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Comentários de leitores

10 comentários

É simplesmente um objeto de introdução do ódio ...

Bira (Industrial)

É simplesmente um objeto de introdução do ódio racial num pais que está livre desse assunto. Para que fomentar a paz se podemos ter ódio?

como engenheiro só posso dizer que a toda ação ...

Itamar Vandelli (Engenheiro)

como engenheiro só posso dizer que a toda ação havera uma reação. Isso vale para a fisica e para os seres humanos. Quando se prejudica uma raça ou etnia em favor de outra, cria-se o recentimento e incita-se justamente o que se queria eliminar. A lei é racista e injusta pois premia alguém não por sua competencia mas pela sua aparencia (cor da pele inclusa). É uma vergonha...

Concordo plenamente com o colega Geguima. E co...

Igor M. (Outros)

Concordo plenamente com o colega Geguima. E completo: Ser parado em blitz policial sempre foi coisa rotineira para mim. E não sou negro. Portanto, o fato de não ter sido parada em blitz policial não é desculpa para legitimar um Projeto racista. Ademais, não é princípio constitucional “tratar os desiguais desigualmente”. Isso nem ao menos está na Constituição. Seria, sim, o clichê mais “comezinho” do direito, pois muita gente repete sem ao menos saber de onde tira essa afirmação. Isso, sim, está na Oração dos Moços de Rui Barbosa, onde ele compilou uma máxima aristotélica para fazer uma INTERPRETAÇÃO do princípio da isonomia. E ficou bem claro em seu discurso que aquilo seria uma EXCEÇÃO! Portanto, não podemos levar uma interpretação doutrinária de exceção como uma regra. A regra está estabelecida nos artigos 3° e 5° da Constituição Federal. E essa empreitada racista pelo “estatuto da igualdade racial” (leia-se estatuto do racismo oficial) confronta diretamente a Constituição. Como disse o colega, os direitos são iguais. A aplicação deve ser igual para todos. É salutar que o direito não é disponível para a maioria da população, e isso deve ser contemplado através de políticas que visem a justiça e a responsabilidade social, e não através de políticas que institucionalizam o racismo e, pior, beneficiam alguns políticos (mormente “defensores de negros” de ongs) para que estes enriqueçam.

Não li o projeto de lei, mas esse artigo é sim ...

AntonioLNFernandes (Estudante de Direito)

Não li o projeto de lei, mas esse artigo é sim ridículo. Dizer que a escravidão negra realizada pela Europa foi normal e comum à época é uma total falta de conhecimento e bom senso. A escravidão realizada pelos egípcios, pelos gregos e até pelos próprios negros é infinitamente menor em suas proporções e consequencias do que a escravidão no período colonial. Será que esse doutor sabe que os escravos no Egito tinham direito à saúde pública, como um plano de saúde. Eles não eram vistos como mercadorias como os negros foram. Ridícula, patética e no mínimo inocente essa declaração; e se não foi por inocência ou ignorância foi por absurda crueldade.

Já é também, uma aberração, a obrigatoriedade d...

Geguima (Outros)

Já é também, uma aberração, a obrigatoriedade dos "vinte por cento" nas escolas. Ou seja, não importa o conhecimento, mas, sim, a cor. O presente art. 4o. colocará em cheque e criará uma estampa colorida que até então não havia. E se fosse o inverso? Se um negro for a televisão dizer que "precisamos eleger maior número de parlamentares para defender nossa raça", seria um "direito". Mas, se um branco o fizer é discriminação e prisão! Que me perdoe a Sra. Deborah, contudo, policiais brancos e negros se misturam e muitos negros e outros tantos brancos têm, por vezes expressões de insegurança e dúvidas. A fisiognomonia que o diga.... Assim, devemos, evidentemente esperar, como tem ocorrido que a raça negra é que tem sido "racista" e levantado polêmicas. Os direitos são iguais. Educação e saúde para todos. Direitos semelhantes a ingressos e concursos de âmbitos nacionais. Com concurso! Conhecimento e saber. Não por direito de pertencer raças diferenciadas das "arianas" e suas descendências nórdicas, célticas que se miscigenaram. Portanto, que haja sim, direitos e obrigações e que o racismo seja banido e punido contra qualquer raça que o provocar. Não é favorecendo uma determinada ração que se há de conseguir o objetivo. Isso não passa de "politicagem" ... Como não sou racista e jamais pude presenciar qualquer ato ou titude dessa natureza, coloco o ser humano, qualquer que seja, e plenitude de igualdade.

A política de cotas só atende aos interesses do...

Carlos Gama (Outros)

A política de cotas só atende aos interesses dos politiqueiros, do capital e daqueles que, por incapacidade ou comodismo esperam o benefício das "concessões". Esta aberração normativa, se levada a cabo, virá a ser um instrumento de desagregação social, um gerador de crise de identidades, que facilitará a penetração estrangeira e expandirá a dominação econômica. A tática deste estatuto é a da guerrilha que, criando as dissensões, facilitará o jugo do povo brasileiro. Criará, na maioria daqueles que se valerem das pretensas benesses desta esdruxularia, a sensação ou a consciência da própria incapacidade, acentuando complexos e recalques dos mais variados, colaborando para o caos social e para o distanciamento entre brasileiros, até entre os de mesma condição social. Antiga e velha tática de desunir para dominar, esta anomalia jurídica precisa ser combatida a todo o custo, por aqueles que têm bom senso, boas e verdadeiras intenções e um mínimo de percepção ativada.

O que o subscritor defende, na verdade, é o dir...

Débora Aligieri (Advogado Autônomo)

O que o subscritor defende, na verdade, é o direito a ser um racista anônimo. Se os argumentos trazidos são legítimos, qual seria o problema do voto aberto contrário ao Estatuto? A realidade é uma só: há desigualdade em razão da cor no Brasil. E digo isso por experiência própria, porque eu, branca, nunca havia sido parada numa batida policial, até conhecer meu marido, que é mulato, quando fomos inúmeras vezes olhados como suspeitos. Ademais, o princípio mais comezinho do Direito é que a igualdade só se atinge tratando os desiguais desigualmente. Embora o estatuto possa não ser o intrumento ideal, é uma forma de se chegar ao status quo que o articulista imagina que tenhamos hoje. Daí sim poderemos falar em tratamento isonômico. Antes disso, porém, qualquer argumento contrário é a defesa da manutenção da exclusão socio-econômica dos negros.

Recomendo aos interessados a leitura do seguint...

Jusleitor de Recife-PE (Serventuário)

Recomendo aos interessados a leitura do seguinte livro: A vida dos Escravos no Rio de Janeiro, Mary C. Karasch, Companhia das Letras, 2000.

Este artigo parte do implícito pressuposto de q...

Jusleitor de Recife-PE (Serventuário)

Este artigo parte do implícito pressuposto de que vivemos numa "democracia racial" e que, aqui, negros e brancos são iguais economicamente. Há um bilhão de estudos e argumentos desmentindo isso. Somos um País racista e racismo só poder ser combatido com igualdade, já está provado. Então, o que fazer? Como produzir-se igualdade? Educação básica de qualidade? A partir de quando, já que desde 1900 isso é proposto? Há cinismo e hipocresia no discurso contrário à política de cotas ou a qualquer política que venha a promover o negro no Brasil.

Análise pertinente sobre o tema. O legislado...

George Rumiatto Santos (Procurador Federal)

Análise pertinente sobre o tema. O legislador, com boa ou má intenção, insiste em fazer besteiras. Além de acreditarem ainda no milagre da lei. Norma nova em vigor não resolve problemas sociais históricos.

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