último mês foram quatro", afirma o advogado Euclides Ribeiro. Uma delas, a empresa Viana Trading, que comercializa anualmente 1,5 milhão de toneladas de milho e soja, conseguiu que a Vara Especializada de Recuperação de Empresas de Primavera do Leste (MT), atendesse seu pedido de recuperação judicial.

O advogado, que representa a empresa na recuperação judicial, afirma que, em 60 dias, será apresentada proposta para todos os credores. "A empresa tem situação econômico patrimonial confortável. Contudo, necessita de imediata liquidez, o que não se faz da noite para o dia, já que grande parte de seus ativos está imobilizado”, explica.

De acordo com a direção da empresa, a prioridade é fazer acerto com todos produtores rurais. "Até que seja decidido o futuro da empresa a lei garante que nenhum bem pode ser desapossado. É o chamado 'período de graça'”, afirma o advogado.

O Judiciário já determinou a suspensão de uma execução que a multinacional ADM movia contra a Viana, no valor de R$ 26 milhões. "Esse é um reflexo do poder da recuperação. Suspende-se tudo para negociações. Quem prefere o caminho de embate normalmente demora mais para acomodar-se", afirmou Euclides Ribeiro.

Segundo o advogado, as recuperações judiciais cresceram vertiginosamente nos últimos meses. Ele diz que 11 usinas de álcool que entraram com pedido de recuperação no país. A primeira de Mato Grosso aguarda decisão do Poder Judiciário.

Revista Consultor Jurídico, 20 de dezembro de 2008, 0h00

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