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Caso Richthofen

TJ paulista mantém condenação de Suzane von Richthofen

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Fracassou a tentativa da defesa de Suzane von Richthofen de anular a decisão do Júri que a condenou a 39 anos e seis meses de prisão pelo assassinato de seus pais, Marísia e Manfred Von Richthofen, em outubro de 2002. A defesa alegou que as perguntas feitas pelo juiz Alberto Anderson Filho para os jurados foram confusas.

O advogado de Suzane, Mauro Nacif, alegou também que Suzane não poderia ter tido as penas somadas, uma vez que os crimes foram continuados. Segundo ele, o juiz somou as penas (pelos assassinatos do pai e da mãe), quando deveria considerar que o crime foi continuado. Isso garantiria pena menor.

Os argumentos não foram aceitos. O pedido foi negado pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. O advogado Alberto Zacharias Toron atuou como assistente de acusação.

Se o julgamento fosse anulado, Suzane seria colocada em liberdade. Além do recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo, a defesa de Suzane aguarda o resultado de um Recurso Especial ajuizado no Superior Tribunal de Justiça, com o argumento de que Suzane foi levada a julgamento antes do trânsito em julgado da sentença de pronúncia.

Suzane e os irmãos Daniel e Christian Cravinhos foram condenados, em julho de 2006, pelo 1º Tribunal do Júri de São Paulo, na Barra Funda. Suzane e Daniel, seu ex-namorado, foram condenados a 39 anos e seis meses de prisão. Christian terá de cumprir 38 anos e seis meses.

Manfred e Marísia von Richthofen foram assassinados com golpes de barra de ferro em outubro de 2002, enquanto dormiam, em casa, no Brooklin (zona sul de São Paulo).

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 22 de novembro de 2007, 14h43

Comentários de leitores

9 comentários

Ae seu dotô quem procura acha..é muito "barulho...

futuka (Consultor)

Ae seu dotô quem procura acha..é muito "barulho" pro meu gosto, será que o defensor desses(a) criminosos(a) não tem mais o que fazer(?) ,,além do que, segundo consta a mesma foi deserdada dos bens de seus pais dada as circunstâncias e os cumplices são uns "duros"! Que interesses "movem" os envolvidos, que na minha opinião deveriam ficar "quietinhos" em suas celas, procurando (se conseguirem) a resocialização enquanto no cumprimento da pena. A qualquer momento fazem um "barulho", o cidadão de um modo geral cada vez mais e mais toma conhecimento do andamento e não se satisfaz, quem sabe se não haverá algum "benfeitor-observador"(talvez algum parente das vitimas) que poderá quiçá levá-los(a) a(os) mesmos(a) a "tirar umas prolongadas férias" no vale dos "pés-juntos",,nunca se sabe. O mundo nos traz tantas surpresas, não é!

Prezado Landel, Parabens por exprimir a real...

RBS (Advogado Autônomo)

Prezado Landel, Parabens por exprimir a real sensação de impunidade em que estamos. Se a punição fosse aplicado de forma exemplar para todos, haveria uma drastica diminuição nos " acertos de contas " que existem por aí. Não sou a favor da Pena de morte, muito menos de justiceiros, mas também não aceito criaturas que matam pais, mulheres, filhos, etc. andando felizes por aí depois de cumprirem poucos anos de prisão. Aqueles que eles mataram, cumprem prisão em algum jazigo ou valeta eternamente....

O comentarista Eduardo Hammer tem toda razão. ...

