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Reação em cadeia

Carlos Velloso repudia intimidação da PF a Gilmar Mendes

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Velloso, condenou o que considerou uma tentativa de intimidação do ministro Gilmar Mendes pela Polícia Federal. “Essa tentativa de intimidação está muito visível, inclusive com notas ‘plantadas’ na imprensa envolvendo o seu nome como envolvido na Operação Navalha quando, na verdade, é um nome parecido”, ressaltou.

Na quarta-feira (24/5), o vice-presidente do STF, Gilmar Mendes, se irritou com a divulgação da informação de que o seu nome aparecia em lista de autoridades que receberam presentes da construtora Gautama. “Há uma estrutura de marketing para valorizar o trabalho da Polícia Federal e depreciar a Justiça”, protestou. Mendes é relator dos pedidos de Habeas Corpus apresentados pelos acusados durante a operação.

Carlos Velloso propôs aos palestrantes e participantes uma nota de repúdio à atuação da PF, durante congresso promovido pelo Instituto Brasileiro de Direito Constitucional, nesta sexta-feira (25/5). “Se tentam intimidar um ministro do STF, o que não farão com um juiz de primeiro grau?”, adverte.

O ex-presidente do Supremo ressaltou que apóia o combate à corrupção e irregularidades, no entanto, lembrou o respeito à legislação deve estar em primeiro lugar. “Não se pode combater o crime, praticando-se outro crime”, alerta.

Durante a sua participação no congresso, Velloso questionou a autoria do vazamento das conversas nas interceptações telefônicas. “Afinal quem faz a divulgação? É a Polícia Federal ou o Ministério Público? Quem está cometendo esse crime?”

Gilmar Mendes acusou a PF de “canalhice” e de uso de “método fascista” de investigação. As declarações foram feitas após o vazamento das conversas. A PF contestou as liminares concedidas pelo ministro para libertar presos da Operação Navalha.

O ministro também entrou em confronto com o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, e com a ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça. A ministra acolheu o pedido de Souza para decretar a prisão preventiva de 48 investigados. Ela é relatora do inquérito que apura o esquema de fraude em licitações de obras públicas. Em resposta, na quinta-feira (24/5), o ministro da Justiça, Tarso Genro, e a Polícia Federal querem que Gilmar Mendes faça uma representação formal sobre o vazamento de informações.

A operação

A Operação Navalha foi deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (17/5), contra acusados de fraudes em licitações públicas federais, prendendo 47 pessoas. O ministro Gilmar Mendes concedeu o primeiro Habeas Corpus, em benefício ao ex-procurador-geral do Estado do Maranhão Ulisses César Martins de Sousa. No domingo (20/5), o ministro mandou soltar o ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares e o presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Roberto Figueiredo Guimarães. Na terça-feira (22/5), foi a vez do empresário José Édson Vasconcellos Fontenelle; do prefeito de Camaçari (BA), Luiz Carlos Caetano; do deputado distrital Pedro Passos e do secretário de Infra-estrutura de Alagoas, Marcio Fidelson Menezes Gomes, que obtiveram a suspensão de suas prisões preventivas.

Na quinta-feira, também foram soltos Rosevaldo Pereira Melo, engenheiro civil empregado da Construtora Gautama e ex-servidor da Companhia de Água e Saneamento de Alagoas e Francisco de Paula Lima Júnior e Alexandre Maia Lago, sobrinhos do governador do Maranhão, Jackson Lago.

Revista Consultor Jurídico, 25 de maio de 2007, 19h48

Comentários de leitores

16 comentários

Pega, pega! Pega, pega ladrâo!! A miséria s...

Armando do Prado (Professor)

Pega, pega! Pega, pega ladrâo!! A miséria só existe porque tem corrupção! Desemprego só aumenta porque tem corrupção! Tira do poder! Bota na prisão!! Tira esse malandro do legislativo! Tira esse malandro do poder judiciário! Pega ladrão! No Congresso! Pega ladrão! No Senado! Pega, pega! Gabriel o Pensador.

os erros se devem à rapidez dos dedos e à indig...

Armando do Prado (Professor)

os erros se devem à rapidez dos dedos e à indignação que não cabem palavras.

Prezado Kirchheimer, tenho certeza que lutamos ...

Armando do Prado (Professor)

Prezado Kirchheimer, tenho certeza que lutamos do mesmo lado, apenas nos diferenciamos na adjtivaçaõ, pois o nosso problema é a sacanagem institucionalizada que acaba passando em brancas nuvens graças aos direitos pretensamente violados. O devido processo lega, o contraditório, etc, está sendo garantido a esse canalhas que sugam os humildes e ofendidos desse país. Quandos e trata de bacanas, sobram causídicos de grife, para levantar questões constitucionais, mas quando se trata do povo, bem, aí prevalece a dureza do código penal. Vamos para as cabeças, ou seja, ou esse país apresenta oportunidades para todos seus filhos, ou que seja a guerra social onde o mais forte prevalece. Darwin social nos pulhas.

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