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Reformas para depois

Governo tem que agir rápido para tentar conter efeitos da crise

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A Reforma Tributária, criticada há dez meses com a economia em franco desenvolvimento, está para ser votada no Plenário da Câmara de Deputados. Agora que explode a maior crise financeira e econômica mundial e que seu impacto já abala o nosso mercado, não é mais hora para discutir reformas de longo prazo de implementação e com inúmeros pontos extremamente temerários. Todos os esforços devem estar concentrados em medidas rápidas e corajosas para reduzir os danos da crise em nosso país.

A recessão e a deflação já são assumidas pelos países ricos, que adotam postura de temor e de respostas rápidas para injetar capital no mercado. Criar postos de trabalho, reduzir impostos e juros, sem conseguir reduzir a velocidade da crise, o que demonstra estarem certos os prognósticos dos técnicos e cientistas: “É uma crise sem precedentes, que durará por mais de três anos, reduzirá mais de 250 milhões de postos de trabalho, mudará completamente as estruturas econômicas mundiais. Os países mais pobres serão os mais atingidos, inclusive pela fome”.

No Brasil estamos chamando o “tsunami” de “marola”, querendo discutir longamente reforma fiscal, que aumenta os impostos, com o mundo deteriorando ao nosso redor. A crise chegou com grande velocidade no mercado produtivo. A economia real, a indústria, o comércio e as exportações estão desacelerando vertiginosamente. Todos estão antecipando férias. Depois virão as demissões.

Precisamos reverter o quadro agora, antes que a recessão cause estragos sociais críticos. Reformas devem ser deixadas para depois. É hora de aperto. Medidas drásticas podem minimizar a crise. O governo está com caixa e crédito para incentivar investimentos oficiais e a demanda interna. É preciso fortalecer o setor privado com dinheiro para financiamento do consumo interno, redução de impostos e projetos oficiais que gerem empregos, serviços e incentivar a utilização de matéria-prima. Vamos reduzir os juros já. Temos grande margem e nenhuma inflação à vista.

Obama pede que Bush injete dinheiro na economia real desde já e não espere por ele. Não há tempo a perder. Nós também não temos tempo. Todos os economistas concordam que os governos precisam gastar agora tudo que tem e até mesmo tomar emprestado tudo que conseguir para fortalecer a economia contra a crise.

Quem agir mais rápido sofrerá menos com as mudanças. Não são tempos normais e vale a teoria de sobrevivência de Darwin: “Não sobreviverão os mais fortes ou inteligentes, e sim aqueles que se adaptarem mais rápido às mudanças”.

Estamos entrando na tempestade. É agora que precisamos de um bom “capitão”. O barco ainda está forte. Vamos agir rápido antes que arrebente! Muito, muito, muito rápido!

 é advogado e diretor-presidente da Lacerda e Lacerda Advogados Associados.

Revista Consultor Jurídico, 6 de dezembro de 2008, 0h00

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