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Bandeira branca

Alunos e professores da UnB vão negociar desocupação com OAB

O presidente da OAB, Cezar Britto, vai negociar com os estudantes e professoras da Universidade de Brasília o fim da ocupação da sala do reitor da universidade, Timothy Mulholland. A promessa de acordo foi feita nesta terça-feira (8/4). Enquanto isso, decisão judicial da 17ª Vara do Distrito Federal que concedeu a reintegração de posse à universidade continua sendo descumprida.

A promessa de acordo é assinada por Britto; pelo vice-presidente da seccional da OAB do Distrito Federal, Ibaneis Rocha; pela professora decana de Extensão da UnB, Leila Chalub; e por Karla Gamba, membro da Comissão de Negociação dos Estudantes.

O grupo de alunos invadiu a reitoria na última quinta-feira (3/4) e exige a renúncia do reitor, investigado por ter gastado R$ 470 mil para a compra de mobiliário de luxo para seu apartamento funcional com verba da Fundação de Empreendimento Científico (Finatec). “A OAB procurou interceder, buscando uma solução negociada, pois a ninguém interessa que se pratiquem atos de violência, ou mesmo o uso de força para solução de conflitos que podem ser resolvidos por meio do diálogo”, afirmou Cezar Britto durante o primeiro contato com os universitários.

O vice-presidente da seccional da OAB do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, já procurou contato com a Polícia Federal para pedir que seja evitado o uso de força.

Leia a pauta da OAB com alunos e professores

1ª Reunião de Negociação entre Estudantes e Reitoria mediada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil

Após apresentação do Novo Termo de Compromisso da Reitoria, datado de 7 de abril de 2008, às 10h30, houve os seguintes avanços na negociação mediada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil:

1. Discussão da Estatuinte Paritária da Universidade de Brasília;

2. Discussão do papel das fundações na Universidade de Brasília;

3. Encaminhamento dos termos desta negociação para os seus respectivos grupos;

4. Nova reunião marcada para amanhã, 9 de abril de 2008, às 18h, na sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

5. Deliberação de que o acordo final seja fechado no dia 11 de abril de 2008, após reunião do Conselho Universitário (Consuni) e da posterior assembléia dos estudantes.

Brasília, 8 de abril de 2008.

Cezar Britto

Presidente

Revista Consultor Jurídico, 9 de abril de 2008, 0h00

Comentários de leitores

3 comentários

Peço licença para aproveitar o comentário sobre...

E. COELHO (Jornalista)

Peço licença para aproveitar o comentário sobre a rapadura que também se refere aos baderneiros que invadiram a universidade: Ao ler o título OAB quer anular patente (ou registro) da rapadura por alemães eu penso: prá que serve a OAB? Ela é mantida pelos advogados para defender os interesses dos produtores de rapadura? Ora, tanto faz se os alemães tenham ou não a patente, ou registro, da rapadura. Enquanto isso, a "Dona OAB" se esquece da sua missão principal, proteger os sadios interesses dos advogados, a exemplo de exigir uma Justiça célere e eficiente, evitar que os advogados de São Paulo fiquem sem aposentadoria (talvez vá dar rapadura de consolo para os mesmos), exigir respeito e acabar com a invasão de escritórios e a escuta clandestina que açambarca advogados e clientes. Além de rapadura a OAB se preocupa também com os baderneiros que invadiram a universidade em Brasília, enquanto isso, os advogados... Que chupem uma rapadura, que é doce, mas não é mole!

Realmente a "justissa" não funciona "nessepaís"...

Roland Freisler (Advogado Autônomo)

Realmente a "justissa" não funciona "nessepaís". Os estudantes fazem o que bem entendem, os bandidos do MST idem e não acontece nada.Todo mundo tem medo de ficar mal políticamente. Bons tempos em que a "borracha" funcionava.........

Só no Brasil para se negociar com bandoleiros. ...

ERocha (Publicitário)

Só no Brasil para se negociar com bandoleiros. Este pessoal tinha que ser preso por invasão de propriedade. Não é por ser pública que não tem dono. E nem por ser do povo que se pode entrar lá e fazer o que bem entender. Estão insatisfeitos? Protestem, gritem, manifestem-se. Mas NUNCA cometa um crime pois assim, iguala-se aos criminosos que tenta combater.

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