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Suprema polêmica

STF contesta reportagem da Folha que ataca Gilmar Mendes

Neste mesmo sentido, a acusação traz trecho do interrogatório de César Herman, nos autos da ação penal referente à Operação Anaconda, quando indagado sobre as anotações relativas ao livro caixa do escritório:

“RELATORA: E a anotação A.A.C. [anoto eu, significando Antônio Augusto César], 30 mil dólares?

ACUSADO: Isso em 2001, se não me falha a memória, doutor Antônio César, por proximidade com a casa dele, pediu a utilização de três salas do escritório, foi combinado com o doutor que ele pagaria metade da despesa do escritório, só que o doutor Antônio César acabou não pagando essas despesas, no período todo que ele ficou lá, esperando uma hora que ele pudesse pagar.

RELATORA: Esse débito de 30 mil dólares é referente a essas despesas?

ACUSADO: Coisas pequenas, 2000, 2 mil e pouco, quatro, 5 mil reais de despesas, que eram divididas ao longo de três, quatro anos, acabaram acumulando isso.

RELATORA: Fez algum contrato com ele escrito?

ACUSADO: Não chegou a assinar, exclusivamente e especificamente de despesas que eu cobri dele do escritório e ele não me ressarciu.

RELATORA: E outros negócios com ele, não havia?

ACUSADO: Vendi uma Cherokee pra ele, que não me pagou, está incluído nessa despesa.

RELATORA: Somou tudo?

ACUSADO: Ele já gastou o salário dele de 2008.

RELATORA: Fez confissão de dívida?

ACUSADO: Fiz.

RELATORA: Chegou a falar com ele?

ACUSADO: Fiz, ele é ruim de pagar.

RELATORA: Quanto tempo o doutor Antônio Augusto César ocupou a sala?

ACUSADO: Salvo melhor engano (sic), a partir de 2000 ou início de 2001.

RELATORA: E nunca pagou?

ACUSADO: Só algumas despesas.

RELATORA: Nunca foi cobrado?

ACUSADO: Foi sempre cobrado.

RELATORA: Nunca solicitou que se retirasse?

ACUSADO: Nunca teve dinheiro para pagar, sempre apertado, sem dinheiro para pagar.

RELATORA: Por que não foi solicitada a sala de volta?

ACUSADO: O valor total da locação seria o mesmo com ele, seria...

RELATORA: Como assim?

ACUSADO: As salas já estavam alugadas, se ele estivesse lá, ou não estivesse lá, o aluguel seria pago de qualquer jeito.

RELATORA: O senhor participou de uma ocorrência envolvendo o subprocurador Antônio Augusto César no aeroporto?

ACUSADO: Não, de maneira nenhuma, o policial que foi solicitado para conversar com o doutor Antônio Augusto César, ele foi lá e verificou que se tratava de jóias pessoais da doutora Roberta, esposa do doutor Augusto César. Por esse motivo, as jóias que estavam no corpo dela, elas apitavam toda vez no detector de metal e para não ter um constrangimento maior, de tirar as jóias, ser despida no aeroporto por conta disso, foi chamado Marcos, chegando lá, o doutor César se identificou, viu que a esposa dele não estaria portando nenhuma arma, simplesmente jóias agregadas ao corpo, ia continuar dando sinal, dando sinal de portar metal. E esse Marcos foi lá, esse policial, verificou a situação, liberou normalmente ela para Brasília, e como ele sabia que eu era amigo do doutor Antônio Augusto César como sou amigo dele pessoal até hoje, me fez uma comunicação dizendo que ele passou lá dizendo isso, mais nada.

Revista Consultor Jurídico, 15 de março de 2007, 18h20

Comentários de leitores

22 comentários

Parabéns o Supremo Tribunal Federal, a última t...

Zé Carioca ()

Parabéns o Supremo Tribunal Federal, a última trincheira contra as violações aos direitos humanos. Lamentável a reportagem da Folha, produzida pelo jornalista Frederico Vasconcelos.

cesarherman@uol.com.br

HERMAN (Outros)

cesarherman@uol.com.br

Mais uma vez vejo o requentamento da matéria do...

HERMAN (Outros)

Mais uma vez vejo o requentamento da matéria do repórter abutre Frederico Vasconcelos. Digo abutre por conta de que existem inúmeras matérias dignas de documentários, mas o mesmo é declinado a farejar carniça, é cego em relação aos inúmeros bons préstimos prestados à sociedade por bons serviços perpetuados por juristas de magistrados. Montou uma dramartugia como se verdade absoluta fosse, sem consultar os dois lados da moeda, calcado tão-só em falácia fornecida por duas ou três pessoas do MPF paulista, não se deu ao trabalho de saber se a verborrágica matéria era crível. Deparo ainda, extasiado, com mais uma apresentação do reality grampológico. Os pseudos analistas assim entenderam, que estes grampos entre o subprocurador Antônio Augusto César e eu, continham diálogos criminosos, apenas porque assim era conveniente. Inexiste uma materialidade sequer. Esta é mais uma das ilações mendazes, das inúmeras elaboradas pelo auto-denominado serviço de inteligência da PF. Auto-denominado, porque é assim que se intitulam, repita-se, não é título conferido. Também na conveniência das meninas super-poderosas do MPF paulista, era mais fácil e por desígnios pessoais manterem a estória como estava. Deveriam ter me contatado, ou mesmo, interrogado a respeito desses fatos. E mesmo sem ser chamado venho agora manifestar-me. Tal conversa, supostamente, criminosa poderia ser um diálogo sobre a separação judicial de um conhecido em comum e no momento do diálogo poderia eu, e realmente estava, ao lado de uma terceira pessoa que não queria que soubesse que estava falando de um problema de adultério que pretendia ajudar a sanar. Fica a conveniência de se imputar à conversa cunho criminoso levando até mesmo, tal conversa, de modo distorcido ao STF. O mais vergonhoso é que tal grampo foi divulgado e continua sendo de modo criminoso. Eu realmente tive este diálogo, e não era e nem é da conta de ninguém, é uma conversa pessoal inclusive tratada de maneira jocosa, não transcrita no papel. Estava-mos, inclusive, dialogando comicamente e uma brincadeira foi catapultada à crime. Resumindo ao final, o “gato de telhado” trata-se de relacionamento extraconjugal de um conhecido, afinal, quem não sabe que gato de telhado não tem fronteiras sexuais? Parabéns ao serviço de desinteligência da PF, parabéns às procuradoras regionais de São Paulo, e ainda, ao então procurador-geral que ofereceu a denúncia ao STF, desgastando, desnecessariamente o já assoberbado Poder Judiciário. Mas, uma coisa é certa, a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou irá acontecer, cedo ou tarde, pois o mal e a injustiça nunca prevalecerão sobre o bem e a justiça. Desde logo, desculpo-me pelo excesso de linguagem pois encontro-me envolvido emocionalmente com a questão.

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