Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Suprema polêmica

STF contesta reportagem da Folha que ataca Gilmar Mendes

HERMAN: Tá. Porque daí eu faço diferente. (...) Se não tiver nada concreto lá ainda, eu pego o PAPA e falo com o PAPA, que a missa quando cair lá a respeito do versículo tal, tá? Essa missa me interessa.

PACIENTE: É, isso você pode dizer. Isso é uma coisa que eu acho que vai interessar sim.

HERMAN: Então, mas isso eu só vou dizer depois que você me der o aval.

PACIENTE: Sim. Agora eu não posso... O que eu gostaria é de estar com o outro PAPA, o PAPA do outro lado, pra saber exatamente o que ele autoriza, né? Provavelmente (...), pelo que ele me contou hoje, o que interessa pra ele são informações, independentemente das fontes habituais que foram contatadas.

HERMAN: Isso aí ele me fala todos os versículos que ele quer saber, da redação dos versículos todos, eu deixo tudo em stand-by com o PAPA, chama o PAPA.

PACIENTE: Pelo jeito ele não confia nem com... nem no telhado dele. Ta? Pelo que eu senti da conversa.

HERMAN: É, mas daí o seguinte, CÉSAR, eu trago o PAPA a gente conversa junto com o PAPA. Tá? Você faz as devidas... cautelas suas, entendeu? Mas eu explico tudo para o PAPA. (...) Até falo pro PAPA que eu... Somos amigos em comum da pessoa mais magra, tá? E que não é pro mais magro ter conhecimento do...

PACIENTE: É o que ele fizer pro mais magro, nós também não temos nada, o mais magro é que é responsável pelo cumprimento do que foi entre eles acertado. (...) Deixar isso bem claro, tá?

HERMAN: Tá bom. (...) Senta eu, você e ele.

PACIENTE: Tá perfeito. Mas deixa eu estar na sexta-feira primeiro, pra poder exatamente confirmar todas as coisas, esclarecer a eles, não só realmente o quanto isso possa significar pra eles, como também os riscos que isso nos implica, né?”

Mas, segundo a acusação, a conversa acima transcrita veio a ganhar sentido quando a Polícia Federal, por ocasião do cumprimento de um mandado de busca e apreensão na Operação Anaconda, deparou-se com a presença do paciente no escritório de advocacia de um dos acusados, AFFONSO PASSARELLI FILHO, onde ele ocupava uma sala. Até aquele momento das investigações, não havia ainda sido constatada no monitoramento telefônico a presença do paciente entre as pessoas investigadas. Somente por ocasião da análise do material apreendido é que se tomou conhecimento da ligação entre o paciente e o acusado César Herman, hoje condenado.

Segundo a denúncia, seria evidente a existência de “negócios” entre o paciente e Herman. Com efeito, narra a denúncia:

“A existência de “negócios” entre os acusados fica ainda mais evidente quando da análise do material apreendido no escritório de advocacia em nome de AFFONSO PASSARELLI e GUIMIL. Foram encontrados registros no “livro caixa” do escritório, de pagamentos feitos ao ora acusado ANTÔNIO AUGUSTO CÉSAR, sendo de ser destacado o relativo a empréstimo feito ao mesmo por CÉSAR HERMAN, no montante de US$ 66 mil (sessenta e seis mil dólares americanos), ao longo dos meses de junho a setembro de 2000.” (fls. 57)

De acordo com as apurações, referido valor foi documentado como sendo um empréstimo de Herman ao paciente. A acusação salienta que tudo ficaria como dívida jamais cobrada, destacando-se: “empréstimo pessoal de cerca de US$ 66.000 (sessenta e seis mil dólares americanos), venda de um veículo Cherokee de CÉSAR HERMAN a ANTÔNIO AUGUSTO CÉSAR, também não paga no dizer daquele acusado” (fls. 62/63).

