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Bolsa-ditadura

Considerado anistiado, Ziraldo é indenizado em R$ 1 milhão

O cartunista Ziraldo Alves Pinto foi considerado anistiado político e vai receber R$ 1 milhão de indenização do Estado. Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, o Jaguar, também foi contemplado. Ele receberá uma pensão mensal de 4.375,88 e um retroativo de R$ 1.027.383,29. Ziraldo terá direito ao mesmo valor, e retroativo de R$ 1.000.253,24. Ambos podem recorrer da decisão.

Os dois, fundadores do Pasquim e colaboradores de diversos veículos da imprensa brasileira nos últimos 40 anos, foram indenizados afirmando serem vítimas da opressão do Estado na ditadura militar. Jaguar não esteve presente. Já Ziraldo fez questão de abraçar o conselheiro Egmar José de Oliveira, e depois afirmou que recebe uma aposentadoria de R$ 1 mil.

A decisão se deu nesta sexta-feira (4/4), na 1ª reunião da Caravana da Anistia, realizada na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro. As informações são do Portal Imprensa e Comunique-se.

A viúva do jornalista David Capistrano também receberá a indenização. O militante comunista desapareceu em 1974, entre as cidades de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, e São Paulo. O jornalista pernambucano dirigiu os periódicos Folha do Povo e a A Hora. Após o golpe militar, viveu clandestinamente no Brasil e se asilou na antiga Checoslováquia.

O evento, iniciativa da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, julga a condição de anistiado político para vinte jornalistas que se dizem perseguidos pela ditadura militar que governou o país entre 1964 e 1985, e que entraram com pedidos de reparação econômica.

Em 1990, quando Ziraldo entrou com o pedido de anistia, o valor devido era de R$ 4 mil. No entanto, o pagamento do valor será retroativo. Ao todo, 104 processos de jornalistas foram mapeados e considerados como prioridades legais. Do total, a comissão concluiu que 54 já poderiam ser julgados.

A cerimônia na ABI contou com a presença do Ministro da Justiça, Tarso Genro, do presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão Pires Junior e de Mauricio Azêdo, presidente da ABI.

Estão na lista de prioridade para receber a indenização de anistiados os seguintes jornalistas: Amaro Alexandrino da Rocha; Ari Candido Fernandes; Carlos Guilherme De Mendonça Penafiel; Félix Augusto de Athayde; George de Barros Cabral; Joana D´Arc Bizzotto Lopes; Jorge Saldanha de Araújo; Josail Gabriel de Sales; Maria Ignes da Costa Duque Estrada Bastos; Maria José Rios Peixoto da Silveira Lindoso; Maria Regina Pedrosa de Senna Figueiredo; Nilson Nobre de Almeida; Octávio Malta (declaração post mortem); Orlando Maretti Sobrinho; Pery de Araújo Cotta; Reynaldo Jardim Silveira; Ricardo de Moraes Monteiro; Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe (Jaguar); Sinval de Itacarambi Leão.

Notícia alterada neste domingo (6/4) para acréscimo de informação.

Revista Consultor Jurídico, 4 de abril de 2008, 19h19

Comentários de leitores

48 comentários

Uma pensão somente seria justa se fosse compens...

Paulo (Servidor)

Uma pensão somente seria justa se fosse compensatória a imcapacidade laborativa o que não é o caso, e aqueles que foram assassinados pelo Regime Militar, na medida em que se punisse tal autores. Ao contrario muitos exilados ficaram ricos pois adquiriram conhecimento nos paises em que estiveram e voltaram para prestar serviços a sociedade brasileira com boas remunerações, a maioria.

É isso ai vou brigar pelo anarquismo e com isso...

Paulo (Servidor)

É isso ai vou brigar pelo anarquismo e com isso farei um investimento para o futuro, quem sabe milionário. Isso não vale, é o mesmo que cobrar pelo direito/dever de civilidade, quem sabe não devemos indinizar com soma milionaria aquele que lutaram na guerra do Paraguaia e na Segunda Guerra Mudial - ou melhor indenizar seus parentes.

Seria muito bom se todos os brasileiros fossem ...

Sargento Brasil (Policial Militar)

Seria muito bom se todos os brasileiros fossem anistiados políticos, assim teriam altos salários pagos pela União, mas, não tinham condições financeiras para "evadir-se" para outros países, nem estudar "lá fora" dizendo-se injustiçados. Então...realmente ficaram brigando com a polícia aqui por um ideal que os "grandes não tinham".

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