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Fila do pedágio

No leilão das rodovias, empresa espanhola ganha 5 lotes

A empresa OHL Brasil, de origem espanhola, venceu cinco dos sete lotes colocados em leilão para concessão de rodovias federais, nesta terça-feira (9/10). Dos dois lotes, um ficou para a empresa Acciona, também espanhola, e outro para o grupo BR Vias. O leilão aconteceu na sede da Bovespa, em São Paulo. Deságios de até 65% sobre o valor das tarifas de pedágio por trechos definidos foram registrados. A cobrança começará no ano que vem. As informações são da Agência Brasil.

A OHL venceu os leilões iniciais com deságios de 39,35% a 65,43%, para os lotes 2 (BR-101, ligando o Paraná a Santa Catarina), 4 (BR-101, entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo), 5 (BR-381, a rodovia Fernão dias que liga Minas Gerais a São Paulo), 6 (BR-116, a Regis Bittencourt entre São Paulo e Paraná) e 7 (BR-116, do Paraná a Santa Catarina). O lote 1 foi vencido pela empresa BR Vias (BR-153, entre São Paulo e Minas Gerais) e o lote 3 (BR-393, do Rio de Janeiro ao Espírito Santo) pela Acciona.

O leilão chegou a ser parcialmente interrompido. A Acciona, que estava excluída da parte final do evento, conseguiu garantir judicialmente a abertura de suas propostas. A Associação Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) abriu os envelopes da empresa para os lotes que já haviam sido leiloados, mas a Acciona não conseguiu alcançar os preços que a OHL Brasil já havia oferecido.

O leilão foi realizado pela ANTT e envolveu sete lotes de estradas federais, com trechos parciais e completos. Além de obedecer às exigências técnicas estabelecidas pelo governo, venceram as empresas que ofereceram a menor taxa de pedágio, a ser cobrada dos usuários, por trechos com totais de quilômetros definidos.

Na segunda-feira (8/10), o juiz Paulo Cristovão de Araújo Silva Filho, da 3ª Vara Federal de Curitiba, atendeu pedido do Ministério Público para impedir a venda de três lotes do leilão no Paraná. Mas, na manhã desta terça, a desembargadora Silvia Goraieb, presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Região Sul), cassou a liminar.




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Revista Consultor Jurídico, 9 de outubro de 2007, 20h05

Comentários de leitores

12 comentários

Rs... desculpem pelo ezemplo, foi sem querer......

patriotabrasil (Contabilista)

Rs... desculpem pelo ezemplo, foi sem querer.... "exemplo"

Eu não entendo porque o mundo já não acordou pa...

patriotabrasil (Contabilista)

Eu não entendo porque o mundo já não acordou para esse grave problema. Nenhum particular deve ter veículos, os veículos tem que pertencer a empresas ou mesmo a autarquias e estes devem ser reestruturados completamente. Os veículos deviam ser dotados de capsulas de contenção dos ocupantes feitas de um material tipo os utilizados em naves espaciais, portanto muito caros e impossível de pertencer a um só cidadão, porém, quantas vidas não seriam poupadas? Não teríamos mais estradas comuns, e sim dutovias tipo túneis de circulação que poderiam ser aéreos ou subterrâneos e durariam para sempre tanto os veículos quanto as dutovias, esse veículos seriam movidos a energia solar em conjunto com a energia eletrica e nada de brigas de pedágio, pedágio nunca mais, pois considero o pedágio uma bitributação, ora ao pagarmos a cid por ezemplo o que fazem com o dinheiro? Acorda Brasil...... Pense tambbém em quantos crimes cometidos via veículos seriam evitados, menos trabalho pra policia, justiça etc... Governantes acordem... O alcool eo petróleo só destroe...

E continuaremos a recolher IPVA, para recuperar...

Miguel Godinho Bastida (Estudante de Direito)

E continuaremos a recolher IPVA, para recuperar nossas rodovias que, depois de devidamente saneadas, serão repassadas para a iniciativa privada explorar-nos, estorquir-nos, como acontece aqui em Vitória, ES, onde pagamos duas vezes para passarmos pela 'Terceira Ponte', ou seja, pagamos na ida e novamente na volta. Negócio altamente lucrativo, para eles. Observe-se que tal ponte está inserida em uma zona urbana, ligando duas cidades, integrantes da região metropolitana de nossa capital, ou seja, um aglomerado urbano onde inúmeros cidadãos moram em uma cidade e trabalham noutra, sendo que alguns fazem o trajeto várias vezes ao dia. Tal pedágio é uma verdadeira mina de ouro. Reconheço que o serviço, caro, prestado tem boa qualidade. Mas, duas vezes cobrado.

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