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Comentários de leitores

15 comentários

Querer que os conselheiros da OAB pensem como p...

Antonio Manoel Bandeira Cardoso (Advogado da União)

Querer que os conselheiros da OAB pensem como pensam os banqueiros é absurdo. As intituições são diferentes e tem objetivos muito distantes um do outro. Os bancos são empresas que trabalham no mercado financeiro e tem como escopo o lucro; enquanto a OAB é a entidade que congrega os advogados do Brasil e tem por ojetivo a defesa das intituições do Pais, da Democracia e da ordem jurídica além de cuidar da seleção daqueles que pretendem exercer a Advocacia e zelar pela ética profissional, que faz com seriedade e competencia. Quanto a luta pelas Instituições e pelas liberdades democráticas a História da OAB desde 1930 e mais visivelmente a partir da luta pela democracia durante a ditadura militar. Depois lembro o Impeachement do pres. Collor. E lembro que nesses fatos destacaram-se,notadamente, os Presidentes do Conselho Federal Caio Mário da Silva Pereira, Raymundo Faoro e Marcelo Lavenére. São nomes que ficam na História da OAB e do Brasil. A OAB lutou pela liberdade democrática e é simbolizada por Presidentes e conselheiros que enfrentaram o perigo, pela Sra. Lyda Monteiro, secretária do conselho federal que morreu no exercício de suas funções, e não por um funcionário anonimo que perdeu os documentos do candidato ao exame de Ordem, que não sabe o quanto deve a OAB pela liberdade que tem hoje.

A OAB não é retrógrada quando pensa na grande m...

Antonio Manoel Bandeira Cardoso (Advogado da União)

A OAB não é retrógrada quando pensa na grande maioria do povo que não tem acesso a INTERNET. Só porque alguns possuem computador com acesso a INERNET não se pode pensar que todos tenham. O Max está certo ao lembrar que a maioria dos escritórios de advocacia não possuem computador, e muitos possuem computador,mas não tem acesso a INTERNET. Tecnologia é bom , mas vamos com calma. Computador para a maioria da população brasileira ainda é ficção científica. A OAB está certa em seu protesto. Imaginem alguém ser processado e se ver na condição de revel, porque não tomou conhecimento da ação judicial contra sí por não ter acesso a INTERNET?

imaginem se os grandes bancos pensassem como a ...

dinarte bonetti (Bacharel - Tributária)

imaginem se os grandes bancos pensassem como a vetusta OAB. Sera que a palavra modernizar pode irritar tanto assim? ou haveria outra razão menos palpavel para tal posição? Bancos giram com bilhoes, em minutos. A segurança pode ser obtida, com certeza. Com muito mais chance de sucesso ate que nas operacoes financeiras, muito mais suscetives de enganos. Nao esqueçamos que a parte contraria tambem é fiscal.

A informatização é impostergável, mas engana-se...

Jose Antonio Schitini (Advogado Autônomo - Civil)

A informatização é impostergável, mas engana-se quem acha que o papel vai ser abolido. Em todas as organizações onde foi implantada os sistemas digitais de forma intensiva, mesmo assim o documento na sua forma tradicional não acabou. A boa informatização implica na convivência entre a tecnologia informática avançada e o aproveitamento do papel como saída documental, onde seja imprescindível. Nesse caso só se usa um instrumental novo, o resultado é o mesmo da datilografia, aqui turbinada em potência digital. O papiro terá longa vida.

A OAB, ao contrário do que alguns aqui afirmara...

Max (Advogado Autônomo)

A OAB, ao contrário do que alguns aqui afirmaram, não está sendo retrógrada de forma alguma. Em várias ocasiões, já tivemos oportunidade de ver como o sistema de informações eletrônico, é uma verdadeira bagunça. À coisa de três anos, um senhor recebeu, do INSS, por engano em sua conta, mais de três milhões de reais. Ele foi honesto e comunicou o erro ao INSS, e se não fosse? Isso é só um exemplo clássico, citado no Jornal Nacional. Ainda, outro exemplo que já citei, e que teve repercurssão no Fantástico: em 1998, um policial civil do RJ, entrou no e-mail do então presidente FHC, e mandou diversos despachos. Só foi descoberto pelos erros grosseiros de português e na forma de tratamento. E vcs acham que o sistema informatizado da Justiça Federal, ou Estadual, é melhor do que estas instituições? Chega à ser mil vezes pior. Concordo em gênero, número e grau com a OAB. Até porque, vários especialistas em segurança de informática, são contra esta lei, justamente pela ausência de meios seguros. E outro ponto muito bem observado, é que a maioria dos escritórios de advocacia, não possuem meios de prover um sistema eletrônico desta envergadura. Os "pares" que repudiam a OAB, nos dizeres do senhor Júnior, parece que precisam analisar melhor o que falam. E senhor Koka, a inscrição por e-mail, precisa ser confirmada de qualquer forma, com os documentos originais. De qualquer sorte, precisaria juntar os mesmos junto aos arquivos da OAB.

