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Crime e batina

Investigações sobre padre Júlio Lancelotti serão sigilosas

O Tribunal de Justiça de São Paulo decretou sigilo nas investigações que apuram denúncias que envolvem o padre Júlio Lancelotti. O religioso acusa um ex-interno da Febem (atual Fundação Casa) de extorsão. Já o acusado, Anderson Marcos Batista, 25 anos, diz que recebia dinheiro do padre porque os dois mantinham um relacionamento homossexual. Outras denúncias apontam que o religioso teria cometido abusos contra adolescentes nas instituições em que atua.

Segundo reportagem da Folha Online, o SIG (Setor de Investigações Gerais) da 5ª Delegacia Seccional de São Paulo abriu inquéritos para investigar a extorsão e formação de quadrilha contra Batista, além de uma investigação para apurar a acusação de corrupção de menores, no qual Lancelotti aparece como suposto autor.

Nesta segunda-feira (29/10), o TJ autorizou a quebra de sigilo bancário de Lancelotti. Inicialmente, o padre disse que entregou R$ 50 mil ao acusado em três anos. Depois, o religioso disse ter repassado R$ 80 mil a Batista. No último domingo (28), a defesa do padre admitiu que o valor pode chegar a R$ 150 mil. Para o advogado do ex-interno, Nelson Bernardo da Costa, 49, a quantia é bem maior — entre R$ 600 mil e R$ 700 mil, em oito anos.

Lancelotti é conhecido internacionalmente por seu papel na luta por direitos humanos. Os problemas do padre teriam começado em 2001, quando Batista deixou a Febem, onde cumpria medidas socioeducativas por roubo. Lancelotti diz que Batista passou a extorqui-lo ameaçando ir à imprensa acusá-lo de ter abusado sexualmente de seu enteado, de oito anos. Lancelotti nega qualquer abuso.

Com base nas acusações do padre, a Justiça determinou a prisão de Batista, da mulher dele, Conceição Eletério, e dos irmãos Everson e Evandro dos Santos Guimarães. Everson foi o primeiro a ser preso, no último dia 6 de setembro. Ele compareceu a um encontro com o padre, no Belém (zona leste de São Paulo), para receber R$ 2 mil. Os outros três suspeitos foram presos.

Revista Consultor Jurídico, 30 de outubro de 2007, 21h36

Comentários de leitores

14 comentários

Sigilosas só se envolverem o poder, ops...

Bira (Industrial)

Sigilosas só se envolverem o poder, ops...

Prezado Sr., "E. COELHO (Corretor de Seguros...

A.G. Moreira (Consultor)

Prezado Sr., "E. COELHO (Corretor de Seguros)" , Não acredito que haja diferença de tratamento , judicial, entre um "padre" e um "bispo" . O que , parece, existir é uma diferença , muito grande, no tipo de "acusações" !!!

Vale perguntar: Para o padre sigilo e para os b...

E. COELHO (Jornalista)

Vale perguntar: Para o padre sigilo e para os bispos publicidade, porque?

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