Consultor Jurídico

Exame da desordem

Advogados pedem à OAB-DF afastamento de seu vice-presidente

Por 

Mas, o seu não-afastamento resultou na continuidade da repercussão negativa para a Classe. Veja que 20/05/2007, nova matéria “FRAUDE EM EXAME DA OAB-DF ABALA MEIO JURÍDICO” teve o seguinte teor:

“Venda de gabaritos, suborno, provas em branco, troca de cartões. As cerca de 60 páginas de inquérito da Polícia Federal às quais o Correio teve acesso revelam uma sucessão de indícios de crimes, fraudes e falhas de segurança no exame de dezembro de 2006 da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF). Participaram do concurso 2,5 mil candidatos e foram aprovados apenas 486.

Ao longo da semana passada, foi discutida a possibilidade de anulação do concurso e até o afastamento do presidente da Comissão de Exame da Ordem, Paulo Thompson Flores. Sobre ele recaíam críticas por ter permanecido na função apesar de ter um filho prestando o exame, o que o colocaria sob suspeição. E por ter enviado recado ao filho sobre resultado de um jogo de futebol, por meio de uma ligação celular a um fiscal das provas.

Em reunião do Conselho de Ética da OAB-DF, a entidade decidiu na quinta-feira passada não anular o concurso nem afastar Thompson, que assumirá a presidência da Ordem na quarta-feira. Ele substituirá Estefânia Viveiros, que vai se licenciar devido à realização de seu casamento. No meio jurídico, há críticas pelo fato de a presidente da Ordem ter nomeado o seu vice, professor Thompson Flores, como presidente da comissão de Exame acumulando funções e poderes.”

E o pior: “O Ministério Público Federal (MPF) faz outra investigação. Procuradores federais querem saber se algum funcionário ou diretor da OAB-DF usou o cargo para tirar proveito próprio ou ajudar alguém a adquirir a carteira de advogado. O processo foi aberto para apurar denúncia contra o vice-presidente da OAB e presidente da Comissão do Exame da Ordem, Paulo Thompson Flores.”

Mas, naquela ocasião, naquele momento, o Conselho Pleno desta Seccional, após discutir a situação do Representado e do exame questionado, concluiu que a fraude era “pontual” e descartou a possibilidade de suspensão do resultado ou cancelamento do exame investigado, e rejeitou os pedidos de afastamento do Representado, realizados pelo presidente do Tribunal de Ética, Délio Lins e Silva e pelo advogado Luiz Sabóia, o qual, é de conhecimento público, alimenta forte oposição à atual Diretoria e Conselho.

No dia seguinte, 18 de maio de 2007, outra matéria intitulada “OAB-DF DESCARTA ANULAÇÃO DE EXAME E MANTÉM FLORES” comenta o segundo pedido de afastamento do Representado, este do advogado Luiz Sabóia, em que o Representante acusou o Representado de crime de improbidade administrativa. Em sua defesa, o Representado argüiu que “a acusação contra ele foi fruto de insinuações maldosas para desviar o foco dos verdadeiros fraudadores do Exame.” E “Não faltou provas para distinguir que as acusações foram desqualificadas. Essas pessoas usaram a oposição (que perdeu nas últimas eleições) para tirar o foco de cima delas. Ficou claro que o que a gente vem tentando demonstrar é que existe uma tentativa de fraude pontual e localizada envolvendo poucas pessoas. Eu mesmo denunciei”.

Há de se considerar que a atitude inicialmente consubstanciada na tentativa de preservação da Diretoria e da Instituição, por serem as conclusões até aquele momento da pontualidade da fraude, de todo modo, causaram grande mal estar na classe e na sociedade em razão do Representado, além de cumular o cargo de Vice-Presidente da Seccional com o de Presidente da Comissão de Exame de Ordem, mesmo no exame em que seu filho faria a prova, cumula, também, e aí com interesse oposto e incompatível, o cargo de Diretor da maior Faculdade de Direito do Distrito Federal. Vide o comentário daquele Representante: “O resultado foi o que eu esperava. Thompson, além de vice-presidente da Ordem, é diretor da maior faculdade de direito do DF. Ele é um homem importante e de influências. O conselho da entidade é formado por 90% dos professores da faculdade na qual ele é diretor.




Topo da página

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 15 de setembro de 2007, 16h36

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 23/09/2007.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.