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Quinta denúncia

Ex-delegado da PF é denunciado por furto de produtos apreendidos

O Ministério Público Federal ofereceu a quinta denúncia contra o ex-delegado chefe da Polícia Federal em Marília (SP), Washington da Cunha Menezes. Dessa vez, a acusação é de peculato e formação de quadrilha. Segundo o MPF, em parceria com outros quatro policiais, Menezes se apropriou de mercadorias, sobretudo produtos de informática, apreendidas durante operação contra contrabando realizada na rodovia Raposo Tavares, em maio de 2001.

De acordo com a denúncia, os fatos vieram à tona no curso da Operação Oeste, que desmantelou quadrilha formada por agentes de segurança pública federais e estaduais, ex-policiais e particulares que cometiam crimes na região Oeste do estado de São Paulo. O MPF conta que uma vítima da quadrilha montada na PF de Marília, enquanto esteve presa, viu o delegado e um policial retirando mercadorias apreendidas do depósito instalado na garagem da Delegacia.

Informações mais detalhadas sobre o esquema, segundo o Ministério Público, foram reveladas por Mohamed Nasser Abucarma, preso durante a Operação Oeste. Ele responde processo por corrupção passiva e interceptação telefônica clandestina. Na denúncia, consta que o acusado confirmou que o delegado e policiais que participaram da operação na estrada carregaram uma caminhonete e o carro do delegado com produtos de informática desviados da apreensão. Na ocasião, a testemunha teria ganhado do delegado uma garrafa de uísque importado.

Além do delegado, são acusados pelos crimes quatro outros agentes federais: Emerson Yukio Ide, Emerson Luis Lopes, Celso Ferreira e Sandro Ricardo Ruiz. Todos participaram da operação.

A operação

Quatro ônibus foram parados pela equipe do delegado Menezes durante a operação realizada na Raposo Tavares, em Ourinhos. Conforme a denúncia, só o ônibus dirigido pelo motorista Amauri de Oliveira foi apreendido e conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Marília.

Após o depoimento de Amauri de Oliveira, a Polícia Federal localizou 17 dos 21 passageiros do ônibus, que confirmaram o teor de suas informações. Muitos afirmaram ter visto uma caminhonete sair da Delegacia carregada de mercadorias. Para os procuradores Célio Vieira da Silva, André Libonati, Fabrício Carrer e Fábio Bianconcini de Freitas, que atuam no caso, não há dúvidas: o delegado e os agentes da PF saíram da Delegacia naquela manhã de maio de 2001 com o objetivo de se apoderar das mercadorias trazidas pelos passageiros dos ônibus.

A Justiça Federal é quem vai responder à questão. Se a denúncia for aceita, este será o quinto processo criminal que Menezes responderá. Nos outros, ele responde pelos crimes de concussão, extorsão, peculato (dois processos), quadrilha e corrupção.

Revista Consultor Jurídico, 13 de novembro de 2007, 12h21

Comentários de leitores

2 comentários

A PF. suas maculas e os maculados. Talvez, ...

Juridico (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

A PF. suas maculas e os maculados. Talvez, eles tenham furtados esses suprimentos com o nobre intuito de usá-los nas infindáveis e fantásticas operações que malferem os nossos direitos individuais, ou melhor, furtaram para interesses próprios, para fazer frente aos ótimos salários. Agora, quem furta é ladrão, não é policia. Por que esses ladrõezinhos de contrabandistas não estão presos? Porque no Brasil quem prende para depois investigar é a PF. Avante cidadãos! Sempre coexistirão os bons e os ruins! Yang e Yin.

Uma maçã podre não estraga a árvore frondosa e ...

Armando do Prado (Professor)

Uma maçã podre não estraga a árvore frondosa e virtuosa. Aos que querem o fim ou desgraça da PF: AVANTE PF!

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