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Primeira vez

Brasil aparece na lista de países que exportam heroína

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O Departamento de Estado americano divulga, tradicionalmente todo o dia 1º de março, seu relatório anual sobre tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. No relatório, que pode ser lido em inglês no site www.state.gov, o Brasil aparece entre os nove países que mais produzem e exportam ilegalmente éter e acetona para o refino do pó colombiano ao lado da Argentina, Canadá, Alemanha, Índia, México Holanda e Estados Unidos. O Brasil aparece, pela primeira vez, na lista de países exportadores de heroína, ainda que em pequenas porções.

Hoje, segundo as Nações Unidas, as dez principais máfias do mundo, enraizadas em 23 países, incluindo o Brasil, movimentam por ano cerca de US$ 3 trilhões, gerados a partir de US$ 200 bilhões nascidos da diversificação de negócios que têm como base o tráfico de cocaína.

O Departamento de Estado dos EUA chama atenção para a tríplice fronteira com Paraguai e Argentina, definindo a região como “particularmente porosa”. Em relação ao Brasil, as operações da Polícia Federal são elogiadas e mencionadas as “13,2 toneladas métricas de cocaína, 144 quilos de crack e 161 toneladas métricas de maconha apreendidas”, além da apreensão de 57 quilos de heroína, tudo em 2006.

Elogia-se também o confisco de “2 aviões, 909 carros, 179 motocicletas, 14 barcos, 660 armas de foto e 1,897 telefones celulares” de narcotraficantes em 2006. A PF também prendeu “75 policiais estaduais no Rio de Janeiro, que estavam envolvidos com jogos ilegais e gangues de narcotráfico”, conforme o relatório.

O documento aponta ainda que “a cocaína vinda da Bolívia e a maconha vinda do Paraguai abastecem o mercado interno do Brasil”. Além disso, “a cocaína de alta qualidade vinda da Colômbia passa pelo Brasil e vai para o Oriente Médio, Europa e África”.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 2 de março de 2007, 10h18

Comentários de leitores

6 comentários

Fecho contigo Fernando Por uma lado o Minist...

Band (Médico)

Fecho contigo Fernando Por uma lado o Ministério da Saúde luta contra o fumo, a do álcool ainda nem começou a não ser gastar para diminuir os danos. No entanto a indústria de tabaco e álcool conta com incentivos e fomentos do Ministério da Agricultura e Indústria e Comércio. Se paga em benefícios para as pessoas adoecerem pelo tabagismo e pelo alcoolismo! Com a indústria das drogas livres os grandes sócios seriam mais uma vez os governantes, arrecadando em cima dos doentes e recebendo "caixa 2" para legislarem em favor das mesmas! E a saúde ficariam com as migalhas com ocorre hoje para tratar os milhões de vítimas! Imagine que a Lei Seca durou apenas 14 anos e desistiram. Tudo por causa do massacre de São Valentim, em que Alcapone mandara matar sete concorrentes! Quantos milhões morreram depois disto pelo uso recreativo de álcool para que gângsteres não se matassem?

Há um gráfico elaborado pela ONU sobre o consum...

Fftr (Funcionário público)

Há um gráfico elaborado pela ONU sobre o consumo de álcool e tabaco no mundo, revelando o número de usuários, na casa dos bilhões. Comparativamente ao lado desse gráfico há uma escala dos usuários de drogas ilícitas e uso controlado, girando em torno de 2% dos usuários de drogas lícitas. Caso a liberação fosse concretizada haveria um salto com danos irreversíveis para a sociedade e o sistema de saúde, sem contar os inúmeros casos de violência e mortes prematuras. Detalhe, o tráfico ilícito continuaria atuante, visto que a carga de impostos incidentes seria alta, ou alguém acha que o governo não pensaria em lucrar com tal atividade, basta verificar a carga de impostos incidentes sobre o álcool e tabaco. Cito como exemplo o infindável número de quadrilhas produtoras de cigarros ilegais. Esse número se mantém restrito graças às políticas de restrição e proibição do uso. Essas políticas por si só não impedirão o consumo, deverão estar atreladas às políticas sociais de inclusão, educação, emprego e saúde. Ainda assim o problema continuará a existir porque sempre haverá alguém interessado em utilizar drogas para suprir suas carências. De igual forma, sempre haverá aqueles que delinqüem, ainda que possuam todas as condições para que não o façam, exemplo Juiz Nicolau.

Caso do álcool, caro Fernando Não acabou a v...

Band (Médico)

Caso do álcool, caro Fernando Não acabou a violência, aumentou, por sinal, e a Mafia continua existindo até hoje!

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