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Testemunha em questão

Bispo acusado de crime sexual nos EUA tenta evitar prisão

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Está nas mãos de um Juizado de Santa Ana, na Califórnia, um caso que, pela primeira vez na história da Igreja Católica dos EUA, pode levar um bispo à cadeia por acusação de crime sexual. As informações são do site Findlaw.

O bispo Tod D. Brown questionou a Corte por ter enviado, para tratamento médico no Canadá, a testemunha de seus crimes, John Urell. Nesta quarta-feira (10/10), começaram as audiências entre o advogado do bispo, Peter Callahan, e a juíza Gail Andler. A idéia da defesa é evitar que o envio de uma testemunha-chave para fora do país conduza o bispo à cadeia. Na sexta-feira (5/10), quatro vítimas ajuizaram ações civis com pedido de indenização de US$ 7 milhões contra o bispo Tod.

A Igreja tentará salvar o bispo com ofertas monetárias, um acerto jurídico comum e recorrente nos EUA. Em dezembro de 2006, a Arquidiocese de Portland, em Oregon, ajuizou plano de reestruturação para evitar a falência. Ela se comprometeu a pagar US$ 75 milhões para evitar a condenações em 170 processos civis por abuso sexual.

A Arquidiocese de Los Angeles também aceitou desembolsar US$ 60 milhões para 45 autores de ações. Outros casos famosos são o da Diocese do Condado de Orange, Califórnia, que pagou US$ 100 milhões a 87 pessoas, em 2005, e o da arquidiocese de Boston que desembolsou US$ 85 milhões para 552 pessoas.

Em janeiro de 2007, a Diocese da cidade de Spokane, no Estado de Washington, também concordou em pagar US$ 48 milhões a pessoas molestadas sexualmente por padres.




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 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 10 de outubro de 2007, 16h14

Comentários de leitores

2 comentários

Ele quer escapar da prisão? que venha ao Brasil...

Roland Freisler (Advogado Autônomo)

Ele quer escapar da prisão? que venha ao Brasil, onde o STJ deu liberdade à um padre condenado por atentado violentoi ao pudor.

Ups, a serem verdeiras as acusações, Sua Emin...

Richard Smith (Consultor)

Ups, a serem verdeiras as acusações, Sua Eminência deverá ir para o xilindró, o qual, lá como cá, não é lá muito suave com os culpados por crimes sexuais. Se o referido prelado realmente gostava de sexo com jovenzinhos púberes, como muitos dos atuias sacerdotes americanos (= PEDERASTIA e não PEDOFÍLIA, como erroneamente se divulga), deverá encontrar do que gosta na cadeia! Triste, mas coerente, não?

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