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Pena a traficante

Abadía é condenado a 30 anos de prisão e multa de R$ 4 milhões

O modo de agir gerou conseqüências danosas à ordem pública, à medida que houve incursão na atividade estatal, fomentando entre todos, inclusive agentes públicos, temor ao coibir condutas proibidas pelo ordenamento legal e a sensação de que a qualquer instante a atuação regular do Estado é que poderá ser questionada, como forma de intimidação daquela (circunstâncias do delito).

Juan Carlos Ramirez Abadia pautou toda a sua vida no Brasil para o cometimento dos ilícitos contra a paz pública, a fé pública, ordem socioeconômico-financeira, a administração pública e a administração da Justiça, já se precavendo contra a ação do Estado, causando extensos danos a este por sua irregular atuação na medida em que altas somas de dinheiro ilícito foram pulverizadas no país e de forma clandestina.

Além disso, a atividade delitiva praticada de forma reiterada e habitual acabou por privar o Estado brasileiro do recolhimento dos tributos devidos, em larga escala, restando atingida a ordem econômica que possui tutela constitucional, na dicção do artigo 170 da Carta Constitucional, bem como conduz ao descrédito das instituições incumbidas de sua reprovação (conseqüências do fato ilícito).

Mostrou-se de uma individualidade ímpar, egocêntrico desmedido, que se desvincula facilmente dos parâmetros sociais para satisfação de benefício econômico seu e de sua esposa (conduta social). Suas qualidades ou habilidades mais marcantes não se lastreiam na preservação de valores da ética ou correção, apesar de alegar ser originário de família evangélica e, juntamente com Yessica, orar diariamente.

Sobressaiu nos autos a determinação de alguém que a qualquer custo deseja obter o que, a seu exclusivo critério, considera importante, subjulgando as autoridades e/ou as leis brasileiras, e não respeitando os valores da sociedade que escolheu. Sem hesitar, acredita no dinheiro, não como instrumento legítimo para circulação de bens, mas como algo determinante de suas ações ou omissões, bem como de todas as pessoas que passam por seu caminho.

Inverte, pois, a máxima: o instrumento passa ser ente e, o ente, instrumento. Transfigura-se. Rege-se por ele (dinheiro), não por Ele ou pelos bons preceitos de fé que alega professar (fl.1917), tampouco pelos padrões sociais legítimos. Nítida a contradição entre o que faz e diz acreditar. Parafraseando Friedrich Nietzsche, tornou-se aquilo que verdadeiramente é. Revela-se, pois, de personalidade desajustada (personalidade).

Revista Consultor Jurídico, 1 de abril de 2008, 19h10

Comentários de leitores

15 comentários

Corretissimo.

Gauderio ()

Corretissimo.

Tem que extraditar esse traficante mesmo. O sis...

DIDI (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Tem que extraditar esse traficante mesmo. O sistema penitenciário do Brasil é imprestável. E ainda, pagar alimentação e estadia de preso no Brasil custa muito caro aos cofres públicos. Iria só engrossar a massa carcerária. Penso que os EUA têm todo direto de eletrocutar esse malandro, assassino e traficante. É bem o que ele merece. pena que o Brasil não adotou esse sistema de pena de morte em tempo de paz, porque a essa hora Fernandinho Beira Mar já estaria na cova e não comandando o crime por trás das grades.

Parabéns à nossa justiça... - US$ 40 milhões...

Comentarista (Outros)

Parabéns à nossa justiça... - US$ 40 milhões poupados dos bolsos do traficante... - Extradição rápida e gratuita para os EUA... - Garantia, exigida pelo Brasil, de que não passará mais que 30 anos preso, com a devida comutação do tempo de prisão cumprido na nossa republiqueta das bananas... Viva o Brasil, país ético, sério, honesto, legalista, desenvolvido, moderno e "inteligente"... Com a palavra, os puritanos de plantão.

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