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Senta e espera

Partes fecham acordo 43 anos depois de início do processo

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As três filhas de uma vítima de acidente aéreo e o proprietário de um dos aviões envolvidos no acidente fecharam acordo em cartório para o pagamento de indenização. Detalhe: o acordo foi fechado 46 anos depois do acidente. O valor de indenização acordado é de R$ 4,4 milhões. O acordo deve, agora, ser homologado pela Justiça paulista, onde tramita o processo judicial desde 1965.

As filhas da vítima, na época do acidente, tinham menos de 10 anos. Hoje, todas têm mais de 50 anos. A mãe delas, que iniciou o processo judicial, já morreu.

O acidente aconteceu em 26 de novembro de 1962. Um avião comercial da Vasp colidiu, em pleno vôo, com um avião de turismo de propriedade do brasileiro James Tze-Qu Yung. No acidente, morreu o pai das três então meninas e o irmão de Yung.

Em 26 de novembro de 1965, a viúva, representando as três menores, ajuizou pedido de indenização na 14ª Vara Cível do Fórum Central de São Paulo. O pedido foi feito contra a Vasp e contra Yung. Quarenta e três anos depois, há apenas decisão de primeira instância e recursos pendentes de julgamento no Tribunal de Justiça.

No dia 27 de março, Yung e as filhas das vítimas decidiram, então, dar fim ao processo judicial e fechar acordo. O valor a ser pago, à vista, foi acordado em R$ 4,4 milhões. As partes se comprometeram a pedir na Justiça a homologação do acordo e o fim do processo judicial. Fica ressaltado, no entanto, que Yung não admite a responsabilidade pelo acidente. Como a Vasp não fez parte do acordo, o processo judicial das filhas da vítima contra ela deve continuar.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 2 de abril de 2008, 0h02

Comentários de leitores

9 comentários

Alguém pode imaginar uma justificativa razoável...

Claudia Cintra (Advogado Autônomo)

Alguém pode imaginar uma justificativa razoável para uma situação dessa? Nessa história só há perdedores. Especialmente o Judiciário, numa demonstração clara de sua incapacidade de cumprir a missão para qual existe: julgar. De resto, vamos esperar os efeitos do inciso LXXVIII do art. 5º CF.

EITA BRASILZÃO! OS CIDADÃOS "ESTÃO COM UM JUDIA...

Pirim (Outros)

EITA BRASILZÃO! OS CIDADÃOS "ESTÃO COM UM JUDIARIO, DE FAZ DE CONTA!" ... RECORRENTENMENTE, A MESMA É NOTADAMENTE A FAVOR DA BUROCRACIA E DOS PODEROSOS, QUE LUCRAM, COM O NEGÓCIO DO JUDICÁRIO "L E N T O". TAMBÉM COM TANTAS LEIS, JURISPRUDENCIAS, DECRETOS, SÚMULAS, ETC. O JULGADOR, FAZ A ESCOLHA....E LASCA A VARADA!!!! AI SE O PERDEDOR SE QUISER, QUE RECORRA, MESMO SABENDO, QUE FOI JULGADO ERRADO! DURMA COM UM BARULHO DESSE, SE CONSEGUI, ME AVISEM!!!

Deveriam ter encaminhado o proceso para o setor...

Lexandre (Outros)

Deveriam ter encaminhado o proceso para o setor de conciliação rsrs.

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