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Briga dos salários

Governo negocia na quinta fim da greve da Polícia Federal

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O governo federal deverá apresentar, na quinta-feira (24/5), uma nova proposta aos policiais federais, em greve desde esta terça-feira (22/5). O movimento foi deflagrado pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), insatisfeita com as negociações salariais frustradas pelo governo na segunda (21/5).

Na proposta apresentada na segunda, o governo manteve a decisão de pagar a segunda parcela do reajuste em duas partes. Segundo a Fenapef, a greve de 72 horas começou porque, “ao invés de honrar o compromisso em junho de 2008 e junho de 2009 ele pagaria em março de 2008 e março de 2009”.

Com o movimento, entram em ritmo de tartaruga serviços e ações da Polícia Federal como investigações da Operação Navalha, a emissão de passaportes e a checagem de passageiros.

Veja balanço da greve divulgado pela Fenapef

Policiais federais de todo o País pararam suas atividades nesta terça-feira. A greve da categoria que deve se estender até quinta-feira, 24, a meia-noite mobilizou todos os estados e o Distrito Federal. Já nas primeiras horas da manhã os policiais realizaram assembléias regionais para definir as estratégias de mobilização para os três dias.

Em São Paulo todo o efetivo da capital e do interior cruzou os braços. Uma assembléia da categoria decidiu também pela realização de operação-padrão nos aeroportos de Cumbica, Congonhas e no porto de Santos. Somente os serviços considerados essenciais foram mantidos. Em Cumbica, enormes filas se formaram no início da noite.

No Rio de Janeiro os federais também decidiram pela paralisação com operação-padrão. A mobilização dos policiais aconteceu principalmente na Superintendência Regional e nas delegacias do interior. O movimento foi forte também em estados como Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Mato Grosso, Espírito Santo, Distrito Federal, Pará e outros.

Em nível nacional estão suspensos o atendimento ao público, incluindo oitivas, porte de arma, atendimento a estrangeiros, controle de empresas de vigilância, bancos e produtos químicos, investigações e emissão de passaportes (concedidos somente em casos emergenciais). Foram mantidos apenas os serviços de plantões e custódia de presos e algumas investigações.

O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais saudou no início da noite desta terça-feira a mobilização dos policiais federais e os sindicatos da categoria. “Nossas entidades representativas e seus filiados deram uma demonstração de unidade e poder de mobilização”, frisa o presidente. Wink reiterou também a necessidade da manutenção do movimento nesta quarta-feira. “Vamos prosseguir com a paralisação conforme estava estabelecido no nosso calendário de mobilização”, destaca.

Na próxima quinta-feira, 24, às 17h o presidente da Fenapef e representantes das demais entidades representativas do Departamento de Polícia Federal se reúnem com os negociadores do governo. Na reunião, que deve ser a última dentro do calendário de 30 dias proposto pelo governo federal, os técnicos deverão apresentar uma nova proposta à categoria.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 23 de maio de 2007, 0h01

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