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Suprema polêmica

STF contesta reportagem da Folha que ataca Gilmar Mendes

Transcrevo em meu voto o teor desses diálogos, mas deixo de enunciá-los porque, como já disse, trata-se de linguagem em códigos de difícil compreensão.

Por exemplo, Herman pergunta ao paciente: “o gato do telhado lá, ele sabe qual é o caminho das pedras.”, “quem pode informar se já sabe qual foi o caminho que seguiu”; o paciente responde: “Ah, esse é o diretor daqui, tá?. E é com esse que eu vou conversar depois ou ele próprio vai conversar (...)”. E continuam:

“HERMAN: “CÉSAR, é o seguinte: fala pra ele que aonde for agora, tá? Você vai ter o domínio pleno”.

ANTÔNIO AUGUSTO CÉSAR (Paciente): Ao que interessa a ele, basicamente, (...) é uma checagem paralela, tá? E se mais tarde tiver qualquer problema ele tem isso como uma forma de atuação direta, tá?

(...)

HERMAN: Até uma checagem direta disso, tá? Eu tenho que chamar o papa do setor, explicar pra ele e ver o que ele quer fazer para me ajudar.

PACIENTE: Se você quiser marcar essa reunião... Eu vou fazer o seguinte: amanhã eu tenho uns problemas lá, tenho duas sessões, uma de manhã e outra à tarde. Saindo dessa sessão da tarde eu vou procurar perguntar, tudo pra saber se interessa que aí a gente vem até esse contato pessoal, tá?

(...)

PACIENTE: Dependendo do que você teve contato com o meu amigo comprido e com as pessoas, eu me coloco à disposição de vocês (...)

HERMAN: Essa primeira fase deixa quieto, depois, se por um acaso deixar, ou ela mesma tomar uma iniciativa, tá? (...) Porque eu senti que ela colocou isso até como um trunfo. Entendeu? (...) Para demonstrar que ela tem amizade e... Para mais forte que as próprias vezes. Entendeu? (...) Eu acho que agora vão se fechar todas as portas pra eles.

PACIENTE: Tá, eu gostaria de colocar, voltar a colocar a você que gostaria muito que essa coisa fosse feita tendo aquiescência, pelo menos na minha, com a minha participação de ambas as partes.

HERMAN: Já não tá ou nem passou perto do telhado?

PACIENTE: Não, não passei. Falei apenas com, vamos dizer assim, com o centésimo andar. Entendeu?

HERMAN: Tá, eu deixo assim aquela, aquele ofício?

PACIENTE: Não, por enquanto não é só... Eu vi aqui direitinho, tá? Eu vou levar aquilo comigo, mas eu vou fazer algumas alterações, tá com alguns errinhos de concordância, se você me permitir. (...) Eu gostaria de levar realmente, mas fazendo algumas pequenas alterações. Só que, antes de levar, eu passo pra Marizinha por e-mail, pra que você corrija antes, pra saber se é aquilo mesmo que eu vou poder levar em mãos. (...) Falar em Marisa, eu conversei com ela hoje e pedi a ela, principalmente, pra separar primeiramente as partes referentes a documento, etc. que eu não cheguei a voltar a falar com você (...). Se der certo eu participar nesse assunto do amigo, eu já volto pra cá na quarta e se você então quiser que eu participe me telefona, deixa um recado.

HERMAN: Não, eu não vou te pedir pra participar, vou deixar, (...), ela tem seu telefone, ela te liga e te pede. (...) Passei o telefone pra ela hoje. (...) Inclusive passei pra ela hoje na frente dele. (...) Agora, é uma situação extremamente delicada. (...) Eu vou ver se apronto até o meio dia essa entrada com ela. Amanhã eu tô tendo uma reunião com o MARIANO, que é desembargador do Tribunal de Justiça aqui. (...) Você acha que é conveniente eu dá uma ligada amanhã pro telhado?

PACIENTE: Não.

HERMAN: O rapaz do telhado pra saber se foi encaminhado, você quer que vê, alguma coisa, ou não?

PACIENTE: Eu não quero nada, eu gostaria que você aguardasse esse encontro de sexta-feira. (...) Eu prefiro aguardar que a coisa vem de lá de cima, ele tem outras fontes, outras formas de trabalhar, que eu acho... Prefiro respeitar.

Revista Consultor Jurídico, 15 de março de 2007, 18h20

Comentários de leitores

22 comentários

Parabéns o Supremo Tribunal Federal, a última t...

Zé Carioca ()

Parabéns o Supremo Tribunal Federal, a última trincheira contra as violações aos direitos humanos. Lamentável a reportagem da Folha, produzida pelo jornalista Frederico Vasconcelos.

cesarherman@uol.com.br

HERMAN (Outros)

cesarherman@uol.com.br

Mais uma vez vejo o requentamento da matéria do...

HERMAN (Outros)

Mais uma vez vejo o requentamento da matéria do repórter abutre Frederico Vasconcelos. Digo abutre por conta de que existem inúmeras matérias dignas de documentários, mas o mesmo é declinado a farejar carniça, é cego em relação aos inúmeros bons préstimos prestados à sociedade por bons serviços perpetuados por juristas de magistrados. Montou uma dramartugia como se verdade absoluta fosse, sem consultar os dois lados da moeda, calcado tão-só em falácia fornecida por duas ou três pessoas do MPF paulista, não se deu ao trabalho de saber se a verborrágica matéria era crível. Deparo ainda, extasiado, com mais uma apresentação do reality grampológico. Os pseudos analistas assim entenderam, que estes grampos entre o subprocurador Antônio Augusto César e eu, continham diálogos criminosos, apenas porque assim era conveniente. Inexiste uma materialidade sequer. Esta é mais uma das ilações mendazes, das inúmeras elaboradas pelo auto-denominado serviço de inteligência da PF. Auto-denominado, porque é assim que se intitulam, repita-se, não é título conferido. Também na conveniência das meninas super-poderosas do MPF paulista, era mais fácil e por desígnios pessoais manterem a estória como estava. Deveriam ter me contatado, ou mesmo, interrogado a respeito desses fatos. E mesmo sem ser chamado venho agora manifestar-me. Tal conversa, supostamente, criminosa poderia ser um diálogo sobre a separação judicial de um conhecido em comum e no momento do diálogo poderia eu, e realmente estava, ao lado de uma terceira pessoa que não queria que soubesse que estava falando de um problema de adultério que pretendia ajudar a sanar. Fica a conveniência de se imputar à conversa cunho criminoso levando até mesmo, tal conversa, de modo distorcido ao STF. O mais vergonhoso é que tal grampo foi divulgado e continua sendo de modo criminoso. Eu realmente tive este diálogo, e não era e nem é da conta de ninguém, é uma conversa pessoal inclusive tratada de maneira jocosa, não transcrita no papel. Estava-mos, inclusive, dialogando comicamente e uma brincadeira foi catapultada à crime. Resumindo ao final, o “gato de telhado” trata-se de relacionamento extraconjugal de um conhecido, afinal, quem não sabe que gato de telhado não tem fronteiras sexuais? Parabéns ao serviço de desinteligência da PF, parabéns às procuradoras regionais de São Paulo, e ainda, ao então procurador-geral que ofereceu a denúncia ao STF, desgastando, desnecessariamente o já assoberbado Poder Judiciário. Mas, uma coisa é certa, a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou irá acontecer, cedo ou tarde, pois o mal e a injustiça nunca prevalecerão sobre o bem e a justiça. Desde logo, desculpo-me pelo excesso de linguagem pois encontro-me envolvido emocionalmente com a questão.

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