Landel (Outro)

O comentarista Eduardo Hammer tem toda razão. É um sentimento até agora falado em voz baixa e que aos poucos começa a ser falado de forma mais séria e plenamente concebível. Acredito porém que o ofendido tem todo o direito de pessoalmente acertar as contas, mesmo que seja a bala, já que toda a estrutura legal e judiciária, sabidamente montada nesses últimos anos para beneficiar os políticos quando cometem crimes, desde um simples vereador até um senador, acabou por se tornar um trem da alegria para os criminosos e seus advogados, com seus inesgotáveis recursos, variados truquinhos e diversos estelionatos jurídicos, que permitem aos mais cautelosos, ao premeditarem seus crimes, calcularem, pelo conhecimento da lei ou consultando seus advogados, o desfecho do que vão fazer. Esse tem sido o centro da questão. Leis feitas para benefício de um obsceno foro privilegiado, tornando criminosos da administração pública inimputáveis por assim dizer, sejam eles do legislativo ou do judiciário. E que ajudam imensamente os mais diversos criminosos, pois de uma forma geral, as tecnicalidades da lei que ajudam um grupo servem de passagem a outro. Leis que permitem sentenças que vão contra o senso de justiça e decência e que auxiliam advogados mercenários de forma inegável na esperteza desonesta, nas tecnicalidades estéreis e nos joguinhos jurídicos, em desgraça da sabedoria jurídica, do julgamento coerente e da correção moral. Assim é que é possível essa longa estrada de atentados contra o cidadão comum. Fabrício Klein atropelou um pedreiro em 1996, mas a promotora que devia denunciá-lo, alegou que como o pedreiro havia morrido ao ser atropelado por um carro a 130 kms.por hora, Fabrício não era culpado de omissão de socorro, mesmo tendo fugido do local sem parar para ver como estava o pedreiro, porque, ora essa, o pedreiro já havia morrido e não podia mais ser socorrido. A juíza do caso aceitou a tese. Afinal, um era pedreiro e o outro era filho do ministro Odacir Klein. Em 1997, 5 jovens da classe média brasiliense jogaram álcool sobre o índio Galdino e atearam fogo em seu corpo. Com 97% do corpo queimado, Galdino, depois de 3 dias de sofrimento morreu. Mas o judiciário brasileiro se supera. Orientados pelos seus advogados, os rapazes afirmaram que era só uma "brincadeira", que até mesmo haviam jogado boa parte do álcool na grama para que o pobre índio não corresse nenhum risco. Que piedosos. E uma justiça mais piedosa ainda. O menor que estava com eles, alegou estresse ao cumprir a pena sócio educativa e foi mandado de volta para casa. 10 anos depois, em meio a incontáveis atrocidades desse sistema, que chamamos de judiciário, o promotor Wagner Grossi atropela e mata uma família inteira em Araçatuba. Sai do veículo, exibe a carteira para a polícia, diz que não vai fazer o exame de embriaguez, que um médico constata nele na delgacia. É promotor, não se submete, mata e ainda tem foro privilegiado. Está impune e qualquer coisa ele manda prender. Rodamos a estrada alguns quilômetros mais e em 2007 mesmo, no último feriado, uma adolescente, dirigindo a toda velocidade em Praia Grande Grande, atropela e fere gravemente três pessoas, bate em mais carros, para o carro perto das vítimas, sai do carro, se senta na calçada e diz às pessoas que chegam que resolvam o caso, que ela está de viagem marcada para o exterior. E o que lhe acontece? É agraciada com medidas sócio educativas, isso se ela quiser cumprir essas medidas. Assim temos que entender que a idéia de abatermos a tiros o agressor ou assassino de um familiar nosso, que recebeu a indulgência do judiciário, porque é rico, influente e se valeu dos truquinhos técnicos de algum advogado, não tem nada de errado, nem tem nada de barbárie. É apenas a reação correta e justa de quem não se conforma em ver, que sim, quem faz a injustiça com as próprias mãos, esse sim se sai bem, esse sim é protegido. Não é preciso contratarmos ninguém para isso. Aprender a atirar bem, de perto ou de longa distância é coisa fácil. E sem dúvida dará uma certeza para os criminosos até agora sorridentes e tranqüilos. A certeza de que quando o juíz bater o martelo e lhes der a liberdade, estarão condenados. A certeza de que quando saírem do tribunal, não haverá lugar seguro para irem. Há alguma coisa de errado em acertar as contas assim? Landel - http://vellker.blog.terra.com.br

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