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Denúncia inepta

Supremo limpa a ficha de ex-prefeito de Curitiba

O ex-prefeito de Curitiba e atual deputado federal Cássio Taniguchi (DEM-PR) foi inocentado por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal da acusação de frustrar um processo de licitação de merenda escolar, num contrato de R$ 13,7 milhões celebrado quando ele era prefeito.

Ao concluir seu voto, a relatora do processo, ministra Cármen Lúcia, fez uma relação do caso de Taniguchi com o julgamento sobre inelegibilidade, ocorrido nesta quarta-feira (6/8) no Plenário do STF. Segundo a ministra, o fato de o ex-prefeito ser réu em ações penais o teria impedido de participar das eleições que o levaram à Câmara dos Deputados no pleito de 2002, embora só agora houvesse o trânsito em julgado inocentando-o.

Ou seja, embora inocentado em última instância, ele estaria impedido de participar das eleições posteriores caso o Supremo tivesse adotado o entendimento de que não é necessário o trânsito em julgado para negar o registro de candidatos réus em ações penais e processos de improbidade administrativa.

Acusação improcedente

A ministra Cármen Lúcia se disse convencida da improcedência da acusação. “Conforme reconheceu a própria Procuradoria-Geral da República em suas alegações finais, o caso é de absolvição por improcedência da denúncia e falta de provas suficientes para condenação”, disse em seu voto.

De acordo com os autos, no decorrer da investigação, o próprio MP se mostrou convencido da inocência do ex-prefeito nas acusações de desvio de verba pública em proveito próprio ou alheio e frustração do caráter competitivo do procedimento licitatório. Cármen Lúcia acrescentou que Taniguchi não conduziu diretamente a licitação nem homologou o seu resultado.

Na denúncia, o MP havia alegado que, pelo fato de o edital não estabelecer o preço máximo admissível para contratação (nem pelo valor global, nem pelo unitário) teriam sido afastados potenciais fornecedores de menor porte. Contudo, provou-se que outras duas empresas participaram da licitação.

Ainda de acordo com a denúncia, o contrato estava superfaturado em cerca de R$ 2,7 milhões. Todavia, Cármen Lúcia informou que uma auditoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) não encontrou o superfaturamento alegado ao orçar o preço no mercado. “Observou-se que a média de preços praticados pela Risotolândia, empresa vencedora do certame, ficou abaixo da média de preços apurados pela Semab e Ceasa/Paraná, não caracterizando o superfaturamento na execução dos contratos no que concerne a gêneros alimentícios”, afirmou a ministra.

Já a denúncia de que os donos da Risotolândia haviam contribuído para a campanha eleitoral de Taniguchi foi enfraquecida pela comprovação de que os empresários também contribuíram para outras campanhas.

Recentemente, Cássio Taniguchi teve outra boa notícia do STF. No dia 5 de junho, os ministros rejeitaram a denúncia, apresentada pelo procurador-geral da República contra o deputado, de desvio de recursos públicos em convênios da prefeitura curitibana, administrada por ele de 1997 a 2000.

AP 430

Revista Consultor Jurídico, 8 de agosto de 2008, 12h27

Comentários de leitores

5 comentários

Incrível!!! Me faz lembrar a história do macaco...

Domingos da Paz (Jornalista)

Incrível!!! Me faz lembrar a história do macaco que enrola o rabo e senta em cima e passa a olhar o rabo dos outros. Quem neste país tem autoridade para divulgar lista suja, só o cidadão comum, pois todo aquele que recebe dos Cofres Públicos, teriam, em tese, ter o mínimo de respeito pelos colegas que também recebem dos Cofres Públicos. Esses empregados do povo inventam cada coisa como se eles fossem "divinos" ou estivessem acima do bem e do mal. Vamos mostrar também as "fichas sujas e emporcalhadas" de suas EXCELENCIAS, empregados do povo, todos pagos com o dinheiro do contribuinte. Ao inves de ficarem criando "pelo em ovo" deveriam de cuidar de suas obrigações pelos quais são pagos com o dinheiro público, e tenho dito.

Eu pergunto: Qual seria o prejuízo do sujeit...

Paulo (Servidor)

Eu pergunto: Qual seria o prejuízo do sujeito? Para o sujeito-candidato nenhum, ou é direito fundamental representar alguém? Isso tudo é distorção de valores. Lucido nesta história somente o Ministros Ayres Brito, presidente do TSE, assim como o Min. Joaquim. Creio seria justo (sintoma de justiça) impedir alguém processado. Isso acarretaria duas hipóteses importantes: - Os processos em trâmite seria concluído em tempo hábil, efeciente, duração razoável do processo. - Os eleitores teriam na sua lista de escolha pessoas mais dignas de representá-los (para utilizar a palavra da moda:'dignidade").

Um corte constitucional a deserviço do país é a...

ZÉ ELIAS (Advogado Autônomo)

Um corte constitucional a deserviço do país é a realidade do STF.Os ministros abocanham a CF e esquecem os princípios mais comezinhos do direito. O TRE - RJ e a AMB é que estão se colocando como verdadeiros juízes. É só ver o açodamento da Eminente Ministra para justificar os injustificáveis erros dessa Exelsa corte de justiça.

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