A OAB tem medo de tecnologia sim. Lembro-me que...

Dr. Koka (Advogado Autônomo - Civil)

A OAB tem medo de tecnologia sim. Lembro-me que fui impedido de fazer o exame da segunda fase porque um "arquivista" da OAB perdeu meus documentos. Creio que ele se perdeu na ordem alfabética. Não me responderam a um requerimento até hoje. Foi mais fácil responsabilizar o correio. Uma lástima. Da próxima vez utilizarei um pombo-correio, pois e-mail é perigoso.

Depois que a OAB foi tomada por um grupinho de ...

Ruberval, de Apiacás, MT (Engenheiro)

Depois que a OAB foi tomada por um grupinho de políticos (advogados medalhões, com decisões e posicionamentos retrógrados, ela está legitimando o repúdio que seus pares estão lhe imputando.

digo medo. Ludista ou Luddista, de qualquer mo...

Armando do Prado (Professor)

digo medo. Ludista ou Luddista, de qualquer modo, parece que infiltrou-se na OAB.

Movimento Ludista na OAB? Com meda da tecnologia?

Armando do Prado (Professor)

Movimento Ludista na OAB? Com meda da tecnologia?

Hipoteco meu apoio à OAB, afinal, a ação funda-...

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Hipoteco meu apoio à OAB, afinal, a ação funda-se em razões para as quais eu mesmo já alertava sobre os riscos de uma mudança abrupta, quando da divulgação de matéria relativa ao mesmo assunto (http://conjur.estadao.com.br/static/text/53240,1). Entendo que a declaração de inconstitucionalidade é mesmo imperativa, embora possam conviver o sistema tradicional e o sistema pela previsto na Lei 11.280/2006, para que se vá implantando e aperfeiçoando enquanto aguarda mais avançada e segura tecnologia, até alcançar a maturidade necessária a prescindir do sistema tradicional. Nada obstante, entendo que a ação deveria incluir também a Lei 11.419/2006, pois de nada adiantará impugnar somente o art. 2º da primeira se a segunda for mantida em vigor. (a) Sérgio Niemeyer Advogado – Diretor do Depto. de Prerrogativas da FADESP - Federação das Associações dos Advogados do Estado de São Paulo – Mestre em Direito pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br ou sergioniemeyer@ig.com.br

Existem motivos de ordem coorporativista que pr...

Marco Paulo Denucci Di Spirito (Advogado Autônomo)

Existem motivos de ordem coorporativista que preocupariam a OAB. Atente-se para o fato de que o processo eletrônico permitirá a atuação de escritórios sediados em outros estados. O cenário futuro que se pode imaginar é o mesmo do mercado de publicidade: quase todo concentrado em São Paulo. As partes certamente optarão pelos advogados em cujos estados se encontram as melhores universidades. É uma questão de tempo para esperar as grandes bancas advocatícias de centros urbanos de menor expressão quebrarem em efeito dominó.

A OAB está coberta de razão. O processo digi...

Jose Antonio Schitini (Advogado Autônomo - Civil)

