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Comentários de leitores

38 comentários

Acho um absurdo essa decisão. A marcha visava, ...

Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal)

Acho um absurdo essa decisão. A marcha visava, evidentemente, chamar a atenção para a discussão referente ao uso da maconha e respectiva liberação. Aqui e no mundo se consome maconha. Lícita ou não.Aliás, diga-se de passagem, o nordeste é local onde há o maior índice de plantio da erva, no mundo. Ganha do Paraguai. Então reprimir tal discussão é voltar ao passado, é absoluta hipocrisia e entendo que os membros do Ministério Público da Bahia deveriam abrir mais suas mentes a importantíssima discusão social. O mundo está aberto à discussão sobre o tema. Repressão policial e do Ministério Público não vai atenuar o uso de maconha no Estado e no mundo. Aliás, parece-me que em alguns locais da Bahia, a maconha está absolutamente liberada. Ou não ? Vamos pensar, pessoal ! Liberdade de expressão já ! Otávio Augusto Rossi Vieira, 41 Advogado Criminal em São Paulo

Prezado Luiz Mendes, concordo quando você diz q...

Vitor M. (Advogado Associado a Escritório)

Prezado Luiz Mendes, concordo quando você diz que devemos nos adequar ao padrão social em que vivemos, afinal, o convívio comunitário pacífico depende do respeito, da adaptação às convenções comunitárias, mas a questão é: Esses conceitos são imutáveis? Não é através da ruptura de algumas dessas convenções que as mudanças acontecem? É saudável para uma sociedade que se diz democrática estrangular quem tenta discutir algum tabu? Apologia a droga é uma coisa, demonstrar insatisfação ou tentar discutir ou demonstrar a insatisfação de uma camada social ativa em relação à abordagem que hoje é feita por nossa sociedade em relação à droga é uma coisa completamente diferente. Há estudos suficientes que demonstram que a proibição da maconha se deve única e exclusivamente a fatores históricos, afinal, o álcool, tabaco, tranquilizantes e cafeína são todas substâncias que causam dependência, algumas delas muito mais perigosas e escravizantes do que a maconha. Sou contra o uso de qualquer droga, mas temos que convir que muito do que se fala sobre a maconha é fruto de puro preconceito e não de estudos sérios sobre o uso da substância. A experiência que tive ao ver indivíduos que conheci desde a tenra idade que se submeteram ao uso da erva demonstra que os males são muito mais sociais do que necessariamente físicos ou psicológicos. O único perigo real é o velho jargão de que é "uma porta d eentrada para o uso de substâncias mais nocivas". A questão é, isso não se daria porque é proibida? Não sei. Sinceramente, o que acho é que no atual momento em que vivemos o MP deveria se preocupar com coisas muito mais relevantes do que uma passeata que discute a maconha. Imagine, mobilizar polícia civil e militar contra meia dúzia de "maconheiros".

Caro Batchi, se a maconha é ilícita, mas o álco...

Luiz Augusto Mendes (Delegado de Polícia Estadual)

Caro Batchi, se a maconha é ilícita, mas o álcool e o cigarro não, foi porque a sociedade assim convencionou. O preço de se viver em sociedade é justamente respeitar as regras de adequação social. Sua pergunta, alterado o respectivo objeto, poderia ser transfigurada para a seguite: se o sexo entre adultos é permitido, por que não se admite a pedofilia?

Também sou contra a liberação da maconha, que t...

Isaias  (Advogado Autônomo)

Também sou contra a liberação da maconha, que traria vários males ao corpo social brasileiro. Mas a questão deve ser discutida no nível do debate, as opiniões diversas devem compor uma decisão coletiva. Não se pode utilizar do aparato estatal para a defesa de uma posição contrária à que é manifestada pelo movimento. Isto é opressão, abafar a manifestação de pensamento acaba com a discussão, viola a igualdade, e agride frontalmente a democracia. Discussão de idéias é uma coisa e aparato estatal é outra, não se pode confundir os institutos. Instituição pública não foi feita para defender posicionamentos ideológicos de determinados grupos. Discussões e diálogos são a base da democracia. A imposição de um ponto de vista a quem pensa diferente, por meio da força não é uma alternativa que se enquadra no Estado Democrático de Direito. Se não é para ser assim, então mudemos as regras. Não ser favorável é uma coisa, oprimir o direito alheio de opinar é outra. Aceitar as diferenças é um desafio para a sociedade, e, quanto mais opressão, mais retrógado estará o Estado brasileiro.

