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Americana é presa por esquema de venda de diplomas falsos

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A americana Ellen Randock foi presa, com mais sete pessoas, sob a acusação de comandar um esquema de venda de diplomas falsos nos Estados Unidos. De acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (15/8) pelo governo americano, a investigação, batizada de Gold Shield, já dura quatro anos, mas só agora surtiu os primeiros resultados.

O FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, investiga uma lista com o nome de 10 mil pessoas que teriam comprado diplomas falsos. Há na lista os nomes de uma dúzia de brasileiros, alguns com cargos em autarquias federais. Nos EUA, são investigados milhares de funcionários cujos e-mails têm o final “ponto gov”. Ou seja: são funcionários públicos.

“Temos comprovadamente pessoas que compraram títulos de doutorado, de mestrado e de MBA. Muitas delas têm endereços eletrônicos com o final ponto gov., o que significa que trabalham na administração Bush”, disse à revista Consultor Jurídico um agente do FBI, por telefone.

As informações divulgadas nesta quinta-feira são de que, apesar de ter nascido na Califórnia, a investigação agora está sob o guarda-chuva do U.S. Secret Service, o serviço secreto americano, e um órgão responsável por apurar fraudes, chamado U.S. Internal Revenue Service (IRS). Um procurador federal dos EUA da cidade de Spokane, no estado de Washington, chamado James McDevitt, e um promotor, George J.C. Jacobs, tocam o processo.

O agente do FBI afirma que o governo brasileiro e a Polícia federal receberão a recomendação de que investiguem se os brasileiros que constam da lista usaram esses diplomas para obter vantagens indevidas em seus trabalhos. Eles serão convidados a depor às autoridades brasileiras para explicar o uso que fizeram do diploma. O site americano spokesmanreview.com publicou uma lista com os nomes dos investigados.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 15 de agosto de 2008, 12h36

Comentários de leitores

3 comentários

O problema é sério e, infelizmente, antigo. Mas...

José Inácio de Freitas Filho. Advogado. OAB-CE 13.376. (Advogado Autônomo)

O problema é sério e, infelizmente, antigo. Mas tem sido reprimido com veemência, quando detectado. No Brasil, A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça confirmou a condenação a um ano de prisão de "J.A.L.", portador de carteiras das secções da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro e do Espírito Santo conseguidas com a apresentação de um diploma falso de bacharel em Direito. Os ministros confirmaram a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro entendendo que, mesmo tendo apresentado uma carteira autêntica da OAB, Jorge Labre teria praticado o crime de uso de documento falso, “pois a carteira somente foi extraída diante do diploma que o paciente sabia falso por não ser aluno da UFRJ”. No dia 11/5/1999, o técnico em contabilidade J. L. chegou à Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e apresentou-se como advogado, devidamente registrado junto à OAB, para a defesa de Regina Martins Rodrigues. Na ocasião, o “então advogado” chegou a vestir a toga e defender sua cliente. Porém, L. acabou preso em flagrante, pois, de acordo com o Ministério Público do Estado, sua inscrição na OAB teria sido cancelada em dezembro de 1983 por ser falso o diploma da Universidade Federal do Rio de Janeiro apresentado para a aquisição do documento. O Ministério Público denunciou J. L. pela prática dos crimes previstos pelo CP nos artigos 299 (falsidade ideológica) e 304 (utilização de determinados documentos falsificados ou alterados). Despiciendo falar dos prejuízos causados à advocacia, por semelhantes práticas... ___________________ José INÁCIO de FREITAS Filho Advogado [OAB/CE 13376]

Aqui está a lista publicada pelo site http://w...

J.Henrique (Funcionário público)

Aqui está a lista publicada pelo site http://www.spokesmanreview.com/data/diploma-mill/ Tem um homônimo que já aviso: não sou eu! :)

Prezados Senhores: Basta acionar a internet ...

Paulo Fonseca (Advogado Autônomo)

Prezados Senhores: Basta acionar a internet e levantar inúmeros sites que oferecem diplomas, carteiras, o que seja. Alguns reparos na reportagem; a um, o IRS não é "um órgão responsável por apurar fraudes" e sim o inexorável imposto sobre a renda; a dois, acho improvável que "um agente do FBI, por telefone" tenha emitido tais informações, mormente para estrangeiros. Quanto ao criminosos há, sem dúvida, centenas espalhados no Brasil com diplomas e afins comprados aqui mesmo.

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