A denúncia ainda aponta inúmeros outros valores que teriam sido pagos ao paciente (fls. 62), conforme anotações extraídas dos livros apreendidos na busca e apreensão realizada no mencionado escritório. Relaciona, também, ações judiciais propostas contra a União, nas quais o Paciente, embora legalmente impedido de atuar em razão da sua condição de Subprocurador-Geral da República, tem seu nome mencionado (fls. 58), sendo de se ressaltar a alusão a pagamentos feitos ao paciente pelo referido escritório, em valores expressivos.

Revista Consultor Jurídico, 15 de março de 2007, 18h20

Comentários de leitores

22 comentários

Parabéns o Supremo Tribunal Federal, a última t...

Zé Carioca ()

Parabéns o Supremo Tribunal Federal, a última trincheira contra as violações aos direitos humanos. Lamentável a reportagem da Folha, produzida pelo jornalista Frederico Vasconcelos.

cesarherman@uol.com.br

HERMAN (Outros)

cesarherman@uol.com.br

Mais uma vez vejo o requentamento da matéria do...

HERMAN (Outros)

Mais uma vez vejo o requentamento da matéria do repórter abutre Frederico Vasconcelos. Digo abutre por conta de que existem inúmeras matérias dignas de documentários, mas o mesmo é declinado a farejar carniça, é cego em relação aos inúmeros bons préstimos prestados à sociedade por bons serviços perpetuados por juristas de magistrados. Montou uma dramartugia como se verdade absoluta fosse, sem consultar os dois lados da moeda, calcado tão-só em falácia fornecida por duas ou três pessoas do MPF paulista, não se deu ao trabalho de saber se a verborrágica matéria era crível. Deparo ainda, extasiado, com mais uma apresentação do reality grampológico. Os pseudos analistas assim entenderam, que estes grampos entre o subprocurador Antônio Augusto César e eu, continham diálogos criminosos, apenas porque assim era conveniente. Inexiste uma materialidade sequer. Esta é mais uma das ilações mendazes, das inúmeras elaboradas pelo auto-denominado serviço de inteligência da PF. Auto-denominado, porque é assim que se intitulam, repita-se, não é título conferido. Também na conveniência das meninas super-poderosas do MPF paulista, era mais fácil e por desígnios pessoais manterem a estória como estava. Deveriam ter me contatado, ou mesmo, interrogado a respeito desses fatos. E mesmo sem ser chamado venho agora manifestar-me. Tal conversa, supostamente, criminosa poderia ser um diálogo sobre a separação judicial de um conhecido em comum e no momento do diálogo poderia eu, e realmente estava, ao lado de uma terceira pessoa que não queria que soubesse que estava falando de um problema de adultério que pretendia ajudar a sanar. Fica a conveniência de se imputar à conversa cunho criminoso levando até mesmo, tal conversa, de modo distorcido ao STF. O mais vergonhoso é que tal grampo foi divulgado e continua sendo de modo criminoso. Eu realmente tive este diálogo, e não era e nem é da conta de ninguém, é uma conversa pessoal inclusive tratada de maneira jocosa, não transcrita no papel. Estava-mos, inclusive, dialogando comicamente e uma brincadeira foi catapultada à crime. Resumindo ao final, o “gato de telhado” trata-se de relacionamento extraconjugal de um conhecido, afinal, quem não sabe que gato de telhado não tem fronteiras sexuais? Parabéns ao serviço de desinteligência da PF, parabéns às procuradoras regionais de São Paulo, e ainda, ao então procurador-geral que ofereceu a denúncia ao STF, desgastando, desnecessariamente o já assoberbado Poder Judiciário. Mas, uma coisa é certa, a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou irá acontecer, cedo ou tarde, pois o mal e a injustiça nunca prevalecerão sobre o bem e a justiça. Desde logo, desculpo-me pelo excesso de linguagem pois encontro-me envolvido emocionalmente com a questão.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 23/03/2007.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.