Na Holanda pais que liberou todas as vontades d...

Lucas Janusckiewicz Coletta (Advogado Autônomo)

Na Holanda pais que liberou todas as vontades desregradas dos humens, liberando prostituicao, casamento homossexual aborto e uso de maconha, agora começa a rever as suas posiçoes por causa da catastrofe moral que destruiu toda a sua antes bela sociedade da qual sobraram somente as belas construcoes. Se hoje a Holanda que e um pais responsavel viu o mal que fez a sua civilizacao a liberdade sem freios, quanto mais nos brasileiros podemos ser a favor de mais uma medida reprovavel como esta. quem tem na familia membros dependentes de toxicos sabe o quanto mal ira fazer a ja decadente sociedade brasileira com mais essa nova passeata: a da maconha.

Que coisa abissal!!Marcha pela Maconha! Será qu...

Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)

Que coisa abissal!!Marcha pela Maconha! Será que os baianos envolvidos não poderiam "inventar" algo mais digerível? É, deveras, o fim da picada...

Caro Nicoboco, o movimento, parece-me, não é...

Tálio (Advogado Autônomo)

Caro Nicoboco, o movimento, parece-me, não é para proteger os maconheiros; mas sim para iniciao um debate com o escopo de modificar a situação jurídica deles, de maconheiros-bandidos para apenas maconheiros. E a rigor não é somente maconheiro e drogado que tem interesse na liberalização da droga, toda uma cadeia produtiva seria fomentada com a legalização ou descriminalização. O exemplo mais palpável é a Holanda, que aufere bilhões de euros com o turismo dos maconheiros do resto do mundo enquanto libera a polícia para a prevenção e combate aos crimes "mais ofensivos". E o que esse pessoal quer é o que estamos fazendo aqui, debater, apresentar argumentos a favor, uma vez que os contrários são amplamente conhecidos: são uma desgraça para a saúde, podem agravar doenças mentais, o tráfico gera problemas da maior gravidade, famílias desestruturadas etc... Aliás, o cerne da notícia nem é a liberalização da maconha ou não, mas sim a liberdade de se defender a descriminalização da maconha. Tem esse grupo direito a defender o fim de uma proibição? Não lí um comentário a favor da maconha, todos os que ví foram a favor do direito desse pessoal abrir o debate, expor a posição do grupo a que pertencem. Os homossexuais, sem-terras, feministas defendendo o divórcio e aborto são exemplos de grupos, outrora considerados a escória da humanidade, que conquistaram seu espaço através desse tipo de manifestação, ao ponto de hoje ser crime a manifestação de repúdio, por exemplo, a um travesti. Fiquei com uma dúvida: "Por enquanto a legalização é inconstitucional.", em qual parte a CF/88 diz isso? E o Sr. quer que eles discutam aonde se não na rua? Entre eles? Ora, entre eles já há consenso, debate é conosco, com quem é contra a liberalização.

Luis, já que você citou os EUA, gostaria de lem...

Embira (Advogado Autônomo - Civil)

Luis, já que você citou os EUA, gostaria de lembrar que lá se planta maconha para fins farmaco-científicos. Aqui, isso é proibido. O governo brasileiro tem a intenção de criar um grande laboratório farmacêutico. Quem sabe, no futuro, também estejamos pesquisando as propriedades farmaco-científicas da maconha. Quanto ao consumo da maconha, que foi liberado na Holanda, aqui traria problemas. A Souza Cruz até já registrou, segundo dizem, a marca “Bob Marlem”. Se a maconha for liberada por aqui, terão um imenso mercado consumidor. Não dá para imaginar as conseqüências disso.

"Marcha da Maconha", como o próprio nome indica...

Nicoboco (Advogado Autônomo)

"Marcha da Maconha", como o próprio nome indica, significa apologia ao uso das drogas, o que é crime. Por enquanto a legalização é inconstitucional. O que os promotores querem não é impedir a livre manifestação do pensamento, mas sim a perturbação da ordem. Que se discuta qualquer tipo de legalização, mas sem incitar o uso das drogas, sem defender que ela não acarreta danos à saúde/familiares. Isso mentira e hipocrisia. Que se discuta abertamente a questão, com racionalidade, e não com movimentos dotados de fins instigantes como esse.

