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Voto e cidadania

Urna eletrônica contabilizou quase 2,5 bilhões de votos desde 96

Desde a implantação do voto eletrônico no país, as urnas já apuraram quase dois bilhões e 500 milhões de votos. Levantamento do Tribunal Superior Eleitoral mostra que, de 1996 a 2007, as urnas brasileiras contabilizaram 2.460.978.313 votos.

Como cada turno é considerado um pleito, a Justiça Eleitoral realizou 13 eleições nesses dez anos. Foram três eleições gerais, para presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual/distrital e três municipais, para prefeito e vereador, além do Referendo sobre comercialização de armas e munição. Na conta, incluem-se os segundos turnos.

A estréia da utilização das urnas nas eleições foi em 1996. O voto eletrônico alcançou 32,4% da população: 32.478.153 dos 100.169.609 aptos a votar. Naquele ano, 57 municípios utilizaram a urna: 26 capitais; 30 municípios com mais de 200 mil eleitores; e a cidade de Brusque (SC), incluída na relação por ser o berço da informatização do voto. Nessa eleição, computaram-se 179.577.060 votos em 77.469 urnas.

Foi só a partir das eleições municipais de 2000 que todos os eleitores passaram a votar pela urna eletrônica: 108.464.562 brasileiros. Nesse pleito, apuraram-se 206.217.021 votos em 354.800 urnas.

Nas últimas eleições gerais, realizadas em outubro de 2006, foram contabilizados 668.546.237 votos em 361.431 urnas. No primeiro turno, foram 523.936.731 votos e no segundo, 144.609.506. No Referendo de 2005, registraram-se 95.375.824 votos informatizados.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nexus, de Belo Horizonte, em dezembro de 2006, apurou que 97,7% dos brasileiros aprovam a urna eletrônica e que 88% das pessoas afirmam não ter nenhuma dificuldade para usá-la. Considerando-se uma margem de erro de 2,2%, o Instituto Nexus concluiu que se pode “afirmar, categoricamente, que a urna é, de fato, uma unanimidade nacional”.

Revista Consultor Jurídico, 23 de maio de 2007, 17h44

Comentários de leitores

3 comentários

E ainda fica a suspeita de fraude e ninguem abr...

Bira (Industrial)

E ainda fica a suspeita de fraude e ninguem abre ao jogo. Qual a razão?

O progresso da urna eletronica, assim como a CP...

allmirante (Advogado Autônomo)

O progresso da urna eletronica, assim como a CPMF, é usufrido pela mafia dos sanguessugas, pelos da operação navalha, pelo mensalão, pelos anoes do orçamento. Sendo uma criação dessa gentalha, a urna eletronica é suspeita. Basta um clique para apresentar o numero que se quer. Brizola denunciou mais esta falcatrua.

O Estado brasileiro, tido como ultra-burocrátic...

Embira (Advogado Autônomo - Civil)

O Estado brasileiro, tido como ultra-burocrático, apresenta alguns nichos de eficiência. As eleições são um exemplo – a urna eletrônica deu certo. Poderíamos exportar nossa tecnologia eleitoral? Não sei se é tão simples assim. Por trás da eficiência das urnas eletrônicas, há toda uma história que começou com a revolução de 1930, a qual pretendia acabar com as fraudes eleitorais. Criou-se a Justiça Eleitoral que administra as urnas eletrônicas. O sucesso da urna é indissociável de toda essa estrutura jurídica e administrativa. Mas, há outros setores estatais em que a tecnologia moderna prosperou: as declarações do imposto de renda, por exemplo, podem ser feitas pela internet. A CPMF é um imposto cobrado por meio eletrônico cuja arrecadação representa, hoje, cerca de 9% da receita total e é arrecadado por uma extensa rede bancária informatizada, em nível nacional. Desde quando surgiu, a CPMF colecionou ferrenhos adversários. Lembro-me de um artigo do professor Delfim Neto cujo título era “O abominável”. Agora, já há tributaristas, como o ex-secretário da receita federal Everardo Maciel, que consideram a CPMF inevitável: “Independentemente do juízo de valor que se faça sobre essa contribuição, prescindir da CPMF, hoje em dia, seria impensável, por conta da desastrada repercussão sobre as contas públicas”. Apesar das resistências, o Estado se moderniza. Até a videoconferência já não conta com muita rejeição na comunidade jurídica. Outros progressos virão, inclusive no Judiciário.

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