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Propinoduto italiano

Demarco diz que não recebeu dinheiro da Telecom Italia

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O empresário Luís Roberto Demarco Almeida enviou notificação à revista eletrônica Consultor Jurídico contestando informações publicadas na reportagem Propinoduto italiano – Caso das teles cresce na Itália e aperta brasileiros. A notificação, assinada pelos advogados Maria Elizabeth Queijo e Eduardo Medalion Zynger, informa que Demarco “não conhece nem manteve qualquer contato com “Bernardini” ou “Luciane Araújo”, muito menos recebeu recursos ou os repassou a quem quer que seja”.

A reportagem, publicada na ConJur nesta quinta-feira (8/11), trata das investigações do Ministério Público italiano sobre um amplo esquema de espionagem e corrupção montado pela multinacional de telecomunicações Telecom Itália naquele país com ramificações no Brasil.

A reportagem reproduz o teor das informações do ex-chefe de segurança da empresa Mario Bernardini prestadas a procuradores italianos. Segundo o depoimento de Bernardini, que declarou em troca dos benefícios da delação premiada, a Telecom Italia distribuiu generosas propinas no Brasil a parlamentares, servidores públicos, lobistas e agentes da Polícia Fedreal para que favorecessem a empresa em sua disputa com o Grupo Opportunity pelo controle acionário da Brasil Telecom. De acordo com Bernardini, Demarco seria um dos beneficiados com os pagamentos.

As acusações do ex-chefe de segurança da Telecom Itália foram confirmadas em entrevista concedida com exclusividade à ConJur por Luciane Araújo, uma brasileira que trabalhou como intérprete-tradutora na Telecom Italia. Também citado na reportagem, o lobista brasiliense Alexandre Paes dos Santos nega qualquer envolvimento com os fatos e personagens do propinoduto das teles.

Em sua defesa, Demarco apresenta sua versão do caso Kroll: “Quando controlada pelo Grupo Opportunity, a Brasil Telecom S.A. contratou a Kroll, empresa de investigação internacional para investigar desafetos do aludido grupo. O notificante, envolto em diversos litígios com o Grupo Opportunity e Daniel Valente Dantas, no Brasil e no exterior, foi alvo de achaque de investigadores inescrupulosos”. Ainda segundo Demarco, sua vida e a de seus familiares, bem como suas empresas foram vasculhadas pelos investigadores, de forma criminosa “muitas vezes com o auxílio de servidores públicos”.

Diz ainda que o Ministério Público ofereceu três denúncias contra Daniel Dantas que foram acolhidas pela 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Demarco informa que foi admitido como assistente de acusação em duas delas.

Depois de acusar órgãos da imprensa de disseminar informações falsas a seu respeito para favorecer Daniel Dantas, Demarco, por seus advogados, exige a retirada da reportagem publicada na Consultor Jurídico.

 é diretor de redação da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 8 de novembro de 2007, 18h32

Comentários de leitores

3 comentários

Acho que o sr Demarco de quem nunca havia ouvid...

mario (Consultor)

Acho que o sr Demarco de quem nunca havia ouvido falar deve ter suas razões, mesmo porque 100 milhões de super-faturamento para (distribuição corrupta) foi divulgado pela revista Isto É no caso que realmente envolvia os personagens mencionados. quais sejam, Daniel Dantas, Brasil Telecom, BRT, Telefônica e mais, que a transação ilícita acontecera dentro das dependencias da Anatel na calada da madrugada no ano 2000. Estão querendo faturar mais essa para o pós governo FHC. As chamadas telegang,s, apelido que os proprios envolvidos se auto apelidaram, são personagens no livro de autoria de dois jornalistas italianos com o titulo (O CASO TELECOM), que as autoridades se leram não fazem muita questão de ve-la divulgada na boca do povo, os usuários dos serviços telefonicos privatizados e em mãos desta mesma gente, tanto internacionais quanto nacionais, iguais.

Tenho fé.

Luismar (Bacharel)

Tenho fé.

Ahã! Acredito. Piamente!

Richard Smith (Consultor)

Ahã! Acredito. Piamente!

Comentários encerrados em 16/11/2007.
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