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Reajuste de salário

Policiais de SP aceitam acordo na Justiça e suspendem greve

Os policiais civis de São Paulo suspenderam, na tarde desta quarta-feira (13/8), a greve deflagrada às 8h. A categoria aceitou acordo proposto em audiência de dissídio coletivo de greve no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São Paulo). A reunião foi conduzida pela juíza Dora Vaz Treviño, vice-presidente.

Pelo acordo, os policiais terão até a próxima quarta-feira (20/8) para apresentar uma pauta de reivindicações. O governo terá que indicar até sexta-feira (15/8) quatro pessoas para participar da comissão que se reunirá na quarta. Já cada categoria da Policia terá dois assentos. Elas poderão ainda se manter em estado de greve.

O acordo afirma que o primeiro item de discussão da reunião será o reajuste salarial. O governo de São Paulo comprometeu-se ainda a não tomar nenhuma atitude de retaliação.

Segundo a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, a greve deve voltar se eles não entrarem em acordo. A categoria reivindica reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Segundo o comando da greve — que conta com 19 entidades, entre sindicatos e outras representações de delegados, investigadores e escrivães —, 90% das cidades do estado aderiram à paralisação.

São dez os itens da pauta de reivindicações, entre eles a adoção de adicional noturno, fixação de 40 horas semanais e critérios claros para promoção.

Em relação ao reajuste, a categoria não definiu um percentual de aumento. O movimento engloba várias funções dentro da polícia civil, composta por cerca de 35 mil funcionários, entre delegados, investigadores, agentes, carcereiros, agente de telecomunicações, papiloscopista e funcionários da Polícia Técnico Científica.

Na manhã desta quarta, a juíza Dora Vaz Treviño determinou que a Polícia Civil de São Paulo deveria manter em atividade pelo menos 80% de seu pessoal. Se a decisão fosse descumprida, seria aplicada multa diária de R$ 200 mil.

Revista Consultor Jurídico, 13 de agosto de 2008, 19h36

Comentários de leitores

6 comentários

Por resquícios da recente ditadura em nosso pai...

acs (Advogado Assalariado)

Por resquícios da recente ditadura em nosso pais, no Brasil a policia é a geni.Foram inúmeras reportagens falando mal da policia que levou mais de quinze segundos para invadir o apartamento no caso eloa.Exigem uma policia de primeiro mundo mas são contra aumento de verbas para as policias.O policial rodoviário federal,do qual se exige segundo grau, ganha mais que um delegado,o qual por força da CF é técnico jurídico e todos fazem cara de paisagem... A pec 549 arrasta-se por anos e todos fazem cara de paisagem...o governo federal só complementa o salário do DF e onde fica a paridade?Todos fazem cara de paisagem... Não pagamos salários decentes mais pagamos com cinqüenta mil homicídios /ano (95% sem elucidação) e todos fazem cara de paisagem... MEU DEUS QUE PAIS É ESSE?

Também compartilho da dúvida dos colegas coment...

Sandro Couto (Auditor Fiscal)

Também compartilho da dúvida dos colegas comentaristas (Alves e danicamara), fiquei surpreso com esta intermediação da Justiça Trabalhista neste caso. O que é que o TRT tem de haver com o assunto de delegados e agentes de polícia?!!! Gostaria que alguém explicasse.

Eu não entendi até o presente momento o fato de...

G_Alves (Escrivão)

Eu não entendi até o presente momento o fato de uma Juíza do TRT estar a frente das negociações. Será que é por conta da existência de uma relação de trabalho? Bem, se for assim, então porque as ações referentes aos pleitos dos servidores não podem ser propostas na Justiça do Trabalho e sim na Fazenda Pública? Eu sou a favor de que todas as ações contra o Estado, relativas a relação de trabalho sejam propostas na Justiça do Trabalho e não Fazenda Pública, pois só assim o Estado cumpriria com suas obrigações em dia. No mais, mesmo que tenha sido aberta essa possibilidade de negociação, tenho certeza de que o Governo não apresentará nenhuma proposta de aumento salarial e se apresentar, não ultrapassará a casa do 5%(cinco por cento). Policial no EStado de São Paulo não tem familia, não paga aluguel, não se alimenta, não tem que deslocar-se de sua casa para o trabalho, não tem filhos, não se veste, em fim, não tem nada, nem DIGNIDADE, pois é apenas um número na estatistica do Governo, infelizmente. Espero que desta vez as diversas carreiras com seus diversos sindicatos, associações, etc... possam se unir e mostrar a força da união e que não se acovardem ante a qualquer "migalha" que seja ofecerida pelo Governo Patrão.

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