Movimento para proteger maconheiro? Somente ...

Nicoboco (Advogado Autônomo)

Movimento para proteger maconheiro? Somente o usuário maconheiro/drigado tem interesse na defesa da legalização das drogas. A maconha é ua droga mais nociva que o cigarro, ao contrário do que muitos (maconheiros afirmam). Não há nada de inocente nela (exceto para maconheiros).

Embora eu seja contra a maconha, é um absurdo i...

LUÍS  (Advogado Sócio de Escritório)

Embora eu seja contra a maconha, é um absurdo impedir os defensores da legalização de manifestarem seus pontos de vistas. Nos EUA, o cidadão pode até queimar a bandeira. A liberdade de opinião deve ser respeitada. Quem é contra a maconha que vá à rua defender a proibição. Por isso esse País não vai para frente, não existe debate de idéias nem tolerância com manifestação de opiniões contrárias. É uma democracia fajuta.

Dijalma Lacerda. Gente, toda forma de deba...

Dijalma Lacerda (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Dijalma Lacerda. Gente, toda forma de debate de QUALQUER assunto, antes de coibida, deve ser estimulada. Sob este aspecto, penso que errou o MP da Bahia. Dijalma Lacerda.

Foi esse mesmo MP que ingressou com uma Ação Ci...

gilberto (Oficial de Justiça)

Foi esse mesmo MP que ingressou com uma Ação Civil contra rei momo magro?

E a bancada da escatologia apresenta seu primei...

Ronaldo dos Santos Costa (Advogado Sócio de Escritório)

E a bancada da escatologia apresenta seu primeiro representante. Estamos bem de professores...

A bancada da maconha aqui no Conjur é forte...

www.professormanuel.blogspot.com (Bacharel)

A bancada da maconha aqui no Conjur é forte...

Mais um absurdo do nosso judiciário, a base l...

Tálio (Advogado Autônomo)

Mais um absurdo do nosso judiciário, a base legal utilizada foi o preconceito e a falta de respeito às garantias constitucionais. Crime é fazer apologia ao uso da droga ilícita, o que essa passeata pretende(assim a reportagem deu a entender) é a mobilização civil para que o uso da maconha deixe de ser crime. Hoje o aborto é crime, mas duvido que uma passeata pela descriminalização do aborto seja alvo da mesma repressão. Proibir a reinvindicação de mudanças é extremamente autoritário, se todos fossem tratados com o mesmo rigor o MST(que defende invasão da propriedade privada) nunca teria atingido o status de movimento nacional, com 20 anos de atuação em quase todos os estados do Brasil. E o melhor é a posição do MP da Bahia: "Os promotores são contra a idéia de discussão pública sobre a legalização das drogas nas ruas e de organizar um movimento nacional para tanto. O Ministério Público afirma que com a ação pretende defender a ordem jurídica e os interesses sociais, protegendo a saúde pública e evitando transtornos aos princípios éticos e morais da sociedade baiana."

Decisao completamente equivocada, propria de um...

Ronaldo dos Santos Costa (Advogado Sócio de Escritório)

Decisao completamente equivocada, propria de uma visao antojada. feriu-se, indubitavelmente, as liberdades de manifestacao de pensamento e de reuniao. Quanto a iniciativa ministerial, assemelha-se aquela que visava a destituir o Rei Momo da cidade. Parece que sobra tempo aos promotores de Salvador. P.S. nao sou favoravel a descriminalizacao, mas sou ferrenhamente contrario a censura e a qualquer outra especie de proibicao autoritaria. Teclado desconfigurado e sem acento.

É um golpe na democracia e na liberdade de opin...

Isaias  (Advogado Autônomo)

É um golpe na democracia e na liberdade de opinião, como mobilizar a sociedade para alterações, SEJA QUAL FOR, se não há liberdade de expressão? Mais uma manifestação do coronelismo, ocorrida em uma região com forte tradição coronelista. Apesar das boas intenções, O tiro saiu pela culatra, tal medida mobiliza a opinião pública a acreditar que os coronéis continuam no comando.

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