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Fora dos depósitos

Justiça do DF destruirá 300 máquinas caça-níqueis na segunda

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal vai destruir, na segunda-feira (3/12), 300 máquinas caça-níqueis no estacionamento do Complexo da Polícia Civil. A ação é resultado do trabalho realizado pela Coordenadoria da Recepção, Guarda e Expedição de Armas e Instrumentos de Crime do Tribunal.

A destruição está a cargo do Juiz Benito Augusto Tiezzi, que em março de 2006 determinou a destruição de 150 máquinas caça-níqueis. De acordo com a Polícia, a apreensão e destruição desse material servem para coibir a realização de jogos de azar, delito previsto no artigo 50 da Lei de Contravenções Penais.

As 300 máquinas que serão destruídas abarrotam os depósitos públicos e delegacias do Distrito Federal. Após perícia, o Instituto de Criminalística da Polícia Civil do DF extraiu desses equipamentos componentes para reutilização, como monitores, transformadores e contadores de cédulas, usados em delegacias para constatar a veracidade das notas apreendidas. As peças serão doadas a entidades sem fins lucrativos, e as cédulas e moedas encontradas no interior das máquinas serão destinadas ao Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).

O Serviço de Guarda de Objetos de Crime do TJ-DF (Sergoc), também recolhe objetos de crime apreendidos em processos judiciais. Além da doação de brinquedos, roupas de cama e ferramentas à Novacap, Terracap e outras instituições locais, o Sergoc participa do projeto instituído pela Fundação Nacional de Amparo ao Preso (Funap) com a doação de ferramentas e bicicletas. O material doado é utilizado em ações de limpeza urbana e na fabricação de cadeira de rodas pelos presos. Os objetos são doados a pessoas carentes e portadoras de deficiência física.

Periodicamente, o Tribunal do Distrito Federal, por meio do Sergoc, realiza ações para desafogar seus depósitos e contribuir com iniciativas sociais. Em outubro de 2005 e novembro de 2006, o Tribunal doou mais de 300 bicicletas à Funap. Elas foram destinadas ao projeto “Liberdade sobre Rodas” para serem transformadas em cadeiras de rodas. O projeto é desenvolvido por detentos e tem como objetivo promover a ressocialização dos presos através do estudo, do trabalho e da capacitação profissional.

Revista Consultor Jurídico, 30 de novembro de 2007, 12h30

Comentários de leitores

3 comentários

Quem é contra a liberação do jogo também deveri...

LUÍS  (Advogado Sócio de Escritório)

Quem é contra a liberação do jogo também deveria ser contra o sorteio dos processos. Por que sortear? A gente deveria poder escolher o juiz que pensa como a gente e dá uma liminar em determinado assunto. Querem proibir o jogo mas nos obrigam a jogar na roleta da Justiça. Sacanagem.

Petró, não fale assim dos caças-níqueis de Jesu...

LUÍS  (Advogado Sócio de Escritório)

Petró, não fale assim dos caças-níqueis de Jesus. Você pode ir para o inferno depois de morrer! Cuidado, rapaz. Loteria esportiva, Mega Sena, raspadinha, CEF tudo bem. Quando é o Estado que patrocina, pode tudo, cigarro e bebida, bolsa de valores. E viva o Brasil!

Destroem as máquinas, prendem os donos, no pete...

Petró (Bancário)

Destroem as máquinas, prendem os donos, no petexto de salvaguardar a economia popular. Quando é que vão prender os donos dessas igrejas que tomam, descaradamente, o dinheiro dos fiéis, com promessa de que Deus vai dar multiplicado? Pelo menos nos bingos o cara vai jogar sabendo que pode perder tudo, mas nas igrejas os pastores garantem que vão ficar ricos e mostram exemplos com pessoas que dizem que ganharam casas, carros e empregos bem remunerados. Este é o meu país. Infelizmente.

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