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Morte no metrô

Júri dá veredicto inconclusivo para caso Jean Charles

O júri londrino deu veredicto “inconclusivo” para a morte de Jean Charles de Menezes, em um metrô. O veredicto seria equivalente no Brasil ao um arquivamento de inquérito por falta de provas. Em entrevista coletiva, Patrícia da Silva Armani, prima de Jean Charles, disse que "a luta da família vai continuar", apesar de eles ainda não terem decidido se vão seguir com os processos judiciais.

O juiz-legista Michael Wright determinou que o júri só poderia optar por um veredicto de "lawful killing" (que a morte ocorreu como decorrência de ações que não feriram a lei; morte não-criminosa) ou um veredicto inconclusivo, segundo informações da BBC.

O júri respondeu “não” à pergunta sobre se o agente da Scotland Yard, que matou Jean Charles, gritou as palavras "policial armado" antes de disparar, como havia afirmado à corte em seu depoimento. E rejeitou a tese de que o brasileiro tenha levantado algum tipo de suspeita.

Após tomar conhecimento do veredicto, o chefe-em-exercício da Polícia Metropolitana de Londres, Paul Stephenson, disse que a morte do brasileiro foi "um erro terrível" que ele "lamenta profundamente". "Ele era inocente, e nós precisamos assumir total responsabilidade por sua morte", afirmou.

O brasileiro morreu com sete tiros na cabeça. Os policiais que participaram da ação afirmaram ter confundido Jean Charles com o terrorista Hussain Osman.

Revista Consultor Jurídico, 12 de dezembro de 2008, 14h43

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