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Véspera da páscoa

Policiais federais de todo o Brasil prometem operação-padrão

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Policiais federais de todo o Brasil prometem fazer operação-padrão no país, às vésperas do feriado de páscoa. O Sindicato dos Servidores de Polícia Federal do Estado de São Paulo, ligado à Federação Nacional dos Policiais Federais, diz que vai dar início a operação-padrão no aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), na próxima quarta-feira (4/3), véspera do feriado de páscoa.

Nesta quinta-feira (29/3), a Federação Nacional dos Policiais Federais emitiu comunicado em que se mostra descontente com o governo.

Os agentes federais estão em estado de greve desde o dia 15 de fevereiro. O motivo alegado é o não cumprimento do acordo assinado no dia 2 de fevereiro de 2006, com o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. O compromisso dizia que haveria um reajuste salarial de 70% dividido em duas parcelas, de 35% cada. A intenção dos policiais é diminuir a diferença salarial da categoria entre outros órgãos.

Conheça a nota:

“A Fenapef e outras entidades representativas do DPF participaram da reunião convocada pelo ministério do Planejamento no início da tarde de hoje em Brasília. No entanto, mais uma vez as conversas e entendimentos com o governo acabam em Frustração para os policiais federais. Além de não apresentar qualquer solução que indique que o governo honrará com sua palavra cumprindo o que foi assinado quando das negociações para a recomposição salarial, o Planejamento optou mais uma vez pela tática da “embromação”.

Mesmo tendo participado de todos os entendimentos com os policiais federais ao longo dos últimos meses, o Senhor Sérgio Mendonça, secretário Nacional de Recursos Humanos e representante do ministro Paulo Bernardo, se fez de desentendido. Para ele o acordo assinado é uma peça de ficção. Para nós não!

Mais do que isso. Sérgio Mendonça teve a cara-de-pau de propor que a Lei Orgânica da Polícia Federal, que para nós é uma peça de fundamental importância para o futuro da instituição, seja transformada em uma mera discussão de índices salariais.

A Federação Nacional dos Policiais Federais, como é de sua tradição, seguirá lutando para consolidar uma proposta de Lei Orgânica que atenda aos anseios de TODO o Departamento de Polícia Federal. Seguiremos mobilizados também para garantir o que foi prometido, acordado e assinado, pelo governo federal.“

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 29 de março de 2007, 17h28

Comentários de leitores

4 comentários

Lula promulgou o salário mínimo de uma professo...

Band (Médico)

Lula promulgou o salário mínimo de uma professora a nível nacional: 800,00 Quantas vezes ganham estes policiais o que uma professora que executa um trabalho essencial e de repercussão por uma vida na educação das pessoas! Podem ser mais importantes do que elas para que impessam as pessoas de voarem? Está ai o apagão aéreo que persegue o país há seis meses. Em vez do cidadão e eleitor decidir se é melhor militarizado ou civil, os "donos" da função decidem que querem aumento e como querem e na hora que querem que as coisas seja feitas para si! Privatizaram para si o setor que juraram defender com risco da própria vida. Agora usam de chantagem contra o povo brasileiro. E a solução provavelmente será uma carreira de servidores públicos com o poder na mão para chantagearem a hora que quiserem o transporte de pessoas! Mais um monstro que virá comer o contribuinte para interesses próprios dos que receberão de mão beijada este poder sobre o povo! Um dia o contribuinte perceberá que já paga 38,8% do PIB e eles ainda não estão satisfeitos, sempre querendo mais e mais! Descobrirá de onde vem a probreza da maioria que a minoria já come quase a metade!

É comum dizer que todos só olham pro "seu" umbi...

graziela (Delegado de Polícia Federal)

É comum dizer que todos só olham pro "seu" umbigo, quando, na verdade, todos também só olham para os "seus". Aquele que está na fila do aeroporto só quer pegar o "seu" vôo na hora certa, porque não quer prejudicar os "seus" compromissos. Aquele que está na fila do passaporte só quer tirar o "seu" passaporte no dia certo para não prejudicar a "sua" viagem. O cidadão vai ao Procon ou ao Poder Judiciário ou à imprensa reinvindicar o "seu" direito. E aqueles que arriscam as vidas para cuidar do "interesse público", abdicam da "vida privada" em muitas oportunidades, trabalham nas madrugadas sem receber o adicional noturno constitucional, não recebem por horas extras e também não conseguem compensar, esses policiais que exercem uma das profissões mais ingratas e desmerecidas pelo governo fazem o quê? Por que que o direito de viajar de um é mais importante do que o direito de reinvidincar do outro? Estamos em um Estado Democrático de Direitos e Deveres, mas também num mundo capitalista selvagem, em que todos só buscam o seu bem-estar pessoal e "o resto - me referindo aos policiais - que se virem para conquistar mínimas condições de trabalho e respeito, mas não me incomode na minha poltrona"!

O problema está aí. Como acontecem todas vezes....

JCláudio (Funcionário público)

O problema está aí. Como acontecem todas vezes. Primeiro o governo sinaliza com um acordo. Depois descumpre o acordo. Você procura dialogar para ver se o acordo será cumprido. A resposta é negativa. Mas nos bastidores o governo dá uma sugestão. Façam uma grave para podermos justificar para a sociedade o aumento salarial. Qual é a solução? É ir à greve. Independente de qualquer situação. A greve é deflagrada. A sociedade é que se lixe. Pouco depois o aumento sai, já que o governo não tinha outra opção. Portanto, é assim que funciona a coisa nos bastidores do poder. E ainda tem mais. Sem falar nas reuniões que são marcas para tratar do assunto. É uma atrás da outra. É conversa daqui, é ligações pra cá e pra lá. É reunião desmarca e reunião remarca. Enquanto isto, estamos em greve. E haja paciência. Depois de uns 45 dias ou mais, sai o resultado. Ganhamos o aumento. E todo mundo fica feliz. Pode parecer brincadeira, mas juro que é verdadeira esta situação.

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