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Nó marcial

Julgamento de tenente que não foi à guerra é cancelado nos EUA

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Um tenente norte-americano, que seria submetido a uma corte marcial pela segunda vez por ter se negado a ir à Guerra do Iraque, teve o julgamento cancelado. O primeiro-tenente Ehren Watada se recusou a ir para o Iraque, em 22 de junho de 2006, “para não cometer homicídios”. O primeiro julgamento dele foi cancelado. As Forças Armadas dos Estados Unidos insistiram para que o julgamento ocorresse. Nada feito. Um juiz da corte marcial pediu tempo para “pensar o que fazer sobre o caso”. As informações são do site Findlaw.

Em fevereiro, o tenente-coronel John Head, que atuava como primeiro juiz no caso, suspendeu o processo contra Ehren Watada. O pedido foi feito pelo governo americano. O juiz rejeitou o argumento de “estipulação de fato”, um acordo sobre certos detalhes do julgamento. O tenente, de 28 anos, que já lutou na Guerra do Afeganistão, poderia ser condenado a quatro anos de prisão e passaria compulsoriamente para reserva.

Na sexta-feira (9/11), o juiz Benjamin H. Settle, da Corte Federal de Tacoma, Washington, considerou que o governo abusou da força quando pediu a anulação do primeiro julgamento. Agora, não poderia tentar reconduzir o tenente a uma nova Corte Marcial.

Watada terminou seu serviço militar, em dezembro de 2006. Mas a promessa do julgamento do caso em uma Corte Marcial impediu sua dispensa. Hoje, ele presta serviços administrativos em Fort Lewis, ao sul de Seattle.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 12 de novembro de 2007, 17h25

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