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Operação Navalha

Gilmar Mendes analisa nesta tarde HC de doze presos pela PF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, deve analisar neste sábado (19/5) doze pedidos de Habeas Corpus dos presos na Operação Navalha. Segundo o site G1, as decisões devem sair no fim da tarde.

Quatro presos querem ser beneficiados pelo HC concedido ao ex-procurador-geral do Maranhão Ulisses Martins de Souza, que estava foragido. São eles o ex-secretário municipal de Sinop (MT) Jair Pessina, o ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares, o ex-superintendente da Caixa Econômica Flávio José Pin e o presidente do BRB, Roberto Figueiredo Guimarães. O ministro Gilmar Mendes vai avaliar cada caso.

Os advogados do ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares também protocolaram um pedido de HC caso o ministro Gilmar Mendes julgue que outros presos não podem ser beneficiados pela decisão que colocou em liberdade Ulisses Martins de Souza.

Gilmar Mendes também analisará os pedidos de liberdade para o prefeito de Camaçari, Luiz Carlos Caetano, o empresário José Edson Vasconcelos Fontenelle, o ex-assessor do Ministério do Meio Ambiente Ivo Almeida Costa, o funcionário da Gautama Flávio Henrique Abdelnur Candelot, assessor do ex-governador do Maranhão Geraldo Magela Fernandes da Rocha e o servidor do Ministério de Minas e Energia Sérgio Luiz Pompeu Sá.

Todos estão encarcerados na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde recebem, neste sábado, a visita dos advogados.

O secretário de Infra-estrutura do Maranhão, Ney de Barros Bello, e o ex-deputado federal Ivan Paixão foram soltos nesta sexta-feira (18) à noite.

Revista Consultor Jurídico, 19 de maio de 2007, 13h41

Comentários de leitores

4 comentários

Acho que o ministro liberta todos. Palpite. Co...

Luismar (Bacharel)

Acho que o ministro liberta todos. Palpite. Conhecendo-se a liberalidade do ministro, acho que se ele não soltar, nenhum outro solta.

Quem quer apostar como o ministro indicado pelo...

Armando do Prado (Professor)

Quem quer apostar como o ministro indicado pelo "farol de Alexandria" (aquele que iluminava a humanidade) soltará mais que 80% dos envolvidos? Relembrando para os que sofrem de ammnésia: todas as operações são autorizadas por juízes federais, baseadas em evidências trazidas pela "fumaça" do bom direito e do perigo de se permanecer na inércia. As últimas operações, então, foram autorizadas por ministros dos tribunais superiores. Portanto, vamos parar com filigranas e chicanas que só protegem os tubarões que dilapidam os erários públicos. Quando os pobres, pretos e periféricos permanecem nas cadeias imundas, não se vê toda essa indignação para que se presuma a inocência ou para que sejam soltos. Por que esses chicaneiros não organizam arrastões, no bom sentido, para levar a justiça para os depósitos de pobres, pretos, prostitutas e periféricos? Se quiserem posso indicar onde eles estão, pois luto sempre para levar advogados para aqueles que não têm foro privilegiado e nem contas correntes gordas. Normalmente, não encontro esses difensores da "presunção da inocência" e de que se deve ler os autos antes de se emitir opiniões. Os autos trazem parte da verdade e da vida real. A outra parte, fica soterrada fora dos autos. Agora mesmo, com essas operações, que deveriam ser chamadas de "Iceberg", chegou-se apenas a uma parte da verdade, aquela que fica fora d'água. Menos hipocrisias e farisaísmo ajudariam mais.

1-Olho vivo: meus sinceros parabéns pelo seu co...

João da Silva (Bacharel)

1-Olho vivo: meus sinceros parabéns pelo seu comentário! Produto de quem conhece o mundo real, é inteligente e contra a hipocrisia. 2- Essas mega-operações, geralmente, são o cúmulo do espetáculo midiático. Juntam dois dos mais importantes ingredientes da receita para a impunidade: a) inquérito policial sobre dezenas de fatos complexos com investigados presos (o prazo de conclusão é, normalmente, de 10 dias e o MP possui 5 dias para denunciar, resultando em total atropelamento na análise dos fatos), dando gêneses a processos criminais capengas e b) grande quantidade de réus, que terminam por gerar feito monstruoso, incubadora de nulidades, que se arrastam como jibóias sonolentas pela estrada do tempo,até alcançar a prescrição. Lamentável a imprensa e operadores jurídicos SÉRIOS ainda não terem percebido isto!

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