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Batida na Polícia

Justiça quebra sigilo bancário do padre Júlio Lancellotti

Foi determinada a quebra do sigilo bancário do padre Júlio Lancelloti. O padre afirma que há anos é extorquido por um ex-interno da Febem que, por sua vez, acusa o padre de manter relacionamento homossexual com ele. A informação foi divulgada pela Agência Estado.

O pedido de quebra de sigilo foi feito pela Polícia Civil e aceito pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A Polícia fez o pedido após a prisão do ex-interno da antiga Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) Anderson Marcos Batista, da mulher dele, Conceição Eleutério, e de Evandro dos Santos Guimarães. Os três são suspeitos de extorquir o padre nos três últimos anos. Outro acusado de envolvimento no crime, Everson dos Santos Guimarães, irmão de Evandro, está detido desde setembro.

Em depoimento à polícia, o ex-interno Batista disse que recebeu entre R$ 600 mil e R$ 700 mil do padre. Segundo o interno, o padre dava o dinheiro espontaneamente porque os dois mantinham um relacionamento sexual.

O ex-interno da Febem disse ainda ter ido com o padre a uma agência bancária do Santander/Banespa no Tatuapé, zona leste da capital paulista, para sacar R$ 40 mil, em outubro ou novembro de 2006. Também afirma ter comprado carros e uma televisão com o dinheiro que recebeu.




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Revista Consultor Jurídico, 29 de outubro de 2007, 20h07

Comentários de leitores

26 comentários

Todo mundo deveria ter um seu amigo oculto banc...

Bira (Industrial)

Todo mundo deveria ter um seu amigo oculto banca tudo. A receita fica atrás da classe média e a coisa rola solta com os amigos do poder.

Lendo os comentários dos colegas, ofensas, apai...

Celso Pereira da Silva (Advogado Autônomo)

Lendo os comentários dos colegas, ofensas, apaixonadas e sumárias condenações e absolvições, me lembrei que quando eu era guri utilizava a expressão "votê", que significava uma exclamação de supresa e indignação, como "nossa", "sai de mim".

Pelo que se pode vêr todos nós, nos "afetamos o...

A.G. Moreira (Consultor)

Pelo que se pode vêr todos nós, nos "afetamos ou transtornamos" , com , pequenas coisas e o que é , mais interessante, por coisas que, sequer nos dizem , diretamente, respeito !!! Não sou amigo , não conheço e nem concordo com a política, filosofia e "modus" de servir a Igreja do "Padre Lancellotti !!! Entretanto, a minha preocupação é de não "condenar" , fora do tempo, uma pessoa que, ainda não teve oportunidade de se defender !!! Gostaria de deixar claro que, ao defender "a causa" de uma pessoa , desconhecida , não tenho em mente me indispor com, outras pessoas, ainda que, também, desconhecidas . Pois a discussão de teses, pontos de vista, princípios ou idéias , ( ainda que acirradas ) , não podem ser confundidas e direcionadas aos seus defensores . Destarte, como prova de que, nada de pessoal ( nem ressentimento) existe, de minha parte para com os meus "discordantes" *Sr. Vitor M.* e *Sra. DALVES* , prometo, que, doravante, não mais comentarei, qualquer opinião que os Srs. emitam nesta tribuna .

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