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Morte encomendada

TJ do Amazonas decide se recebe denúncia contra procurador

O Tribunal de Justiça do Amazonas deve decidir, nesta quarta-feira (22/3), se aceita a denúncia contra o procurador afastado Vicente Cruz. Ele é acusado de ter contratado pistoleiros para matar o atual procurador-geral do MP, Mauro Campbell.

O relator do caso, desembargador Domingos Chalub, mandou libertar Cruz, que foi preso no dia 9 de janeiro acusado de encomendar a morte de Campbell por R$ 20 mil para um pistoleiro. Na época, o desembargador argumentou que não havia elementos para manter o procurador preso.

No dia 5 de janeiro, um advogado de Manaus, a pedido de um tal Frank, estelionatário chegado a pequenos golpes, denunciou ao secretário-geral do Ministério Público do Amazonas que estava em andamento uma trama para assassinar o procurador Mauro Campbell Marques.

O próprio Frank contou que tinha sido contratado por R$ 20 mil, por um agenciador conhecido como Élson, para matar o procurador. Até então não se sabia quem era o contratante. Só na manhã de segunda-feira (8/1), o secretário-geral informou Vicente Cruz da denúncia. Cruz ligou imediatamente para Campbell para lhe prestar solidariedade. Em seguida, ligou para o agenciador mandando abortar a trama. Como o telefone do agenciador já estava grampeado com autorização judicial, a Polícia chegou ao contratante.

Vicente Cruz negou a acusação. Sobre as negociações com o agenciador, monitoradas pela Polícia, ele explicou que na verdade se tratava da contratação de uma laje que ele tinha doado a uma igreja de Manaus. O padre da igreja, segundo reportagem no jornal A Crítica, não sabia da laje, nem da doação. Segundo o pároco, Vicente Cruz havia feito uma doação em dinheiro para a igreja e nada mais.

Segundo apurou a Polícia, Frank foi a segunda opção de Vicente Cruz e do agenciador para executar o crime. Antes, Élson havia contratado e pagado um ex-presidiário conhecido como Carioca para fazer o serviço.

Revista Consultor Jurídico, 22 de março de 2007, 17h26

Comentários de leitores

3 comentários

No máximo, a "punição" será a aposentadoria com...

José Carlos Portella Jr (Advogado Autônomo - Criminal)

No máximo, a "punição" será a aposentadoria compulsória. Já vimos esse filme antes em alguma republiqueta dos trópicos...

caro procurador Vladimir, vc conhece algum proc...

HERMAN (Outros)

caro procurador Vladimir, vc conhece algum procurador da república demitido na história da PGR? In casu, pouco importa ser inépta a denúncia ou não, certamente o procurador Vicente não será preso e nem perderá o cargo. Digo isto, sem adentrar no mérito da culpabilidade, até pq não conheço a realidade dos fatos e não acredito em tudo que leio.

Vai ver essa denúncia também é inepta... Ser...

Vladimir Aras (Procurador da República de 1ª. Instância)

Vai ver essa denúncia também é inepta... Será que o MP/AM descreveu a cor dos olhos dos réus?

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