A OAB está coberta de razão. O processo digital é urgente. Mas, deve ser feito baseado num projeto íntegro e concatenado, ou seja de forma harmônica. O que não pode é ser feito aos retalhos, covardemente como se intenta impor. Apanham-se os gargalhinhos processuais e jogam a responsabilidade de detectar os pequenos ítens para os advogados, no caso as comunicações dos atos processuais eletrônicos. Não dá para confiar, fatalmente os agentes públicos processuais sempre estarão isentos de culpa pelas falhas, e o sistema sempre os livrará de responsabilidade. Quanto aos advogados serão jogados ao leão. Passando desapercebido o advogado dança, é o responsável, os ofícios nada têm a ver com isso. O passado condena o Poder Judiciário, tendo em vista as intimações por despacho publicadas no Diário oficial. Quando acontece algum erro, já é difícil comprovar a responsabilidade dos ofícios e funcionários judiciais.. Ou se adota o processo eletrônico completo, com todas as garantias, com senhas individuais para cada patrono, referente aos processos em que milita, ou nada feito. Salta a vista, que os sistemas de bloqueios individuais, senhas, criptografias, assinaturas eletrônicas e que tais, não pode ser disfuncional. Os acessos de cada profissional ao processo eletrônicos e seus efeitos diários, deve ser simples e seguro. Ou se adota o processo eletrônico completo, com todas as qualificações de pessoal e equipamentos de avançada geração ou deixa como está, até que se tenha condição para uma alteração operacional completa. De pedaço em pedaço vai ser a babel processual. Sempre que se adotou a informatização o fez de forma integral. As instituições bancárias fizeram isso totalmente em todas as suas operações, em todos as suas agências. Aposentaram a processadora National e adotaram o que de melhor a informática poderia fornecer naquele momento, e não pararam de aperfeiçoar o sistema. Todas as empresas de porte fizeram da mesma forma. A Receita Federal que transforma em ativo o passivo de todos os brasileiros, ou seja abarca um movimento muito maior que o Poder Judiciário nacional, partiu para a informatização total de seu sistema gerencial, administrativo, seja de auditoria fiscal, seja de PGFN, com espelho de todas as pessoas físicas e jurídicas da nação, apanhando até índio e caboclo, sobrando muito pouca gente sem cadastro e acompanhamento. E não aconteceu nenhuma desgraça administrativa, ao contrário. Para os que pensam que o elefante deve ser comido por partes, diga-se que, mesmo assim, se corre o risco de se engasgar, com qualquer pedaço do elefante. Então, como comer um elefante?- A melhor forma é juntando todos com faca e garfo e guardanapo e, todos juntos comerem o elefante em pedacinhos. Daí o bicho vai ser devorado todinho de forma eficiente. Qual a dificuldade de se adotar o processo eletrônico totalizado. Nenhuma. Sim tem uma: A receita federal e grandes empresas citadas criam rendas. A Justiça , com exceção do executivo fiscal, só dá despesa. É assim que pensa o governo. Esquecem que o Poder Judiciário é uma das colunas do tripé que sustenta a Democracia. Pelo menos idealmente. Não existe nada pior que a democracia a não ser todos os outros regimes de governo. Parece que Churchil falou algo semelhante Só para lembrar, quem fazia as coisas por partes foi aquele criminoso inglês, do século dezenove. Nunca foi descoberto.

Tem toda razão o Conselho Federal da OAB quando...

ACUSO (Advogado Autônomo - Dano Moral)

Tem toda razão o Conselho Federal da OAB quando decide enfrentar o que chamamos de processo eletronico, que é na verdade, um verdadeiro absurdo; tão grande quanto a urna eletronica ! Quem tem a tarefa de apresentar defesa dentro de prazo estabelecido e se utiliza desse tipo de procedimento( ou de processo " sem papel",) depende mais da sorte do que de sua genialidade ! Esse tipo de invento só beneficia quem está no polo ativo de cada ação. A meu ver precisa ser banido. Toda razão à OAB !

Imagino que com o surgimento da máquina de escr...

J. Henrique (Funcionário público)

Imagino que com o surgimento da máquina de escrever, muitos preferiram e continuaram a escrever à mão. Mas no final prevaleceu a legibilidade da máquina.

A OAB colige algumas razões ponderosas para se ...

Embira (Advogado Autônomo - Civil)

A OAB colige algumas razões ponderosas para se opor à aplicação do artigo 2º, da Lei federal 11.280/04: 1) a internet não é segura; 2) pode haver falha nos sistemas de e-mails ou interceptação indevida de terceiros interessados na perda de algum prazo processual; 3) muitos advogados não possuem recursos econômicos suficientes para ter aparelhos eletrônicos e pagar provedores de acesso à internet. As razões parecem, de fato, suficientes para inviabilizar a comunicação oficial dos atos processuais por meio eletrônico. Lembro-me da época do início da informatização do sistema bancário, que recebeu o nome de “automação bancária”. Muitos correntistas estavam acostumados a levar uma caderneta para anotação de suas operações bancárias, caligraficamente, e resistiram à idéia de receber extratos impressos. O sistema bancário, entretanto, não levou em consideração esse tipo de reclamações. A automatização tinha de ser implanta e foi. Se a informatização não é segura, por que começou pelo sistema bancário? E por que foi estendida às declarações do imposto de renda, às eleições, à cobrança de impostos como a CPMF, etc.? A informatização não é uma alternativa colocada à nossa disposição – é o único caminho a seguir. Trabalhei em uma repartição pública onde uma colega não queria abrir mão de sua máquina de escrever. Ela chegou a solicitar ao chefe permissão para continuar a fazer seu trabalho na velha Olivetti. Foi comunicada de que não haveria essa opção – todas as máquinas de escrever seriam recolhidas e ela acabou acostumando-se com o computador. Há o caso dos advogados que não possuem computador, mas, em toda comarca há seccional da OAB. É verdade que, algumas vezes, a impressora não funciona e o funcionário de plantão não tem a menor boa vontade de ajudar o advogado. Então, é preciso orientar melhor os funcionários da OAB e proceder à adequada manutenção dos equipamentos eletrônicos. No mais, é adaptar-se aos novos tempos. Não há porque recalcitrar contra o progresso tecnológico.

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